O demo que mora em mim é o demo crático. Com tudo o que temos passado no Brasil ponho-me a policiar meus pensamentos e concluo que para viver nesse mundo haveria de ser de outro mundo. Ter amigos sem dar muito significado às suas ideologias para poder mantê-los nas conversas insignificantes e rir. E acho que isso sirva pra eles também quanto a mim. Enfim, pra ser feliz há que ser um burro surdo e passivo, ou fingir ser.
Acho que nem sempre fui de esquerda, ou nem sabia se isso existia quando jovem, ou nem importava pra mim, mas hoje que me importo, se fosse me rotular, me rotularia um "do contra". Com o significado de esquerda popular, do menor. Não aquela esquerda intelectualizada das universidades. Aquela de boteco.
E assim pensando acho que o que temos no momento é uma ridicularização maior que todas do regime institucional, se é que tinha, pelo visto não. Ouço e leio que o Brasil é instável constitucionalmente, mas creio que é justamente o oposto. Sua mudança ou desobediência à constituição não muda. É muito seguro dizer que um regime de governo não se mantenha por muito tempo, pois a regra é subvertê-lo assim que uma classe dominante perca suas regalias e reaja para mudá-la. Não precisa justificativa, não gosta e pronto.
E agora novamente mudou e "temos um longo passado pela frente" como disse Millor.
A esquerda brasileira, a que foi ao poder, foi safada em seus vários sentidos. A princípio safada no sentido de dissimulada para obter adeptos, depois no trono no sentido furtivo de se livrar dos compromissos, ai no sentido de trair seus adeptos e depois no sentido de furtar e se locupletar. Tornam-se de direita no pior de seus atributos. Essa esquerda não é a minha certamente.
Após a ditadura de 64 a esperança da esquerda foi depositada em FHC, que se tornou neoliberal de direita e Lula, um egoico, que praticaram tal caminho e acabaram decepcionando ao final. O que se passa agora é um fortalecimento dos pensamentos de direita beirando o extremo fascismo em parte de seus sequazes e um total desmantelamento da esquerda sem ninguém que se apresente para representar uma facção limpa. Esse crescimento foi estimulado muito pelo fracasso "esquerdista" em executar seus planos e se corromper com o poder.
O Partido do Trabalhadores, que encarnou o papel da esquerda nos últimos anos, tem sua base nas classes trabalhadoras, mais baixas e muito espalhada pela sociedade, diferentemente da direita. Assim que foi ao poder levou consigo, como dívida e compromisso, essa galera para os cargos possíveis nas diversas hierarquias públicas, pois não pode, ou não quis escolher o melhor na diversidade restante dos partidos e sim somente em quem os apoiou. E se deu muito mal com isso, pois a incompetência e os mal elementos infiltrados no seu meio se aproveitaram da oportunidade para meter os pés pelas mãos e estragar com tudo construído a duras penas.
Assim, os da direita vem à tona, como sempre desde nossas origens no descobrimento, com suas proposta e a sociedade reage os apoiando como uma massa movida por meios de comunicação favoráveis à mudança por seus próprios interesses particulares como já havia feito antes. E essa mudança se faz, como disse, da forma como convier aos seus propósitos sem se importar se democrático ou não, mantendo a regularidade em subverter.
Não creio que isso mude para que eu possa ver tamanha a imensidão e profundeza dessa ideologia impregnada na alma brasileira de achar tudo normal. Achar ponderável o imponderável. Negociar o inegociável. A liberdade custa muito caro e é rara na natureza. Dá a impressão de ser farta quando se tem, mas é como a água. Quando lhe falta é que se consegue dimensionar o alcance de sua importância para a qualidade e conforto em nossas vidas.
O Brasil deveria ter como sua única prioridade acabar com a desigualdade e esse caminho fica à esquerda. Ela, a desigualdade, destrói tudo o que se planeja para uma sociedade que quer ser melhor. Ela guarda no seu bojo a ignorância e não permite acesso ao saber, ao discernir, ao escolher melhor, ao decidir seu futuro. Essa desigualdade não acaba em passe de mágica, seu fim precisa ser estabelecido nas mentes dos brasileiros antes de tudo e precisa ser fomentado por quem está no poder, e o pensamento de direita em seu cerne não pensa assim, não trás isso consigo. Isso não vejo e, talvez, não veja (sem trocadilhos). Colocaram uma enorme placa "proibido conversão à esquerda" logo a frente de nosso caminho.
aprendendo
14 maio 2016
31 março 2016
PELA LEGALIDADE, Wagner Moura
PELA LEGALIDADE,
Wagner Moura
Folha de S Paulo
Ser legalista não é o mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção.
Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.
Tenho feito inúmeras críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.
O esfacelamento das ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.
É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Um golpe clássico.
O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.
Você que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro. Em nome da moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda. A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em 1964.
Arrepio-me sempre que escuto alguém dizer que precisamos “limpar” o Brasil. A ideia estúpida de que, “limpando” o país de um partido político, a corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higienizadores se considerarem acima da lei por fazerem parte de uma “nobre cruzada pela moralidade”.
Você que, por ser contra a corrupção, quer um país governado por Michel Temer deve saber que o processo de impeachment foi aceito por conta das chamadas pedaladas fiscais, e não pelo escândalo da Petrobras. Um impeachment sem crime de responsabilidade provado contra a presidente é inconstitucional.
O nome de Dilma Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por puro revide político, é teatro do absurdo.
O fato de o ministro do STF Gilmar Mendes promover em Lisboa um seminário com lideranças oposicionistas, como os senadores Aécio Neves e José Serra, é, no mínimo, estranho. A foto do juiz Moro com o tucano João Doria em evento empresarial é, no mínimo, inapropriada.
E se você também achar que há algo de tendencioso no reino das investigações, não significa que você necessariamente seja governista, muito menos apoiador de corruptos. Embora a TV não mostre, há muitos fazendo as mesmas perguntas que você.
Wagner Moura
Folha de S Paulo
Ser legalista não é o mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção.
Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.
Tenho feito inúmeras críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.
O esfacelamento das ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.
É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Um golpe clássico.
O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.
Você que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro. Em nome da moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda. A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em 1964.
Arrepio-me sempre que escuto alguém dizer que precisamos “limpar” o Brasil. A ideia estúpida de que, “limpando” o país de um partido político, a corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higienizadores se considerarem acima da lei por fazerem parte de uma “nobre cruzada pela moralidade”.
Você que, por ser contra a corrupção, quer um país governado por Michel Temer deve saber que o processo de impeachment foi aceito por conta das chamadas pedaladas fiscais, e não pelo escândalo da Petrobras. Um impeachment sem crime de responsabilidade provado contra a presidente é inconstitucional.
O nome de Dilma Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por puro revide político, é teatro do absurdo.
O fato de o ministro do STF Gilmar Mendes promover em Lisboa um seminário com lideranças oposicionistas, como os senadores Aécio Neves e José Serra, é, no mínimo, estranho. A foto do juiz Moro com o tucano João Doria em evento empresarial é, no mínimo, inapropriada.
E se você também achar que há algo de tendencioso no reino das investigações, não significa que você necessariamente seja governista, muito menos apoiador de corruptos. Embora a TV não mostre, há muitos fazendo as mesmas perguntas que você.
23 março 2016
Os ratos e dono da casa
Numa vila morava um homem que construíra uma casa após uma longa luta com os loteadores locais. Com o tempo percebeu que a região toda estava infestada de ratos, inclusive sua casa. O loteador que lhe cedeu o terreno para a casa aconselhou-lhe que ateasse fogo aos ratos. O homem simples achou que isso poderia queimar-lhe a casa toda, mas como os ratos não saiam nem com veneno, seguiu o conselho do loteador, aparentemente mais sábio, formado em faculdade, vestia-se melhor, tinha reputação junto a comunidade e com a imprensa local, que vivia alardeando suas benfeitorias. Não deu outra, senão queimar a casa toda. Perdeu o controle do fogo e danou-se.
Como não viu outro jeito, acabou cedendo às pressões do loteador, que locava casas, para que lhe alugasse uma casa e morasse lá provisoriamente até que pudesse reconquistar um espaço novamente. Vendeu o terreno e entregou ao loteador como garantia dos aluguéis. Afinal de contas era a regra do locador.
Passado um tempo percebeu que a casa alugada, também tinha ratos. Procurou o locador e reclamou. Disse que atearia fogo como tinha feito em sua própria casa a conselho do próprio locador. Entretanto o locador lhe disse para não fazer isso, pois a casa já não era dele. Ratos tinha por todo canto na vila e isso não acabaria com eles. Que aprendesse a conviver com ele em silêncio, pois se ele reclamasse de novo o poria para fora. Isso causaria um dano à sua imagem como pessoa "ilibada" que era. Que alimentasse os ratos em seu ninho e assim eles ficariam lá sem que ninguém soubesse por mais 500 anos e não fariam "mal maior".
Entenderam?
Como não viu outro jeito, acabou cedendo às pressões do loteador, que locava casas, para que lhe alugasse uma casa e morasse lá provisoriamente até que pudesse reconquistar um espaço novamente. Vendeu o terreno e entregou ao loteador como garantia dos aluguéis. Afinal de contas era a regra do locador.
Passado um tempo percebeu que a casa alugada, também tinha ratos. Procurou o locador e reclamou. Disse que atearia fogo como tinha feito em sua própria casa a conselho do próprio locador. Entretanto o locador lhe disse para não fazer isso, pois a casa já não era dele. Ratos tinha por todo canto na vila e isso não acabaria com eles. Que aprendesse a conviver com ele em silêncio, pois se ele reclamasse de novo o poria para fora. Isso causaria um dano à sua imagem como pessoa "ilibada" que era. Que alimentasse os ratos em seu ninho e assim eles ficariam lá sem que ninguém soubesse por mais 500 anos e não fariam "mal maior".
Entenderam?
15 março 2016
Atrás da banda só não vai quem?
Pensa um pouco...
Quando jovem saí da Barra para buscar uma oportunidade de vida melhor em São Paulo. O contexto histórico político em janeiro de 1974, quando lá cheguei era de uma ditadura militar instalada muito dura e estava saindo da presidência o Médici entrando o Geisel, em março daquele ano. Fora outros incidentes que participei e presenciei durante esse período, existe um muito marcante em minha vida em que fui abordado pela ROTA, polícia política da época para pegar "subversivos", enfiado dentro de um camburão e enviado a uma delegacia pra prestar depoimento e sem direito que me garantisse a volta pra casa. Tinha 20 anos na época. Essa ditadura tinha se instalado no país em 64 quando, particularmente, minha família passava pela pior situação financeira que passamos. Foi-nos "vendida", ao povo, a ideia de que o país caminhava para o buraco e que era necessária uma intervenção na política. Isso patrocinado pelos EUA e os pelos meios de comunicação da época (Estadão, Globo, Editora Abril, etc..), os mesmos de hoje. Talvez, a maior parte do povo acreditou nisso. Assim, aprendi que uma mentira é tão repetida que você acaba acreditando que seja uma verdade. O tempo me ensinou. Quase cheguei a acreditar, não tivesse vivido em SP na época. E olha que foi com o Geisel, muito mais "doce" que o Médici.
Nas últimas eleições para presidente votei, após ter votado no FHC anteriormente, que se dizia de esquerda e acabou entregando, ou privatizando como eles disseram, o país inteiro, exceto a Petrobras e o Banco do Brasil, nas seguintes pessoas:
* 2002 votei no Ciro Gomes. Tinha Enéas, Garotinho, Roseana, Lula (61,27%) e Serra (38,72%)
* 2006 votei no Cristovam Buarque. Tinha Eloisa Helena, outros, Lula (60,83%) e Alckimin (39,17%)
* 2010 votei na Marina Silva. Tinha outros, Dilma (56,05%) e Serra (43,95%)
* 2014 votei na Luciana Genro. Tinha Marina, outros, Dilma (51,64%) e Aécio (48,36%)
PT não era primeira opção. Acabei por votar nos candidatos do PT no segundo turno como alternativa ao que entendi como coerente aos meus princípios. Não sou PTista, mas preferencialmente voto mais a esquerda, embora já tenha sido incoerente às vezes em meus votos em eleições menores.
Porque eu não fui à manifestação e não a apoio:
- entendo que essa manifestação se originou em oposicionistas, também corruptos suspeitos, envolvidos em processos e até condenados, juntos com Globo, Estadão, Abril, etc.. Os mesmos apoiadores daquela ditadura. Os vendedores de ideias, aquela ideia que ainda permanece em suas vísceras;
- considero uma manifestação política partidária, discriminatória e sectária contra a corrupção somente de alguns. A corrupção dos favoráveis à manifestação não é contestada, questionada, às vezes nem mencionada. Corrupção é corrupção, não tem lado.
Pessoalmente acho que é incontestável o modus operandi da oposição onde detém o poder e pode atuar, a grande interessada na desestabilização do governo eleito. Usa e abusa claramente de atitudes totalitárias, antidemocráticas. Ninguém mexe, ninguém entra. Veja o governo de SP. É a mesma filosofia aplicada em 64 há décadas no trono, mais branda.
Por que considero assim?
- As PMs de SP e PR sob ordens de governos oposicionistas batem em manifestante contrários à sua administração. Apanham estudantes, professores, e quem ficar à frente por ser contra a posição dos governadores. Parece-me familiar.
- Governo de SP só libera catraca dos meios de transportes públicos para manifestação a favor de seus interesses, deixando de receber dinheiro que não é seu, e não faz isso em outras que são do contra. Isso é governo democrático? Ou abuso de poder?
- Nunca essa oposição deixou a PF invadir a casa de qualquer dos seus aliados quando estavam no poder. Jamais se verá isso.
- Alguém, de família notoriamente oposicionista, cresceu nesse meio, seria tão puro e isento dessa influência como o salvador que imaginam. Cruzando águias nascem pombinhas?
- Em vez de intimação para depor se ordena uma condução coercitiva a um ex-presidente (foda-se a imagem da república) . Qual o propósito disso senão político. O indiciado já havia prestado vários depoimentos por intimação sem faltar a nenhuma. Porque não conduz PMDBistas, PSDBistas, etc.? É juiz ou justiceiro?
- Não revelam ou expõem publicamente os delatados que não sejam contrários aos desejos oposicionistas. Há delações de outros que não do PT, porque não conduzem esses?
- Por suposição de crime (e não que eles não existam) a PF faz invasão de propriedade particular à procura de provas. Isso é subversão dos direitos de qualquer cidadão, acredito. Primeiro condenam, depois provam.
- MPSP decreta prisão preventiva de um ex-presidente da república sem fundamento legal, imaginem o que fariam contra nós, meros mortais.
É certo que possam dizer que esse governo também o faz ou fez. E se sim erra. Enfim, são atitudes que demonstram a forma de agir e revelam como pensam o Direito quando estão no poder. Não estou preocupado com Lula, tem muitos advogados, se vai ser preso, espancado, morto ou seja lá o que for. Estou preocupado com o que isso mostra e o que significa. Estou preocupado com os filhos dos meus filhos. De tudo o que se fala da ruindade do PT, há um aspecto que não se pode questionar, é o de que poderia ter agido com o poder na mão do modo como o outro lado sempre agiu e não fez. Invadindo, prendendo, conduzindo e batendo. Entretanto só tem gente presa de seu lado. O outro é santo. Quanto à roubalheira, há ladrões em todos os níveis e partidos espalhados pelo país todo e sempre houve. Não há qualificação de maior ou menor ladrão. É ladrão e ponto. Deve ser julgado em tribunais imparciais e, se condenado, preso. Tanto petistas quanto outros.
Então, o que representa uma manifestação de gente paulista, branca, com dinheiro pra ir ao restaurante depois? Nada além de uma fração da população inteira, mas paulista, branca, com dinheiro pra ir ao restaurante depois. Contudo já serve. Serve para a Globo se utilizar das imagens para gastar um minuto na abertura de seu Fantástico com os gritos de "fora Dilma" como tanto quer. Já vi esse filme. Março de 1964, manifestação das mulheres paulistas chamada de Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Ora bolas, Deus? Liberdade? Sabemos no que deu isso. Mesmo argumento, mesmo jeito de fazer, utilizando da credulidade do povo para subverter a ordem institucional e conseguir o que quer. E todos argumentam com frases formatadas pelos mesmos meios de comunicação de sempre: Globo, Estadão, Editora Abril, Folha, etc.. Ler artigos de jornais isentos do exterior sobre essa operação seria interessante. Não chamarei isso de golpe, pois alguns rebaterão que também é um argumento formatado pelo PT. Mas que é, é. Me serve também. Repito, mesmo filme com novos atores.
Sinto o pêndulo para a direita retornando no mundo. Vejam o que pode acontecer com Trump nos EUA. Crescerá a xenofobia (principalmente com latinos, orientais e africanos) e se acirrará os preconceitos de gênero, de raça, econômico e religioso na maior nação do planeta. Isso não é insignificante, não é pouco.
Na Polônia, um governo autoritário subiu ao poder na eleição do ano passado com uma propaganda parecida. Um garoto foi preso esses dias por postar nas redes sociais um filme em que o chefe de estado rouba uma flor em um túmulo que visitava, no entanto, é porque o filme é rodado invertido no tempo e provoca essa impressão. Mas autoritarismo é autoritarismo. Está preso.
Portanto, tento tomar cuidado com o que escolho, a forma com que escolho e como os conduzo ao poder. Sempre a liberdade e a democracia é a melhor opção. É melhor um governo que erre e você possa processá-lo do que outro em que lhe prendem sem direito a julgamento. É difícil engolir a opinião dos outros contrária à sua, mas é muito melhor do que não poder falar e ouvir. Democracia é um regime duro de engolir, mas é o melhor que se tem. E não me digam que sou PTista, esse argumento não me serve, é encomendado. Sei o que penso e penso assim desde entrei no camburão com um cagaço do cacete de não voltar a ver minha família e namorada.
Não se deixar levar pelo que os outros pensam ou induzem você a pensar é uma virtude. Pensar com seus mais profundos sentidos de unicidade das coisas. Somos uma coisa única, não temos diferença. Somos o que são o mais insignificante ser existente no universo. Somos um elo de corrente. Não se deixar levar pelas circunstâncias, pela perspectiva fechada do olhar de um momento ruim. Abrir o olhar para corrigir o que está errado, trocar a moeda, não para mudar seu lado. Perder a perspectiva desse olhar levou nosso mundo a lugares obscuros mais que uma vez. Resgatá-lo depois é muito mais doloroso. Estamos em uma democracia, não a joguemos fora.
Quando jovem saí da Barra para buscar uma oportunidade de vida melhor em São Paulo. O contexto histórico político em janeiro de 1974, quando lá cheguei era de uma ditadura militar instalada muito dura e estava saindo da presidência o Médici entrando o Geisel, em março daquele ano. Fora outros incidentes que participei e presenciei durante esse período, existe um muito marcante em minha vida em que fui abordado pela ROTA, polícia política da época para pegar "subversivos", enfiado dentro de um camburão e enviado a uma delegacia pra prestar depoimento e sem direito que me garantisse a volta pra casa. Tinha 20 anos na época. Essa ditadura tinha se instalado no país em 64 quando, particularmente, minha família passava pela pior situação financeira que passamos. Foi-nos "vendida", ao povo, a ideia de que o país caminhava para o buraco e que era necessária uma intervenção na política. Isso patrocinado pelos EUA e os pelos meios de comunicação da época (Estadão, Globo, Editora Abril, etc..), os mesmos de hoje. Talvez, a maior parte do povo acreditou nisso. Assim, aprendi que uma mentira é tão repetida que você acaba acreditando que seja uma verdade. O tempo me ensinou. Quase cheguei a acreditar, não tivesse vivido em SP na época. E olha que foi com o Geisel, muito mais "doce" que o Médici.
Nas últimas eleições para presidente votei, após ter votado no FHC anteriormente, que se dizia de esquerda e acabou entregando, ou privatizando como eles disseram, o país inteiro, exceto a Petrobras e o Banco do Brasil, nas seguintes pessoas:
* 2002 votei no Ciro Gomes. Tinha Enéas, Garotinho, Roseana, Lula (61,27%) e Serra (38,72%)
* 2006 votei no Cristovam Buarque. Tinha Eloisa Helena, outros, Lula (60,83%) e Alckimin (39,17%)
* 2010 votei na Marina Silva. Tinha outros, Dilma (56,05%) e Serra (43,95%)
* 2014 votei na Luciana Genro. Tinha Marina, outros, Dilma (51,64%) e Aécio (48,36%)
PT não era primeira opção. Acabei por votar nos candidatos do PT no segundo turno como alternativa ao que entendi como coerente aos meus princípios. Não sou PTista, mas preferencialmente voto mais a esquerda, embora já tenha sido incoerente às vezes em meus votos em eleições menores.
Porque eu não fui à manifestação e não a apoio:
- entendo que essa manifestação se originou em oposicionistas, também corruptos suspeitos, envolvidos em processos e até condenados, juntos com Globo, Estadão, Abril, etc.. Os mesmos apoiadores daquela ditadura. Os vendedores de ideias, aquela ideia que ainda permanece em suas vísceras;
- considero uma manifestação política partidária, discriminatória e sectária contra a corrupção somente de alguns. A corrupção dos favoráveis à manifestação não é contestada, questionada, às vezes nem mencionada. Corrupção é corrupção, não tem lado.
Pessoalmente acho que é incontestável o modus operandi da oposição onde detém o poder e pode atuar, a grande interessada na desestabilização do governo eleito. Usa e abusa claramente de atitudes totalitárias, antidemocráticas. Ninguém mexe, ninguém entra. Veja o governo de SP. É a mesma filosofia aplicada em 64 há décadas no trono, mais branda.
Por que considero assim?
- As PMs de SP e PR sob ordens de governos oposicionistas batem em manifestante contrários à sua administração. Apanham estudantes, professores, e quem ficar à frente por ser contra a posição dos governadores. Parece-me familiar.
- Governo de SP só libera catraca dos meios de transportes públicos para manifestação a favor de seus interesses, deixando de receber dinheiro que não é seu, e não faz isso em outras que são do contra. Isso é governo democrático? Ou abuso de poder?
- Nunca essa oposição deixou a PF invadir a casa de qualquer dos seus aliados quando estavam no poder. Jamais se verá isso.
- Alguém, de família notoriamente oposicionista, cresceu nesse meio, seria tão puro e isento dessa influência como o salvador que imaginam. Cruzando águias nascem pombinhas?
- Em vez de intimação para depor se ordena uma condução coercitiva a um ex-presidente (foda-se a imagem da república) . Qual o propósito disso senão político. O indiciado já havia prestado vários depoimentos por intimação sem faltar a nenhuma. Porque não conduz PMDBistas, PSDBistas, etc.? É juiz ou justiceiro?
- Não revelam ou expõem publicamente os delatados que não sejam contrários aos desejos oposicionistas. Há delações de outros que não do PT, porque não conduzem esses?
- Por suposição de crime (e não que eles não existam) a PF faz invasão de propriedade particular à procura de provas. Isso é subversão dos direitos de qualquer cidadão, acredito. Primeiro condenam, depois provam.
- MPSP decreta prisão preventiva de um ex-presidente da república sem fundamento legal, imaginem o que fariam contra nós, meros mortais.
É certo que possam dizer que esse governo também o faz ou fez. E se sim erra. Enfim, são atitudes que demonstram a forma de agir e revelam como pensam o Direito quando estão no poder. Não estou preocupado com Lula, tem muitos advogados, se vai ser preso, espancado, morto ou seja lá o que for. Estou preocupado com o que isso mostra e o que significa. Estou preocupado com os filhos dos meus filhos. De tudo o que se fala da ruindade do PT, há um aspecto que não se pode questionar, é o de que poderia ter agido com o poder na mão do modo como o outro lado sempre agiu e não fez. Invadindo, prendendo, conduzindo e batendo. Entretanto só tem gente presa de seu lado. O outro é santo. Quanto à roubalheira, há ladrões em todos os níveis e partidos espalhados pelo país todo e sempre houve. Não há qualificação de maior ou menor ladrão. É ladrão e ponto. Deve ser julgado em tribunais imparciais e, se condenado, preso. Tanto petistas quanto outros.
Então, o que representa uma manifestação de gente paulista, branca, com dinheiro pra ir ao restaurante depois? Nada além de uma fração da população inteira, mas paulista, branca, com dinheiro pra ir ao restaurante depois. Contudo já serve. Serve para a Globo se utilizar das imagens para gastar um minuto na abertura de seu Fantástico com os gritos de "fora Dilma" como tanto quer. Já vi esse filme. Março de 1964, manifestação das mulheres paulistas chamada de Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Ora bolas, Deus? Liberdade? Sabemos no que deu isso. Mesmo argumento, mesmo jeito de fazer, utilizando da credulidade do povo para subverter a ordem institucional e conseguir o que quer. E todos argumentam com frases formatadas pelos mesmos meios de comunicação de sempre: Globo, Estadão, Editora Abril, Folha, etc.. Ler artigos de jornais isentos do exterior sobre essa operação seria interessante. Não chamarei isso de golpe, pois alguns rebaterão que também é um argumento formatado pelo PT. Mas que é, é. Me serve também. Repito, mesmo filme com novos atores.
Sinto o pêndulo para a direita retornando no mundo. Vejam o que pode acontecer com Trump nos EUA. Crescerá a xenofobia (principalmente com latinos, orientais e africanos) e se acirrará os preconceitos de gênero, de raça, econômico e religioso na maior nação do planeta. Isso não é insignificante, não é pouco.
Na Polônia, um governo autoritário subiu ao poder na eleição do ano passado com uma propaganda parecida. Um garoto foi preso esses dias por postar nas redes sociais um filme em que o chefe de estado rouba uma flor em um túmulo que visitava, no entanto, é porque o filme é rodado invertido no tempo e provoca essa impressão. Mas autoritarismo é autoritarismo. Está preso.
Portanto, tento tomar cuidado com o que escolho, a forma com que escolho e como os conduzo ao poder. Sempre a liberdade e a democracia é a melhor opção. É melhor um governo que erre e você possa processá-lo do que outro em que lhe prendem sem direito a julgamento. É difícil engolir a opinião dos outros contrária à sua, mas é muito melhor do que não poder falar e ouvir. Democracia é um regime duro de engolir, mas é o melhor que se tem. E não me digam que sou PTista, esse argumento não me serve, é encomendado. Sei o que penso e penso assim desde entrei no camburão com um cagaço do cacete de não voltar a ver minha família e namorada.
Não se deixar levar pelo que os outros pensam ou induzem você a pensar é uma virtude. Pensar com seus mais profundos sentidos de unicidade das coisas. Somos uma coisa única, não temos diferença. Somos o que são o mais insignificante ser existente no universo. Somos um elo de corrente. Não se deixar levar pelas circunstâncias, pela perspectiva fechada do olhar de um momento ruim. Abrir o olhar para corrigir o que está errado, trocar a moeda, não para mudar seu lado. Perder a perspectiva desse olhar levou nosso mundo a lugares obscuros mais que uma vez. Resgatá-lo depois é muito mais doloroso. Estamos em uma democracia, não a joguemos fora.
20 novembro 2015
da ingovernabilidade geral com o ctrl-c ctrl-v
A internet ganhou. Fim de papo. O Obama já havia sido eleito pelo Twitter, só isso. O maior mandatário do maior país do mundo, pelo menos por enquanto, eleito pela net. Já era uma coisa muito forte pra se pensar no que vem por aí. E pra nós, moradores e frequentadores do terceiro mundo, ela, a rede, chega massacrando. Num país onde a educação, ou a falta dela, se nota a cada segundo, a rapidez de proliferação de ideias repetidas nela e por ela, a rede, é coisa insuportável. Se essas ideias não vêm de um lugar de estudos, lugar de ciência, lugar de cultura, o que parece ser muito provável pela falta de educação referida, deve ser uma ideia no mínimo questionável, muito provavelmente duvidosa sob seus aspectos inteligentes. Então, porque repetí-la? Mas algo acontece nos nossos corações que quando cruzamos a avenida do Face, do Twitter, do Instagram, do Whatsapp ficamos com uma vontade insaciável de parecer informados, cultos, inteligentes e aí vai: ctrl-c ctrl-v. Ou se preferir: "encaminhar", "curtir"'. Pronto sou um cara integrado, sou culto, sou foda. Nem ao menos temos a sensatez de ler, refletir, entender e validar o que está alí. O mais importante é parecer que sou um cara da turma, "tô dentro".
Infelizmente uma má notícia: isso faz parecer que essa pessoa é um estúpido maior do que é realmente, em tese. Isso um macaco ou um papagaio faz muito melhor. Com maior habilidade e naturalmente, sem teclado. O que nos distinguia dos animais até a chegada da net era a nossa capacidade de refletir. A reflexão nos levava a lugares, talvez, melhores. Talvez, porque nos levou a desenvolver a net. Um paradoxo. Esse comportamento de repetir as coisas tem transformado a sociedade num tribunal a céu aberto e a balança torna-se muito instável. Qualquer deslize que caia na rede é julgado e condenado em minutos. Fim dele.
Assim, caro Obama, da mesma forma como ela lhe elegeu está lhe tirando o sono. Não haverá homem, instituição que resistirá a esse tribunal que se transformou o mundo. Censura é saída? Ou é a entrada em um grande obscurantismo medieval? Como sair dessa se a insensatez perdeu o freio? Em nosso país tudo é culpa de uma pessoa que está sendo julgada em todos os quinhões do reino. Culpada ou não de certas coisas, é impossível ela se mover para o bem ou para o mal. Dá-se a impressão de que morta a Inês, tudo será resolvido em um passe mágico. Uma ilusão absurda em que ninguém mais infere na consequência desses atos. Automatic mode on. Chaos mode on.
Além do mais as regras a serem obedecidas e politicamente corretas passaram de um ou dois artigos para centenas deles, com parágrafos, cláusulas, itens e emendas. Quem consegue cumprir? Quem consegue escapar? Para errar ficou molinho. É só tentar fazer algo e pimba. Errou. Vai pra rede de julgamentos e está pronto o veredito: "culpado".
A ingovernabilidade do mundo é só uma questão de tempo. Pelos menos democraticamente. Isso é um beco que nos leva a regimes de exceção, com salvadores da pátria e ditadores ideológicos, militares, religiosos e o escambal. Nos leva a um túnel escuro e sombrio sem saber seu comprimento.
Para se reestabelecer uma certa ordem se deveria educar as pessoas fortemente. Fazê-las pensar. Não me parece ser o caminho que seguimos. Quem está com o osso não quer largar e quem quer chegar a algum lugar só visa o osso. É o mundo do ter e do parecer ser. Fim dele para as pessoas de bem.
Infelizmente uma má notícia: isso faz parecer que essa pessoa é um estúpido maior do que é realmente, em tese. Isso um macaco ou um papagaio faz muito melhor. Com maior habilidade e naturalmente, sem teclado. O que nos distinguia dos animais até a chegada da net era a nossa capacidade de refletir. A reflexão nos levava a lugares, talvez, melhores. Talvez, porque nos levou a desenvolver a net. Um paradoxo. Esse comportamento de repetir as coisas tem transformado a sociedade num tribunal a céu aberto e a balança torna-se muito instável. Qualquer deslize que caia na rede é julgado e condenado em minutos. Fim dele.
Assim, caro Obama, da mesma forma como ela lhe elegeu está lhe tirando o sono. Não haverá homem, instituição que resistirá a esse tribunal que se transformou o mundo. Censura é saída? Ou é a entrada em um grande obscurantismo medieval? Como sair dessa se a insensatez perdeu o freio? Em nosso país tudo é culpa de uma pessoa que está sendo julgada em todos os quinhões do reino. Culpada ou não de certas coisas, é impossível ela se mover para o bem ou para o mal. Dá-se a impressão de que morta a Inês, tudo será resolvido em um passe mágico. Uma ilusão absurda em que ninguém mais infere na consequência desses atos. Automatic mode on. Chaos mode on.
Além do mais as regras a serem obedecidas e politicamente corretas passaram de um ou dois artigos para centenas deles, com parágrafos, cláusulas, itens e emendas. Quem consegue cumprir? Quem consegue escapar? Para errar ficou molinho. É só tentar fazer algo e pimba. Errou. Vai pra rede de julgamentos e está pronto o veredito: "culpado".
A ingovernabilidade do mundo é só uma questão de tempo. Pelos menos democraticamente. Isso é um beco que nos leva a regimes de exceção, com salvadores da pátria e ditadores ideológicos, militares, religiosos e o escambal. Nos leva a um túnel escuro e sombrio sem saber seu comprimento.
Para se reestabelecer uma certa ordem se deveria educar as pessoas fortemente. Fazê-las pensar. Não me parece ser o caminho que seguimos. Quem está com o osso não quer largar e quem quer chegar a algum lugar só visa o osso. É o mundo do ter e do parecer ser. Fim dele para as pessoas de bem.
08 novembro 2015
O terceiro setor, a esmola e os políticos.
Começo aqui dizendo que este meu comentário não é lição de moral, muito pelo contrário, é um desabafo e confissão da própria mesquinhez, mas não antes de esclarecer um pensamento.
Outrora tinha-se a ideia de que a classe dos cobradores de impostos estava entre as piores, ou era a pior, entretanto, a concorrência do mundo moderno por esse regozijo alterou um pouco essa classificação. Hoje temos a noção de que os cobradores de impostos levam o fruto de seus objetivos aos mandatários do poder e esses, sim, têm a obrigação de distribuir essa renda da melhor maneira possível de forma a equilibrar a sociedade vítima de suas naturais, ou não, distorções.
Os poderosos de antes eram mais identificáveis, pois eram normalmente indivíduos revestidos da faculdade de mandar sozinhos em uma parte do mundo. Atualmente, esses mandatários não são mais indivíduos e, com a democracia instalada em boa parte do mundo, agora são coletivos de pessoas que repartem com seus pares as várias jurisdicões de poder. Assim, descobriram eles o privilégio de sua não identificação, devido a confusão de jurisdições criadas. Ninguém identifica quem manda e, portanto, podem abusar dos privilégios sem que ninguém saiba, ou pelos menos por um tempo, distribuindo a renda que os cobradores de impostos lhe trouxeram da maneira que bem entendem, ou pelos menos por um tempo. Assim, essa classe, denominada política, no meu modo de ver, roubou o título dos cobradores de impostos, que por sinal, também, mudaram de nome para melhor parecerem.
Dentre a classe política podemos escolher quem é o pior e habitualmente se escolhe o mandatário maior para representar a classe: o presidente. Contudo eu escolho o menor, pois ele é o mais próximo de ver a desigualdade em andamento. Fica mais próximo ao povo, faz mais parte dele e, todavia, pratica a política da escassez, da desigualdade e da discórdia. Claro, nem todos são assim, mas eu aponto para o cargo de vereador. Falo daquele vereador ruim, improbo, imoral e antiético. Se eu escrevesse a Bíblia hoje trocaria os cobradores de impostos por esses vereadores no texto. Fácil assim.
O desequilíbrio gerado e mal gerido pelos políticos não corrijem, e até criam, as distorções provocadas pela má distribuição de renda e fez, não de hoje, com que pessoas filantropas tentassem a sua maneira reestabelecer ou compensar algumas disparidades da sociedade. Fundaram creches, asilos, abrigos, etc., assim criando o que modernamente chamamos de terceiro setor. Por força do hábito em melhorar as coisas esses, filantropos, forçaram aqueles, políticos, para que constituissem leis que garantissem ao povo seus direitos essenciais como nascer, viver, morrer, morar, estudar, ter saúde, enfim, terem assistência do governo em seus direitos básicos para que os impostos arrecadados fossem distribuídos a esses setores essenciais por força da lei.
Pois bem, ainda hoje, em plena idade de alta tecnologia, os políticos insistem em ser o piores. Lutam e relutam quando o dinheiro tem que ir para esses setores. Usam de todos os recursos legais ou escusos, obscuros em como ficar com o dinheiro para ser empregado em seus desejos, as vezes os mais fúteis possíveis. Aí entra aquela figura política a que me referi e, em vez de apoiar o povo, apoia os desejos de seus comparsas.
Assim o terceiro setor, por desunião ou fraqueza de seus colaboradores, ou ignorância de seus direitos continua interminavelmente a passar o chapéu pela sociedade para arrecadar dinheiro extra para continuar a assistir os serviços sociais desprovidos e desamparados à margem do olhar público. Um dinheiro extra, porque o não extra já está com o mandatário que não entrega, ou obstina-se a isso. Portanto, enquanto o terceiro setor não se unir, fortalecer e se capacitar continuará assim existindo em seu contra-senso. Contra-senso, porquanto seu fortalecimento será sua própria extinção, visto que o poder público cumpriria suas obrigações e não seria necessária sua existência.
E por que minha confissão de mesquinhez? Porque, por esse princípio citado, sou contra o passar chapéu, sou contra a esmola, é obrigação governalmental cuidar do povo em suas necessidades básicas. É constitucional.
Estou conversando com um amigo e passa um pedinte, morador de rua, e pede-me uma ajuda para comprar uma salsicha para seu cachorro. Nisso sobe aos meus pensamentos os princípios citados e meu julgamento sobre o sujeito e se sua aplicação do dinheiro, se realmente a dita e não a "marvada" pinga. Puro preconceito repugnante que tanto combato, mas acabo praticando em me levando por ele. Dei-lhe umas moedas insignificantes que tinha no bolso, contrariando tudo, princípios e preconceito. Pensei em lhe dar mais, tinha, mas a burra incoerência de minha humanidade não permitiu. Eis que ele passa de volta alimentando o pobre cão faminto com uma salsicha conseguida no açougue ali perto. Picava aos poucos entre seus dedos sujos de terra e dava ao cachorro que felizes sorriam um ao outro. Me senti um verme, um vereador.
Outrora tinha-se a ideia de que a classe dos cobradores de impostos estava entre as piores, ou era a pior, entretanto, a concorrência do mundo moderno por esse regozijo alterou um pouco essa classificação. Hoje temos a noção de que os cobradores de impostos levam o fruto de seus objetivos aos mandatários do poder e esses, sim, têm a obrigação de distribuir essa renda da melhor maneira possível de forma a equilibrar a sociedade vítima de suas naturais, ou não, distorções.
Os poderosos de antes eram mais identificáveis, pois eram normalmente indivíduos revestidos da faculdade de mandar sozinhos em uma parte do mundo. Atualmente, esses mandatários não são mais indivíduos e, com a democracia instalada em boa parte do mundo, agora são coletivos de pessoas que repartem com seus pares as várias jurisdicões de poder. Assim, descobriram eles o privilégio de sua não identificação, devido a confusão de jurisdições criadas. Ninguém identifica quem manda e, portanto, podem abusar dos privilégios sem que ninguém saiba, ou pelos menos por um tempo, distribuindo a renda que os cobradores de impostos lhe trouxeram da maneira que bem entendem, ou pelos menos por um tempo. Assim, essa classe, denominada política, no meu modo de ver, roubou o título dos cobradores de impostos, que por sinal, também, mudaram de nome para melhor parecerem.
Dentre a classe política podemos escolher quem é o pior e habitualmente se escolhe o mandatário maior para representar a classe: o presidente. Contudo eu escolho o menor, pois ele é o mais próximo de ver a desigualdade em andamento. Fica mais próximo ao povo, faz mais parte dele e, todavia, pratica a política da escassez, da desigualdade e da discórdia. Claro, nem todos são assim, mas eu aponto para o cargo de vereador. Falo daquele vereador ruim, improbo, imoral e antiético. Se eu escrevesse a Bíblia hoje trocaria os cobradores de impostos por esses vereadores no texto. Fácil assim.
O desequilíbrio gerado e mal gerido pelos políticos não corrijem, e até criam, as distorções provocadas pela má distribuição de renda e fez, não de hoje, com que pessoas filantropas tentassem a sua maneira reestabelecer ou compensar algumas disparidades da sociedade. Fundaram creches, asilos, abrigos, etc., assim criando o que modernamente chamamos de terceiro setor. Por força do hábito em melhorar as coisas esses, filantropos, forçaram aqueles, políticos, para que constituissem leis que garantissem ao povo seus direitos essenciais como nascer, viver, morrer, morar, estudar, ter saúde, enfim, terem assistência do governo em seus direitos básicos para que os impostos arrecadados fossem distribuídos a esses setores essenciais por força da lei.
Pois bem, ainda hoje, em plena idade de alta tecnologia, os políticos insistem em ser o piores. Lutam e relutam quando o dinheiro tem que ir para esses setores. Usam de todos os recursos legais ou escusos, obscuros em como ficar com o dinheiro para ser empregado em seus desejos, as vezes os mais fúteis possíveis. Aí entra aquela figura política a que me referi e, em vez de apoiar o povo, apoia os desejos de seus comparsas.
Assim o terceiro setor, por desunião ou fraqueza de seus colaboradores, ou ignorância de seus direitos continua interminavelmente a passar o chapéu pela sociedade para arrecadar dinheiro extra para continuar a assistir os serviços sociais desprovidos e desamparados à margem do olhar público. Um dinheiro extra, porque o não extra já está com o mandatário que não entrega, ou obstina-se a isso. Portanto, enquanto o terceiro setor não se unir, fortalecer e se capacitar continuará assim existindo em seu contra-senso. Contra-senso, porquanto seu fortalecimento será sua própria extinção, visto que o poder público cumpriria suas obrigações e não seria necessária sua existência.
E por que minha confissão de mesquinhez? Porque, por esse princípio citado, sou contra o passar chapéu, sou contra a esmola, é obrigação governalmental cuidar do povo em suas necessidades básicas. É constitucional.
Estou conversando com um amigo e passa um pedinte, morador de rua, e pede-me uma ajuda para comprar uma salsicha para seu cachorro. Nisso sobe aos meus pensamentos os princípios citados e meu julgamento sobre o sujeito e se sua aplicação do dinheiro, se realmente a dita e não a "marvada" pinga. Puro preconceito repugnante que tanto combato, mas acabo praticando em me levando por ele. Dei-lhe umas moedas insignificantes que tinha no bolso, contrariando tudo, princípios e preconceito. Pensei em lhe dar mais, tinha, mas a burra incoerência de minha humanidade não permitiu. Eis que ele passa de volta alimentando o pobre cão faminto com uma salsicha conseguida no açougue ali perto. Picava aos poucos entre seus dedos sujos de terra e dava ao cachorro que felizes sorriam um ao outro. Me senti um verme, um vereador.
16 outubro 2015
12 outubro 2015
26 julho 2015
A impossibilidade humana
Há dias vimos assistindo e lendo matérias sobre as novas descobertas acerca do universo. Achado planeta similar à Terra em posição a outro sol, com tamanho parecido, longínquo e com possibilidades existência de vida. Nosso mais distante planeta-anão solar, Plutão, e sua foto inusitada que demora horas para ser recebida à velocidade da luz e reproduzida por uma tecnologia super sofisticada de imagens virtuais possíveis. Imaginem o quão imenso é o espaço onde existem esses astros. A luz do Sol demora oito minutos pra chegar aqui. Desse planeta a luz demora 1400 anos. Teotihuacan no México (século VI), com uma população de mais de 125 mil pessoas, ainda era a sexta maior cidade do mundo na época em que luz saiu daquele planeta.
Continuamos procurando uma prova de que não estamos só. Uma coisa paradoxal. Procuramos por vida quando já temos ao nosso lado.
Se você sozinho, após 1400 anos viajando à velocidade da luz, chegasse num planeta desses e encontrasse um formiga sob seus pés a esmagaria? Jogaria o lixo da nave na água que encontrasse por lá? Por que fazemos isso aqui? Não existe no universo um lugar onde haja coisas como nós temos por aqui. Seres "inteligentes" como nós então é uma impossibilidade. Somos um impossibilidade. É uma chance tão remota quanto a quantidade de zeros que você conseguiria escrever sem parar durante toda a sua vida. E olha, é de todos nós nesse planeta escrevendo zeros juntos.
No entanto preferimos acharmos tempo para o ódio, o extermínio, a extinção, o mau trato ambiental. Se você entende o mínimo de economia calcule qual seria o custo do prejuízo dessa extinção para a recolocação de seres iguais a serem encontrados no universo para substituí-los. Não só nós, as moscas também. Um único ser que seja. Um vírus. Não achamos nada disso em lugar algum a não ser do nosso lado. Tão perto.
O que faltou no projeto humano para entendermos isso? Para enxergarmos no próximo uma raridade dessas. E nem estou falando do ponto de vista religioso, de uma criatura de Deus. Falo de uma probabilidade matemática infinitesimal.
Precisamos urgentemente nos dar o devido valor dessa raridade. Sabe-se lá quantos quilates de pureza. Joia rara e improvável.
ACORDA HOMEM, ESTÁ NA HORA DE CELEBRAR A VIDA.
Continuamos procurando uma prova de que não estamos só. Uma coisa paradoxal. Procuramos por vida quando já temos ao nosso lado.
Se você sozinho, após 1400 anos viajando à velocidade da luz, chegasse num planeta desses e encontrasse um formiga sob seus pés a esmagaria? Jogaria o lixo da nave na água que encontrasse por lá? Por que fazemos isso aqui? Não existe no universo um lugar onde haja coisas como nós temos por aqui. Seres "inteligentes" como nós então é uma impossibilidade. Somos um impossibilidade. É uma chance tão remota quanto a quantidade de zeros que você conseguiria escrever sem parar durante toda a sua vida. E olha, é de todos nós nesse planeta escrevendo zeros juntos.
No entanto preferimos acharmos tempo para o ódio, o extermínio, a extinção, o mau trato ambiental. Se você entende o mínimo de economia calcule qual seria o custo do prejuízo dessa extinção para a recolocação de seres iguais a serem encontrados no universo para substituí-los. Não só nós, as moscas também. Um único ser que seja. Um vírus. Não achamos nada disso em lugar algum a não ser do nosso lado. Tão perto.
O que faltou no projeto humano para entendermos isso? Para enxergarmos no próximo uma raridade dessas. E nem estou falando do ponto de vista religioso, de uma criatura de Deus. Falo de uma probabilidade matemática infinitesimal.
Precisamos urgentemente nos dar o devido valor dessa raridade. Sabe-se lá quantos quilates de pureza. Joia rara e improvável.
ACORDA HOMEM, ESTÁ NA HORA DE CELEBRAR A VIDA.
30 frases de Buda
1. “A raiz do sofrimento é o apego.”
2. “Abandone a raiva, abandone o orgulho, e liberte-se da escravidão mundana. Nenhuma tristeza pode acontecer com aqueles que nunca tentam possuir gente e coisas como o seu próprio eu.”
3. “A pureza e a impureza dependem de si; ninguém pode purificar o outro.”
4. “A nossa vida é formada pela nossa mente; somos o que pensamos.”
5. “Aquele que se conquista é maior do que o outro que conquista mil vezes mil homens no campo de batalha.”
6. “Se você não encontra ninguém que o apoie no caminho espiritual, ande sozinho. Não há nenhuma companhia com um imaturo.”
7. “Não há nenhum medo naquele cuja mente não é cheia de desejos.”
8. “Se algo valer a pena faça-o, faça-o com todo o seu coração.”
9. “Você mesmo deve esforçar-se. Os Buddhas só apontam o caminho.”
10. “Aqueles que destruíram as raízes do ciúme têm a paz da mente sempre.”
11. “Não há nenhuma impureza maior do que a ignorância.”
12. “O mundo sofre por morte e decadência. Mas os sábios não se afligem, tendo encontrado a natureza do mundo.”
13. “Cada um não é sábio porque fala muito. São sábios quem são pacientes, e livres de ódio e medo.”
14. “Seja quem for que não chameja em alguém que é vitórias zangadas uma batalha muito para ganhar.”
15. “Não é nobre quem prejudica seres vivos. São nobres quem não prejudica ninguém.”
16. “Guarde os seus pensamentos, palavras, e feitos. Essas três disciplinas vão apressar-lhe ao longo do caminho à sabedoria pura.”
17. “Deve você aceitar o que um crítico sábio indica em suas faltas, segue-o como uma guia ao tesouro oculto.”
18. “Não dê a sua atenção ao que os outros fazem ou não conseguem fazer; dê-o ao que você faz ou não consegue fazer.”
19. “Quando você está vivendo na escuridão, por que não procura a luz?”
20. “Olhando depois você mesmo, você olha depois de outros. Olhando depois de outros, você olha depois você mesmo.”
21. “Faça a sua mente pura como um prateiro tira a impureza de prata, pouco a pouco, instante a instante.”
22. “Não tente construir a sua felicidade na infelicidade dos outros. Você será cairá em uma rede do ódio.”
23. “Os sábios são disciplinados em corpo, discurso, e mente. Eles são bem controlados de fato.”
24. “Ilumine a lâmpada dentro de si; esforce-se muito por alcançar a sabedoria.”
25. “Resolutamente treine-se a alcançar a paz.”
26. “A meditação traz a sabedoria; falta de ignorância de folhas de meditação. Saiba bem o que o leva a expedir e o que o retém, e escolher o caminho que leva à sabedoria.”
27. “Dê, mesmo se você só tiver um pouco.”
28. “Tão como uma rocha sólida não é sacudida pela tempestade, ainda assim os sábios não são afetados por louvor ou culpa.”
29. “Não desperdice um momento, já que os momentos desperdiçados lhe levam abaixo.”
30. “Se você esquecer a alegria da vida e for pego nos prazeres do mundo, você invejará aqueles que puseram a meditação em primeiro.”
fonte: http://goo.gl/RJMSvQ
2. “Abandone a raiva, abandone o orgulho, e liberte-se da escravidão mundana. Nenhuma tristeza pode acontecer com aqueles que nunca tentam possuir gente e coisas como o seu próprio eu.”
3. “A pureza e a impureza dependem de si; ninguém pode purificar o outro.”
4. “A nossa vida é formada pela nossa mente; somos o que pensamos.”
5. “Aquele que se conquista é maior do que o outro que conquista mil vezes mil homens no campo de batalha.”
6. “Se você não encontra ninguém que o apoie no caminho espiritual, ande sozinho. Não há nenhuma companhia com um imaturo.”
7. “Não há nenhum medo naquele cuja mente não é cheia de desejos.”
8. “Se algo valer a pena faça-o, faça-o com todo o seu coração.”
9. “Você mesmo deve esforçar-se. Os Buddhas só apontam o caminho.”
10. “Aqueles que destruíram as raízes do ciúme têm a paz da mente sempre.”
11. “Não há nenhuma impureza maior do que a ignorância.”
12. “O mundo sofre por morte e decadência. Mas os sábios não se afligem, tendo encontrado a natureza do mundo.”
13. “Cada um não é sábio porque fala muito. São sábios quem são pacientes, e livres de ódio e medo.”
14. “Seja quem for que não chameja em alguém que é vitórias zangadas uma batalha muito para ganhar.”
15. “Não é nobre quem prejudica seres vivos. São nobres quem não prejudica ninguém.”
16. “Guarde os seus pensamentos, palavras, e feitos. Essas três disciplinas vão apressar-lhe ao longo do caminho à sabedoria pura.”
17. “Deve você aceitar o que um crítico sábio indica em suas faltas, segue-o como uma guia ao tesouro oculto.”
18. “Não dê a sua atenção ao que os outros fazem ou não conseguem fazer; dê-o ao que você faz ou não consegue fazer.”
19. “Quando você está vivendo na escuridão, por que não procura a luz?”
20. “Olhando depois você mesmo, você olha depois de outros. Olhando depois de outros, você olha depois você mesmo.”
21. “Faça a sua mente pura como um prateiro tira a impureza de prata, pouco a pouco, instante a instante.”
22. “Não tente construir a sua felicidade na infelicidade dos outros. Você será cairá em uma rede do ódio.”
23. “Os sábios são disciplinados em corpo, discurso, e mente. Eles são bem controlados de fato.”
24. “Ilumine a lâmpada dentro de si; esforce-se muito por alcançar a sabedoria.”
25. “Resolutamente treine-se a alcançar a paz.”
26. “A meditação traz a sabedoria; falta de ignorância de folhas de meditação. Saiba bem o que o leva a expedir e o que o retém, e escolher o caminho que leva à sabedoria.”
27. “Dê, mesmo se você só tiver um pouco.”
28. “Tão como uma rocha sólida não é sacudida pela tempestade, ainda assim os sábios não são afetados por louvor ou culpa.”
29. “Não desperdice um momento, já que os momentos desperdiçados lhe levam abaixo.”
30. “Se você esquecer a alegria da vida e for pego nos prazeres do mundo, você invejará aqueles que puseram a meditação em primeiro.”
fonte: http://goo.gl/RJMSvQ
11 julho 2015
06 julho 2015
Acelerando...
Há milhões de anos pusemos o pé no acelerador com o Homo Erectus. Descobrimos o fogo e como produzi-lo. Perdemos os pelos há um milhão de anos. Há centenas de milhares de anos começamos a controlá-lo e a cozinhar, e inventamos as ferramentas. Começamos a ter o controle sobre os outros animais. Começamos a cobrir o corpo e construir abrigos com couro e a evolução dos piolhos nos dizem isso, segundo cientistas, há 170 mil anos na Idade do Gelo, faz sentido, já como Homo Sapiens. Mulheres começaram a tecer há 30 mil anos. Há alguns milhares de anos, seis ou sete, aprendemos a semear e a controlar a agricultura, pelas mulheres provavelmente, homens caçavam e mulheres colhiam. Apareceram o linho e a seda.
Há 2500 anos apareceram a filosofia e os pensadores.
Há novecentos anos chineses inventaram o papel e a estampagem. Há setecentos anos as roupas passaram a ser adaptadas ao corpo com costuras, curvas, rendas e botões. Há 650 anos coreanos imprimiram o primeiro livro e Gutenberg reinventou a tipografia moderna oito décadas depois para o ocidente.
Há 500 anos navegantes descobridores ibéricos encontram o Novo Mundo e seus povos.
A três séculos Isaac Newton estabelece as bases da física moderna. Há 250 anos acontece a Revolução Industrial com James Watt inventando o motor a vapor. A sua cidade, Manchester - Inglaterra, cresce de 20 a 160 mil habitantes em uma década. A máquina a vapor, com trens e navios, começa a diminuir distâncias. A força animal é substituída pela mecânica e as ferramentas pelas máquinas. Aparecem os resíduos sólidos acrescidos aos putrescíveis anteriores. O petróleo torna-se valioso. O crescimento populacional e urbano dispara.
Há duzentos anos avistou-se e encontramos a Antártica.
O telefone inventado por volta de 155 anos pelo italiano Antonio Meucci, que o chamou "telégrafo falante". Há 120 anos Edson cria a General Electric, torna-se a maior empresa do planeta, e difunde a eletricidade e a iluminação. Começa a eletromecânica, os arranha-céus e o elevador de Otis. Com Hertz e Marconi surge o rádio.
Holerite cria a empresa e Watson, em 1924, muda seu nome para IBM, primeira em informática no mundo. Há 100 anos Einstein, com sua teoria da relatividade, e Planck, Bohr, Rutherford, Heisenberg, Feynman, Schrödinger transformam o modo de se ver o mundo com a física quântica e de partículas. Surge a televisão e desenvolve-se ao longo do século.
Durante o século XX explodem as ciências biológicas, psíquicas e humanas. Surgem a psicanálise com Freud e a penicilina com Fleming. Inicia-se a migração urbana. Surgem as metrópoles e a bomba atômica. As aeronaves e os foguetes. Desenvolve-se a capacidade de uso não energético do petróleo, surgem os polímeros sintéticos que inauguraram uma nova classe de resíduos sólidos. Intensifica-se o uso de fertilizantes químicos.
Cresce muito a poluição ambiental com os resíduos em grande escala durante o século.
O primeiro computador eletromecânico foi construído por Konrad Zuse em 1936, engenheiro alemão. Começam a surgir as linguagens de programação. ENIAC foi o primeiro computador a válvula construido uma década depois pelo exército americano e anunciado após a Segunda Guerra.
Começa a eletrônica e a telecomunicação.
Há 68 anos é criado o transistor nos laboratórios Bell. Surge a Xerox e a copiadora. Há 60 anos nasce a internet e televisão colorida. A Sony lança a TV com transistor, antes valvulada e a Matsushita a miniaturiza com tela plana.
Alunizamos há 46 anos com Armstrong. Há 40 anos aparecem as poderosas do software Apple e Microsoft com Steve Jobs e Bill Gates. A Apple anuncia o primeiro microcomputador pessoal. A Motorola apresenta seu aparelho de telefonia celular móvel. Em 1981 a parceria IBM - Microsoft lança o sistema operacional de discos MS-DOS. Aparece o computador portátil (notebook) Osborne 1. Há trinta anos é lançado o Windows pela MS.
Há 34 anos foi conseguida a primeira planta geneticamente modificada. A Biotecnologia ganha força.
Há duas décadas e meia é lançada a internet e começam a surgir as mega empresas virtuais Google, Orkut, Youtube, Instagram, Twitter, Facebook e Whatsapp. O surgimento do smartphone tem 23 anos, com o Simon, da IBM e uma década depois aparecem o Nokia e o Handspring (Palm). Depois o Blackberry e o iPaq da HP.
Nasce há 18 anos a primeira ovelha clonada de nome Dolly.
Decodificação do genoma humano completa 10 anos. Há dez anos a população urbana passa a rural. Surgem os drones. Os androides e robôs super inteligentes.
Acredito que perdemos os freios. À frente uma falésia sem fim.
Há 2500 anos apareceram a filosofia e os pensadores.
Há novecentos anos chineses inventaram o papel e a estampagem. Há setecentos anos as roupas passaram a ser adaptadas ao corpo com costuras, curvas, rendas e botões. Há 650 anos coreanos imprimiram o primeiro livro e Gutenberg reinventou a tipografia moderna oito décadas depois para o ocidente.
Há 500 anos navegantes descobridores ibéricos encontram o Novo Mundo e seus povos.
A três séculos Isaac Newton estabelece as bases da física moderna. Há 250 anos acontece a Revolução Industrial com James Watt inventando o motor a vapor. A sua cidade, Manchester - Inglaterra, cresce de 20 a 160 mil habitantes em uma década. A máquina a vapor, com trens e navios, começa a diminuir distâncias. A força animal é substituída pela mecânica e as ferramentas pelas máquinas. Aparecem os resíduos sólidos acrescidos aos putrescíveis anteriores. O petróleo torna-se valioso. O crescimento populacional e urbano dispara.
Há duzentos anos avistou-se e encontramos a Antártica.
O telefone inventado por volta de 155 anos pelo italiano Antonio Meucci, que o chamou "telégrafo falante". Há 120 anos Edson cria a General Electric, torna-se a maior empresa do planeta, e difunde a eletricidade e a iluminação. Começa a eletromecânica, os arranha-céus e o elevador de Otis. Com Hertz e Marconi surge o rádio.
Holerite cria a empresa e Watson, em 1924, muda seu nome para IBM, primeira em informática no mundo. Há 100 anos Einstein, com sua teoria da relatividade, e Planck, Bohr, Rutherford, Heisenberg, Feynman, Schrödinger transformam o modo de se ver o mundo com a física quântica e de partículas. Surge a televisão e desenvolve-se ao longo do século.
Durante o século XX explodem as ciências biológicas, psíquicas e humanas. Surgem a psicanálise com Freud e a penicilina com Fleming. Inicia-se a migração urbana. Surgem as metrópoles e a bomba atômica. As aeronaves e os foguetes. Desenvolve-se a capacidade de uso não energético do petróleo, surgem os polímeros sintéticos que inauguraram uma nova classe de resíduos sólidos. Intensifica-se o uso de fertilizantes químicos.
Cresce muito a poluição ambiental com os resíduos em grande escala durante o século.
O primeiro computador eletromecânico foi construído por Konrad Zuse em 1936, engenheiro alemão. Começam a surgir as linguagens de programação. ENIAC foi o primeiro computador a válvula construido uma década depois pelo exército americano e anunciado após a Segunda Guerra.
Começa a eletrônica e a telecomunicação.
Há 68 anos é criado o transistor nos laboratórios Bell. Surge a Xerox e a copiadora. Há 60 anos nasce a internet e televisão colorida. A Sony lança a TV com transistor, antes valvulada e a Matsushita a miniaturiza com tela plana.
Alunizamos há 46 anos com Armstrong. Há 40 anos aparecem as poderosas do software Apple e Microsoft com Steve Jobs e Bill Gates. A Apple anuncia o primeiro microcomputador pessoal. A Motorola apresenta seu aparelho de telefonia celular móvel. Em 1981 a parceria IBM - Microsoft lança o sistema operacional de discos MS-DOS. Aparece o computador portátil (notebook) Osborne 1. Há trinta anos é lançado o Windows pela MS.
Há 34 anos foi conseguida a primeira planta geneticamente modificada. A Biotecnologia ganha força.
Há duas décadas e meia é lançada a internet e começam a surgir as mega empresas virtuais Google, Orkut, Youtube, Instagram, Twitter, Facebook e Whatsapp. O surgimento do smartphone tem 23 anos, com o Simon, da IBM e uma década depois aparecem o Nokia e o Handspring (Palm). Depois o Blackberry e o iPaq da HP.
Nasce há 18 anos a primeira ovelha clonada de nome Dolly.
Decodificação do genoma humano completa 10 anos. Há dez anos a população urbana passa a rural. Surgem os drones. Os androides e robôs super inteligentes.
Acredito que perdemos os freios. À frente uma falésia sem fim.
03 julho 2015
O tempo não volta
Imaginem fazer o tempo retroceder. Físicos garantem que qualquer acontecimento do nosso cotidiano poderia ser revertido, a qualquer momento. Por que as coisas não se revertem? Por que o futuro é totalmente diferente do passado?
Newton mergulhou nos estudos. Foi aí que ele criou suas famosas três leis da dinâmica, entre elas a conhecida máxima de que para cada ação há uma reação oposta da mesma intensidade. As leis de Newton conseguem descrever o mundo de maneira espantosa. Mas elas têm uma estranha característica: funcionam tão bem de trás para a frente quanto de frente para trás. Obviamente, isso está errado, mas quase todas as teorias formuladas por físicos desde Newton têm o mesmo problema. “As leis fundamentais da Física não distinguem entre o passado e o futuro”, define Sean Carroll, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.
A primeira pessoa a encarar esse problema seriamente foi o físico austríaco Ludwig Boltzmann, que viveu na segunda metade do século 19. Naquela época, muitas das ideias que hoje sabemos serem verdadeiras ainda estavam sendo discutidas, inclusive a de que tudo é feito de minúsculas partículas chamadas átomos. Boltzmann estava convencido de que os átomos existiam. Mesmo tendo sido desprezado pela comunidade científica da época, ele defendia uma relação entre o aquecimento de materiais e a passagem do tempo. Na época, os físicos desenvolveram a teoria da termodinâmica, que descreve o comportamento do calor. Contrariamente a seus colegas, Boltzmann acreditava que o aquecimento era provocado por uma movimentação aleatória de átomos, e que a termodinâmica poderia ser explicada assim. O austríaco partiu de um estranho conceito: a entropia.
Pela termodinâmica, todos os objetos do mundo têm uma certa quantidade de entropia associada a ele, e quando algo acontece, essa quantidade aumenta. Por exemplo, ao colocarmos cubos de gelo em um copo d’água, a entropia dentro do copo aumenta. O aumento da entropia é diferente de tudo o mais na Física: é um processo que ocorre em apenas uma direção. Para explicar isso, Boltzmann descobriu que a entropia mede o número de maneiras pelas quais os átomos podem se rearranjar, assim como a energia que eles carregam. Ou seja, a entropia aumenta quando os átomos ficam mais desordenados. Por isso, o gelo derrete na água. Há muito mais formas para as moléculas se rearranjarem no estado líquido do que no estado sólido.
Segundo Boltzmann, a entropia está relacionada com possibilidades. Objetos com baixa entropia são arrumados e, portanto, com menos probabilidade de existir ou permanecer como estão. Objetos com alta entropia são desordenados, o que os torna mais passíveis de existir. Essa teoria pode ser um pouco deprimente, principalmente se você é do tipo organizado. Mas as ideias de Boltzmann parecem ter um lado positivo: elas conseguem explicar a direção do tempo. Basicamente, se o universo como um todo se desloca de uma baixa entropia para uma alta entropia, nunca poderemos ver os acontecimentos se reverterem. Nunca veremos um ovo se “desquebrar” porque existem várias maneiras para rearranjar os pedaços dele, e todas elas levam a um ovo rachado em vez de um ovo intacto. A definição de entropia de Boltzmann explica até por que podemos nos lembrar do passado mas não podemos adivinhar o futuro. Para ele, o futuro é diferente do passado simplesmente porque a entropia aumenta. Como forma de endossar sua teoria, o físico também desenvolveu a hipótese do passado, segundo a qual, em algum ponto em um passado distante, o universo estava em um estado de baixa entropia.
Mas se um estado de baixa entropia é pouco provável, como o universo permaneceu assim por um certo tempo? Bem, isso Boltzmann nunca conseguiu explicar. Mas cientistas que o sucederam fizeram descobertas que sugerem uma resposta. Para começar, no século 20 aprendemos que o universo teve um início, quando era uma partícula incrivelmente quente e densa que rapidamente se expandiu e se resfriou, formando tudo o que existe hoje. Esta rápida expansão é o que conhecemos como o Big Bang. É verdade que uma enorme explosão cósmica não parece algo com uma baixa entropia. Mas, aparentemente, esse conceito é ligeiramente diferente quando há um excesso de matéria.
Imagine uma vasta região vazia do espaço, no meio da qual está uma nuvem de gás com a massa do Sol. A gravidade mantém o gás unido, de maneira a compactá-lo e acabar formando uma estrela. Como isso é possível, se a entropia só aumenta? A resposta é simples: a gravidade afeta a entropia. No caso de objetos verdadeiramente gigantescos, ser grumoso tem mais entropia do que ser denso e uniforme. Ou seja, um universo com galáxias, estrelas e planetas tem uma entropia mais alta do que um universo cheio de gases quentes e densos. Para entender melhor o Big Bang, Sean Carroll e seus ex-alunos propuseram um modelo pelo qual “universos bebês” estão constantemente surgindo do nada, separando-se de seu “universo-mãe” e se expandindo para se tornarem universos como os nossos. E é a entropia desse “universo de universos” que sempre será grande, apesar de cada parte ter uma baixa entropia. Se isso for verdade, o universo só parece ter uma baixa entropia porque não podemos ver tudo o que está à sua volta. Isso também valeria para a direção do tempo.
A Física moderna se baseia em duas grandes teorias. A mecânica quântica explica o comportamento de pequenos objetos, como os átomos, enquanto a relatividade descreve coisas grandes, como as estrelas. Para descrever o universo em sua origem, é preciso combinar as duas teorias para formar uma “teoria de tudo”. Essa máxima será a chave para entendermos a seta do tempo. “Descobrir essa teoria vai nos ajudar a compreender como a natureza construiu o espaço e o tempo”, diz Marina Cortês, física na Universidade de Edinburgo, na Escócia.
Por enquanto, a mais promissora teoria de tudo é aquela que diz que todas as partículas subatômicas são compostas de minúsculos cordões. Essa teoria também defende que o espaço tem mais do que três dimensões e que nós vivemos em uma espécie de ‘multiverso’, onde as leis da física são diferentes em cada universo. Agora, Cortês está trabalhando em teorias alternativas a essa que possam incorporar a seta do tempo em um nível fundamental. Ela sugere que o universo é feito de uma série de eventos únicos, que nunca se repetem. Cada conjunto de eventos só pode influenciar os eventos do conjunto seguinte. Assim, se forma uma direção para o tempo. “O tempo não é uma ilusão. Ele existe e está realmente avançando”, explica a cientista. Seja qual for a maneira de explicar a direção do tempo, ela sempre estará ligada àquele estado de baixa entropia do princípio do universo.
Este artigo é uma condensação de outro, escrito por Adam Becker da BBC Future
http://bbc.in/1GUDkDn
Newton mergulhou nos estudos. Foi aí que ele criou suas famosas três leis da dinâmica, entre elas a conhecida máxima de que para cada ação há uma reação oposta da mesma intensidade. As leis de Newton conseguem descrever o mundo de maneira espantosa. Mas elas têm uma estranha característica: funcionam tão bem de trás para a frente quanto de frente para trás. Obviamente, isso está errado, mas quase todas as teorias formuladas por físicos desde Newton têm o mesmo problema. “As leis fundamentais da Física não distinguem entre o passado e o futuro”, define Sean Carroll, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.
A primeira pessoa a encarar esse problema seriamente foi o físico austríaco Ludwig Boltzmann, que viveu na segunda metade do século 19. Naquela época, muitas das ideias que hoje sabemos serem verdadeiras ainda estavam sendo discutidas, inclusive a de que tudo é feito de minúsculas partículas chamadas átomos. Boltzmann estava convencido de que os átomos existiam. Mesmo tendo sido desprezado pela comunidade científica da época, ele defendia uma relação entre o aquecimento de materiais e a passagem do tempo. Na época, os físicos desenvolveram a teoria da termodinâmica, que descreve o comportamento do calor. Contrariamente a seus colegas, Boltzmann acreditava que o aquecimento era provocado por uma movimentação aleatória de átomos, e que a termodinâmica poderia ser explicada assim. O austríaco partiu de um estranho conceito: a entropia.
Pela termodinâmica, todos os objetos do mundo têm uma certa quantidade de entropia associada a ele, e quando algo acontece, essa quantidade aumenta. Por exemplo, ao colocarmos cubos de gelo em um copo d’água, a entropia dentro do copo aumenta. O aumento da entropia é diferente de tudo o mais na Física: é um processo que ocorre em apenas uma direção. Para explicar isso, Boltzmann descobriu que a entropia mede o número de maneiras pelas quais os átomos podem se rearranjar, assim como a energia que eles carregam. Ou seja, a entropia aumenta quando os átomos ficam mais desordenados. Por isso, o gelo derrete na água. Há muito mais formas para as moléculas se rearranjarem no estado líquido do que no estado sólido.
Segundo Boltzmann, a entropia está relacionada com possibilidades. Objetos com baixa entropia são arrumados e, portanto, com menos probabilidade de existir ou permanecer como estão. Objetos com alta entropia são desordenados, o que os torna mais passíveis de existir. Essa teoria pode ser um pouco deprimente, principalmente se você é do tipo organizado. Mas as ideias de Boltzmann parecem ter um lado positivo: elas conseguem explicar a direção do tempo. Basicamente, se o universo como um todo se desloca de uma baixa entropia para uma alta entropia, nunca poderemos ver os acontecimentos se reverterem. Nunca veremos um ovo se “desquebrar” porque existem várias maneiras para rearranjar os pedaços dele, e todas elas levam a um ovo rachado em vez de um ovo intacto. A definição de entropia de Boltzmann explica até por que podemos nos lembrar do passado mas não podemos adivinhar o futuro. Para ele, o futuro é diferente do passado simplesmente porque a entropia aumenta. Como forma de endossar sua teoria, o físico também desenvolveu a hipótese do passado, segundo a qual, em algum ponto em um passado distante, o universo estava em um estado de baixa entropia.
Mas se um estado de baixa entropia é pouco provável, como o universo permaneceu assim por um certo tempo? Bem, isso Boltzmann nunca conseguiu explicar. Mas cientistas que o sucederam fizeram descobertas que sugerem uma resposta. Para começar, no século 20 aprendemos que o universo teve um início, quando era uma partícula incrivelmente quente e densa que rapidamente se expandiu e se resfriou, formando tudo o que existe hoje. Esta rápida expansão é o que conhecemos como o Big Bang. É verdade que uma enorme explosão cósmica não parece algo com uma baixa entropia. Mas, aparentemente, esse conceito é ligeiramente diferente quando há um excesso de matéria.
Imagine uma vasta região vazia do espaço, no meio da qual está uma nuvem de gás com a massa do Sol. A gravidade mantém o gás unido, de maneira a compactá-lo e acabar formando uma estrela. Como isso é possível, se a entropia só aumenta? A resposta é simples: a gravidade afeta a entropia. No caso de objetos verdadeiramente gigantescos, ser grumoso tem mais entropia do que ser denso e uniforme. Ou seja, um universo com galáxias, estrelas e planetas tem uma entropia mais alta do que um universo cheio de gases quentes e densos. Para entender melhor o Big Bang, Sean Carroll e seus ex-alunos propuseram um modelo pelo qual “universos bebês” estão constantemente surgindo do nada, separando-se de seu “universo-mãe” e se expandindo para se tornarem universos como os nossos. E é a entropia desse “universo de universos” que sempre será grande, apesar de cada parte ter uma baixa entropia. Se isso for verdade, o universo só parece ter uma baixa entropia porque não podemos ver tudo o que está à sua volta. Isso também valeria para a direção do tempo.
A Física moderna se baseia em duas grandes teorias. A mecânica quântica explica o comportamento de pequenos objetos, como os átomos, enquanto a relatividade descreve coisas grandes, como as estrelas. Para descrever o universo em sua origem, é preciso combinar as duas teorias para formar uma “teoria de tudo”. Essa máxima será a chave para entendermos a seta do tempo. “Descobrir essa teoria vai nos ajudar a compreender como a natureza construiu o espaço e o tempo”, diz Marina Cortês, física na Universidade de Edinburgo, na Escócia.
Por enquanto, a mais promissora teoria de tudo é aquela que diz que todas as partículas subatômicas são compostas de minúsculos cordões. Essa teoria também defende que o espaço tem mais do que três dimensões e que nós vivemos em uma espécie de ‘multiverso’, onde as leis da física são diferentes em cada universo. Agora, Cortês está trabalhando em teorias alternativas a essa que possam incorporar a seta do tempo em um nível fundamental. Ela sugere que o universo é feito de uma série de eventos únicos, que nunca se repetem. Cada conjunto de eventos só pode influenciar os eventos do conjunto seguinte. Assim, se forma uma direção para o tempo. “O tempo não é uma ilusão. Ele existe e está realmente avançando”, explica a cientista. Seja qual for a maneira de explicar a direção do tempo, ela sempre estará ligada àquele estado de baixa entropia do princípio do universo.
Este artigo é uma condensação de outro, escrito por Adam Becker da BBC Future
http://bbc.in/1GUDkDn
29 junho 2015
27 junho 2015
26 junho 2015
Acho que o projeto "homem" danou-se.
Sou, antes de ser qualquer coisa, matemático. Nasci com esse 'defeito'. Assim, por extensão, gosto de ciência, tecnologia, física, lógica, lógico! Adoraria viver no futuro como vivo cheio de novidades mais futuristas ainda. Fico maravilhado com as técnicas mais sofisticadas que se apresentam a cada dia, e esperaria viver muito, porque nessa velocidade que as coisas se apresentam hoje vou beirar o infinito de coisas que adorarei ver. Estou feliz com isso, com essa face do mundo.
No começo do mundo civilizado era pena de morte duvidar de um dogma religioso estabelecido. O homem ainda continua insistindo em viver às voltas com a ideia do pecado. Com o defeito de nascença de enxergar o lado ruim, praticar o lado ruim, se locupletar pelo lado ruim, viver o lado ruim. O pecado ainda predomina como tema de conversas. Não conseguimos nos libertar dessa coisa. Viver com essa sombra do mal. Por isso há margem para o aparecimento de tanta religiões, um toco pra se agarrar na correnteza que solapa a vida do planeta. Como se ele, o toco, fosse a salvação. A ignorância de nosso verdadeiro destino, nossa verdadeira missão nos deixa cegos. Discute-se corrupção e sexo ainda no mundo do século 21. Faz mais de 40 séculos que discutimos isso. No começo usávamos pau, hoje usamos laser pra matar. Continuamos a matar. Antes matávamos pra comer, hoje matamos pra extinguir. Estamos ficando sozinhos. Se matássemos uns aos outros estaria tudo bem, mas matamos tudo. Qualquer coisa que se movimente, tenha olhinhos, perninhas, asinhas de preferência. Agora a ciência já nos dá um prazo de 4 gerações para nos extinguirmos ao continuarmos como estamos. Menos mal para os animais sobreviventes, que serão poucas espécies. Mas ainda assim a vida se salvará. Deus morrerá, por ora, mas renascerá daqui a milhões de anos com outra espécie que se achará o máximo de novo à sua imagem e semelhança. Ah! Lembrei. A vida é Deus e vice-versa. Deus está no homem, mas o homem não o é por inteiro. Que semelhança é essa da porra que temos com Deus?
Meu sonho daquela face linda do mundo morrerá comigo. Não tem volta. Fim.
http://bit.ly/1LLHcLf
http://abr.ai/1LLHeTr
http://bit.ly/1LLHfXf
No começo do mundo civilizado era pena de morte duvidar de um dogma religioso estabelecido. O homem ainda continua insistindo em viver às voltas com a ideia do pecado. Com o defeito de nascença de enxergar o lado ruim, praticar o lado ruim, se locupletar pelo lado ruim, viver o lado ruim. O pecado ainda predomina como tema de conversas. Não conseguimos nos libertar dessa coisa. Viver com essa sombra do mal. Por isso há margem para o aparecimento de tanta religiões, um toco pra se agarrar na correnteza que solapa a vida do planeta. Como se ele, o toco, fosse a salvação. A ignorância de nosso verdadeiro destino, nossa verdadeira missão nos deixa cegos. Discute-se corrupção e sexo ainda no mundo do século 21. Faz mais de 40 séculos que discutimos isso. No começo usávamos pau, hoje usamos laser pra matar. Continuamos a matar. Antes matávamos pra comer, hoje matamos pra extinguir. Estamos ficando sozinhos. Se matássemos uns aos outros estaria tudo bem, mas matamos tudo. Qualquer coisa que se movimente, tenha olhinhos, perninhas, asinhas de preferência. Agora a ciência já nos dá um prazo de 4 gerações para nos extinguirmos ao continuarmos como estamos. Menos mal para os animais sobreviventes, que serão poucas espécies. Mas ainda assim a vida se salvará. Deus morrerá, por ora, mas renascerá daqui a milhões de anos com outra espécie que se achará o máximo de novo à sua imagem e semelhança. Ah! Lembrei. A vida é Deus e vice-versa. Deus está no homem, mas o homem não o é por inteiro. Que semelhança é essa da porra que temos com Deus?
Meu sonho daquela face linda do mundo morrerá comigo. Não tem volta. Fim.
http://bit.ly/1LLHcLf
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http://bit.ly/1LLHfXf
22 junho 2015
16 março 2015
recompense-se
Dê uma folga às atividades diretamente relacionadas com os seus objetivos.
Ponha a conversa em dia com um familiar ou amigo!
Compre um livro ou uma revista. Folheie ou leia. Descanse.
Peça uma massagem à sua cara-metade.
Tome um longo e sossegado banho de imersão.
Faça uma sesta.
Veja o seu programa de televisão preferido.
Tire um dia de férias e passe-o na cama ou no sofá vendo TV.
Visite um jardim zoológico.
Almoce com os amigos.
Vá à cabeleireira, nem que seja apenas para lavar e secar o cabelo.
Vá a uma discoteca.
Vá até à praia, seja verão, seja inverno.
Visite um museu.
Vá passear no centro da sua cidade.
Compre um ramo de flores.
Mande vir uma pizza ou vá buscar comida ao seu restaurante preferido.
Faça um bolo ou muffins de chocolate e delicie-se!
Prepare um cocktail para saborear antes do jantar.
Prepare um batido com gelado e fruta fresca.
Compre morangos, derreta uma pasta de chocolate e “lambuze-se”!
Desfrute de um lanche na sua padaria ou pastelaria preferida.
Desfrute de uma xícara de chá ou de café na varanda ou jardim.
Tome um café da manhã na cama.
Abra uma garrafa de vinho no jantar.
Não faça absolutamente nada!
veja em: http://goo.gl/D2rKGS
Ponha a conversa em dia com um familiar ou amigo!
Compre um livro ou uma revista. Folheie ou leia. Descanse.
Peça uma massagem à sua cara-metade.
Tome um longo e sossegado banho de imersão.
Faça uma sesta.
Veja o seu programa de televisão preferido.
Tire um dia de férias e passe-o na cama ou no sofá vendo TV.
Visite um jardim zoológico.
Almoce com os amigos.
Vá à cabeleireira, nem que seja apenas para lavar e secar o cabelo.
Vá a uma discoteca.
Vá até à praia, seja verão, seja inverno.
Visite um museu.
Vá passear no centro da sua cidade.
Compre um ramo de flores.
Mande vir uma pizza ou vá buscar comida ao seu restaurante preferido.
Faça um bolo ou muffins de chocolate e delicie-se!
Prepare um cocktail para saborear antes do jantar.
Prepare um batido com gelado e fruta fresca.
Compre morangos, derreta uma pasta de chocolate e “lambuze-se”!
Desfrute de um lanche na sua padaria ou pastelaria preferida.
Desfrute de uma xícara de chá ou de café na varanda ou jardim.
Tome um café da manhã na cama.
Abra uma garrafa de vinho no jantar.
Não faça absolutamente nada!
veja em: http://goo.gl/D2rKGS
11 março 2015
pra ser feliz
Li, sintetizei e repasso:
correr riscosser voluntarioso
ser curioso
aventurar-se
não prender-se a detalhes
ser menos analítico
dar menos importância
torcer pelo outro
ser alturísta
ser generoso
mostrar seus sentimentos
tolerar o desconforto
soltar suas emoções
encurtar a curtição
sacrificar prazeres imediatos
06 março 2015
percepção e tomada de decisão
Professora
Taís Brenner Oesterreich
Percepção
•
Processo pelo qual os indivíduos
processam interpretam e organizam suas impressões sensoriais com a finalidade
de dar sentido ao ambiente.
•
O que uma pessoa percebe pode ser diferente da realidade objetiva.
Por que a percepção é importante para o estudo
do Comportamento Organizacional?
•
Porque o comportamento das pessoas baseia-se na sua percepção da realidade, e
não da realidade em si.
•
O mundo como é percebido, é o mundo importante para o
comportamento.
O
comportamento das pessoas baseia-se na sua percepção da realidade e não da
realidade em si.
Observador
• Nossa atenção parece ser influenciada pelos nossos interesses.
• Nossos
interesses pessoais diferem consideravelmente, o que um indivíduo percebe em uma
situação, pode ser totalmente diferente da percepção do outro.
• As
expectativas também podem distorcer a percepção. Faz
com que vejamos aquilo que esperamos ver.
O Alvo
• As
características do alvo observado também afeta a percepção. Ex: pessoas
atraentes, sons, movimentos.
• Como os
alvos não são observados isoladamente a sua relação com o cenário influencia a
percepção.
• O que
percebemos vai depender de como separamos a figura de seu cenário geral.
A Situação
• Os elementos
que fazem parte do ambiente influenciam a nossa percepção. Ex: Trajes de gala
para ir trabalhar.
• Você
reparará mais nas atitudes dos seus subordinados quando o gerente geral estiver
na cidade.
A Teoria Da Atribuição
• Quando
observamos o comportamento, tentamos determinar se suas causas são internas ou
externas.
Causas Internas
Causas Internas
• São aqueles vistos como sob o controle do indivíduo. Ex:
Chegou atrasado porque ficou na farra.
• Considerado
como comportamento usual.
Causas Externas
Causas Externas
• Aqueles que
são resultantes de estímulo de fora. A pessoa é vista
como se tivesse sido
forçada àquele comportamento por causa daquela situação. Ex: Chegou
atrasado, teve problemas no trânsito.
A teoria explica a forma como julgamos
diferentemente as pessoas dependendo do sentido
que atribuímos ao comportamento. Esta determinação depende de três fatores: Diferenciação, consenso e
coerência.
• Diferenciação é
quando o indivíduo mostra ou não comportamentos diferentes em situações
diversas. Caso o comportamento seja usual, será julgado como de causa interna.
• Consenso é quando todas as pessoas que enfrentam uma determinada situação respondem de maneira semelhante. Ex: Atrasado. Quando todos os funcionários que fazem o mesmo caminho estão atrasados também.
• Consenso é quando todas as pessoas que enfrentam uma determinada situação respondem de maneira semelhante. Ex: Atrasado. Quando todos os funcionários que fazem o mesmo caminho estão atrasados também.
•
Coerência é quando o observador busca
coerência nas ações. A pessoa reage sempre da mesma forma? Quanto mais coerente
o comportamento, mais inclinado fica o observador a atribuí-lo a causas
internas.
Erro Fundamental de
atribuição
•
A tendência de subestimar a
influência de fatores externos e de superestimar os fatores internos no
julgamento do comportamento alheio. Ex: gerente de vendas atribui o fraco desempenho
da equipe à preguiça dos vendedores e não a um produto concorrente.
Viés de
autoconveniência
•
A tendência das pessoas
atribuírem seu próprio sucesso a fatores internos e colocarem a
culpa dos fracassos em fatores externos.
Simplificações
usadas no julgamento das outras pessoas
Percepção seletiva
•
As pessoas interpretam seletivamente o que veem, com base em seus próprios
interesses, experiências passadas e atitudes.
•
A seletividade nos permite uma leitura rápida dos outros e das situações com o
risco de errarmos.
Efeito Halo
•
Quando construímos uma impressão
geral sobre uma pessoa com base em uma única característica.
Efeitos de contraste
•
A avaliação das características de uma pessoa é afetada pela comparação com
outras pessoas encontradas recentemente, que têm essas mesmas
características avaliadas como melhores ou como piores. Ex. A avaliação de qualquer candidato pode sofrer
distorções por causa da sua posição na ordem de chamada. Pode ser beneficiado
se o candidato anterior for medíocre, ou prejudicado se o antecessor for
brilhante.
Projeção
•
Atribuição de características próprias de um indivíduo a
outras pessoas.
•
Os executivos ao fazerem a projeção comprometem sua capacidade de reagir às
diferenças
individuais. Tendem a ver as pessoas mais
homogêneas do que realmente são.
Estereotipagem
•
Julgamento de uma pessoa com base na percepção sobre o grupo do qual ela faz
parte.
•
Os muito ricos
•
Os pobres
•
Os médicos
•
Os economistas
Generalização
•
É um meio de simplificar o mundo
complexo e nos permitir manter a coerência.
“Todos os atletas são trabalhadores”
“Os homens não prestam”
“Mulheres são complicadas”
“Chefes novos são problemáticos”
Entrevista de Seleção
•
As evidências indicam que os
entrevistadores fazem julgamentos de percepção frequentemente errôneos.
•
As informações negativas
colhidas no começo têm um peso muito maior do que as obtidas depois.
•
A avaliação de um mesmo
candidato, feita por dois avaliadores, pode ter inúmeras variações.
Profecia auto-realizada
ou efeito pigmaleão
•
Quando uma pessoa tem uma percepção distorcida de outra a expectativa
resultante é que a segunda pessoa se comporte de maneira coerente com essa
percepção.
•
Se um executivo espera grandes feitos de seus subordinados provavelmente eles
não o decepcionarão. O reverso também é verdadeiro.
Limitação da
Racionalidade
•
Quando enfrentamos um problema complexo, tendemos a reagir reduzindo-o a um
nível em que possa ser mais facilmente compreendido. Isso acontece porque a
nossa capacidade limitada de processamento de informações torna impossível
assimilar e compreender todos os dados necessários para a otimização.
Viés do Excesso de
confiança
•
Já se disse que “nenhum problema de julgamentos e
tomada de decisões é mais catastrófico do que o excesso de confiança”.
Viés de Ancoragem
•
O viés da ancoragem é a tendência de nos fixarmos em uma informação como ponto de partida. Uma
vez fixado este ponto, temos dificuldade de ajuste diante de informações
posteriores.
•
Nossa mente tende a dar uma ênfase desproporcional à primeira informação que
recebemos.
Viés de Confirmação
•
O viés da confirmação representa um tipo específico de
percepção seletiva. Buscamos informações que corroboram nossas escolhas
anteriores e desprezamos aquelas que as contestam. Também tendemos a aceitar
prontamente as informações que confirmam nossos pontos de vista preconcebidos e somos críticos ou
céticos com aquelas que contrariam esses pontos de vista.
Viés da Disponibilidade
•
Para minimizar o esforço e
evitar dilemas, as pessoas tendem a se valer excessivamente da própria
experiência, de seus impulsos e de regras de “senso comum” convenientes no
momento.
•
A tendência das pessoas julgarem
as coisas com base nas informações mais facilmente disponíveis.
•
Eventos que despertam emoções, particularmente vividos ou que ocorrem mais
recentemente tendem a estarem mais disponíveis em nossa memória.
•
O viés da Disponibilidade pode
explicar porque os executivos, quando fazem as suas avaliações anuais, costumam
dar mais peso aos comportamentos mais recentes de seus funcionários do que aqueles
de vários meses atrás.
Viés da
Representatividade
•
Milhões de meninos brasileiros
sonham em jogar futebol na Seleção Brasileira. Na verdade eles têm muito mais
probabilidade de se tornarem médicos do que jogadores da seleção, mas estão
sofrendo do viés da representatividade.
•
Conceito: Avaliação da
probabilidade de uma ocorrência, com base em analogias e observações de
situações idênticas onde elas não existem.
Escalada do
Comprometimento
•
Outro viés que ameaça as decisões é o apego a uma decisão anterior, a despeito de informações
negativas. Ex. Perder dinheiro em um negócio
porque você se determinou a provar que a sua decisão original estava certa,
continuou colocando recursos em uma causa perdida desde o início.
distorções cognitivas
Você vê uma
situação em apenas duas categorias em vez de em um contínuo. Pensamento tipo
tudo-ou-nada, preto-e-branco ou dicotômico. Exemplo: “Se eu não for um sucesso
total, eu sou um fracasso.”
Catastrofização /adivinhação
Você prevê o
futuro negativamente sem considerar outros resultados mais prováveis. Exemplo:
“Eu ficarei tão aborrecida que não serei capaz de agir direito.”
Desqualificação ou desconsideração do positivo
Você não
razoavelmente diz para si mesmo que experiências, atos ou qualidades positivos
não contam. Exemplo: “Eu fiz bem aquele projeto, mas isso não significa que eu
seja competente; eu apenas tive sorte.”
Argumentação emocional
Você pensa
que algo deve ser verdade porque você "sente" (em realidade, acredita)
isso de maneira tão convincente que acaba por ignorar ou desconsiderar
evidências contrárias. Exemplo: “Eu sei que eu faço muitas coisas certas no
trabalho, mas eu ainda me sinto como se eu fosse um fracasso.”
Rotulação
Você coloca
um rótulo global e fixo sobre si mesmo ou sobre os outros sem considerar que as
evidências poderiam ser mais razoavelmente conduzidas a uma conclusão menos
desastrosa e detém a sua capacidade de ter uma visão clara da situação. O
rótulo generaliza, transformando a realidade das pessoas em imagens virtuais de
sua imaginação infectada. Exemplo: “Eu sou um perdedor. Ele não presta.”
Magnificação / minimização
Quando você
avalia a si mesmo, outra pessoa ou uma situação, você magnifica irracionalmente
o negativo e/ou minimiza o positivo. Exemplo: “Receber uma nota medíocre prova
quão inadequada eu sou. Obter notas altas não significa que eu sou
inteligente.”
Filtro mental / abstração seletiva
Você presta
atenção indevida a um detalhe negativo em vez de considerar o quadro geral. Exemplo:
“Porque eu tirei uma nota baixa na minha avaliação [que também continha várias
notas altas] isso significa que eu estou fazendo um trabalho deplorável.”
Leitura
mental
Você acha
que sabe o que os outros estão pensando, falhando assim ao considerar outras
possibilidades mais prováveis. Lembrar que já é difícil "ler" a
própria mente, quanto mais a dos outros. Exemplo: “Ele está pensando que eu não
sei nada sobre esse projeto.”
Super generalização
Você tira
uma conclusão negativa radical que vai muito além da situação atual. Você pensa
que alguma coisa vai SEMPRE se repetir, ou que você NUNCA vai conseguir o que
quer. Exemplo: “[Porque eu me senti desconfortável no encontro] eu não tenho o
que é necessário para fazer amigos.” “Ele SEMPRE me diminui, NINGUÉM vai
telefonar pra mim, Eu NUNCA vou conseguir um aumento, TODO MUNDO se aproveita
de mim, meus filhos NUNCA me ouvem.”
Personalização
Você
acredita que os outros estão se comportando negativamente devido a você, faz
você levar tudo para o lado pessoal sem considerar explicações mais plausíveis
para o seu comportamento. Exemplo: “O encanador foi rude comigo porque eu fiz
algo errado.” Quando alguém passa por você de cara amarrada e não te
cumprimenta, o viés faz CRER que a pessoa certamente está com raiva de você.
Imperatividade
Você tem uma
ideia exata estabelecida de como você ou os outros deveriam comportar-se e você
superestima quão ruim é que essas expectativas não sejam preenchidas com
declarações tipo “eu devo”, “eu preciso”, “eu tenho que...” Substitua por: “eu
quero”, “eu posso”. Exemplo: “E terrível que eu tenha cometido um erro. Eu
deveria sempre dar o melhor de mim.”
Visão em túnel
Você vê
apenas os aspectos negativos de uma situação e ignoram qualquer parte boa.
Exemplo: “O professor do meu filho não sabe fazer nada direito. Ele é crítico,
insensível e ensina mal.”
Autoconveniência
Você culpa
os outros pelos aspectos negativos de uma situação. Ao culpar automaticamente
os outros pelos problemas da sua vida, você torna-se impotente para responsabilizar-se
pelo próprio destino. Incapaz de mudar qualquer coisa.
Previsão do futuro
Você prevê o
pior resultado possível de uma situação. Ele provoca ansiedade e um colapso em
suas iniciativas, fazendo-o desistir antes de tentar. Exemplo: “Eu tenho a
sensação que isso não vai dar certo.”
Pensamento com sensações passadas
Você se
infectou em alguma situação desagradável no passado e situações semelhantes
provocam pensamentos negativos. Exemplo: “Eu tenho a sensação que isso não vai
dar certo.”
não acredite em tudo que você pensa
Autor: Thomas Kida
Erro # 1: Nós preferimos histórias às estatísticas.
Mesmo uma história ruim é preferível a estatísticas. Nós somos animais sociais, assim o que parece nos
conectar a outros terão um impacto maior do que os números impessoais e frios.
Isso nos leva a tomar decisões baseadas em uma história que pode não ser representativa
de tendências maiores ignorando a estatísticas que nos dizem sobre essas
tendências.
Erro # 2: Buscamos confirmar, não questionar, as nossas ideias.
Todo mundo quer ser direito e ninguém quer estar errado. Quando as pessoas olham para a evidência
neutra, eles geralmente se concentram sobre o que parece confirmar o que eles
já acreditam, ignorando o que pode contar contra suas crenças.
Erro # 3: Nós raramente apreciamos o papel do acaso e da
coincidência na formação de eventos.
Podemos não ter ideia de
que o acaso e aleatoriedade afetam nossas vidas. As pessoas pensam que os
eventos improváveis são muito improváveis. Por exemplo, as pessoas esquecem o quão grande os
números em torno deles são. Um evento onde as probabilidades são uma em milhão
vai acontecer dado um milhão de tentativas. Só na cidade de Nova York significa
que vários desses eventos poderiam acontecer todos os dias.
Erro # 4: Às vezes não percebemos o mundo que nos rodeia.
Nós não percebemos as
coisas com precisão. Vemos as coisas que não estão realmente lá e não
conseguimos ver coisas que estão. Pior, o nosso nível de confiança no que
percebemos não é indicação de quão provável é que para estar certo.
Erro # 5: Nós tendemos a simplificar o nosso
pensamento.
A realidade é mais
complicada do que nós percebemos, todas as análises que fazemos do que se passa
elimina muitos fatores. Senão simplificarmos, nós nunca chegaremos a algum
lugar em nosso pensamento, mas, muitas vezes, com simplificação perdermos
coisas que precisamos levar em conta.
Erro # 6: Nossas memórias são muitas vezes
imprecisas.
Nossas memórias são não
confiáveis e o erro está em não perceber isso, não compreender as maneiras
pelas quais nossas memórias podem errar e fazer o que pudermos para muda-las.
O autor quer que nos
tornemos mais céticos e críticos em nosso pensamento, a fim de uma forma mais
consistente distinguir as coisas com maior probabilidade de ser verdade
daquelas que não são.
Resumo do livro
Capítulo 1: As crenças estranhas e pensamento pseudocientífico
Apesar de progresso científico e tecnológico generalizado,
muitas pessoas continuam a acreditar em coisas estranhas e incomuns. Talk show
afirmam falar com os mortos, hospitais conceituados empregam técnicos que
praticam o toque terapêutico, caso contrário bons cientistas acreditam em
radiestesia, instituições educacionais contratar praticantes de
"comunicação facilitada", uma grande porcentagem de pessoas acreditam
em poderes paranormais, extraterrestres, e reencarnação, e até mesmo a Casa
Branca consultou astrólogos.
Algumas das falhas para aceitar tais crenças encontram-se nos meios de comunicação. Estudos mostram que
os meios de comunicação enfatizam o extraordinário, muitas vezes "sem
renúncia" e que esta ênfase influencia a opinião pública de forma
dramática. Os meios de comunicação, muitas vezes dependem de relatórios
pseudocientíficos e anedóticos, tendo em conta de uma pessoa como típica,
generalizando assim a incomum. Às vezes, isso pode ter resultados desastrosos,
como exemplificados nos casos de mulheres que alegavam doenças causadas por uma
miríade de cirurgia de aumento de mama. (Foi determinado que não houve
correlação entre a cirurgia e as doenças a longo depois de milhões de dólares
em danos foram pagos). Relatórios pseudocientíficos são muitas vezes
semelhantes a anedotas: eles fornecem algumas provas, mas muitas vezes de
qualidade duvidosa. Alegações infundadas, em si, podem ser inofensivas, no
entanto, às vezes eles podem levar a resultados desastrosos. Por exemplo,
muitas pessoas foram presas com base nos resultados infundadas de facilitaram
recolhimento (p. 42).
Estes resultados poderiam
ser evitados principalmente se as pessoas de forma mais consistente não formar
e confirmar crenças preconcebidas sem ter de procurar ou aceitar a evidência
que entrou em conflito com essas crenças (página 41). Porque assim aceitar de
bom grado pseudociência e evidência anedótica. “Desperdiçamos dezenas de
bilhões de dólares e horas pessoa a cada ano sobre os riscos em grande parte
míticos como a raiva da estrada, em celas ocupados por pessoas que representam
pouco ou nenhum perigo para os outros, em programas destinados a proteger os jovens
dos perigos que alguns deles já enfrentou, e na indenização das vítimas de
doenças metafóricas" (p. 44).
Capítulo 2: Um demônio no meu ombro
Ao considerar
reivindicações como o acima, devemos ter várias regras em mente. Em primeiro
lugar, "afirmações extraordinárias requerem evidências
extraordinárias." Quanto mais incomum uma reivindicação, mais convincente
a evidência deve ser (p. 47). Isto implica que, na ausência de tal evidência,
devemos suspender a crença na reivindicação. Crença não deve ser fundada apenas
na reivindicação da experiência subjetiva e uma pessoa de verdade não é
suficiente para estabelecer a verdade dessa afirmação, até mesmo para a pessoa
(p. 50). Por esta razão, as pessoas devem permanecer céticas em relação a
afirmações extraordinárias, afinal, o que cientista não "gostam de
encontrar evidências convincentes para a existência de extraterrestres ou
ESP?" (p. 51). Como Carl Sagan disse, se você não tem "uma onça
sentido cético em você, então você não consegue distinguir ideias úteis a
partir das bravas" (p. 52).
Sendo um bom cético
também significa ter um método para testar se está ou não acreditar em algo.
Trata-se de examinar todos os pedidos de provas válidas, "considerando
hipóteses alternativas" e avaliar "a razoabilidade de cada
hipótese" (p. 53). Simplificando, se uma hipótese (ou crença) não pode ser
testada, não pode ser provada e, portanto, não é digno de crença. Se ela não
pode ser refutada, não há meios para determinar se ela é verdadeira ou falsa
(p. 55). Além disso, a mais simples explicação para todos os fenômenos deve ser
aceita em primeiro lugar, e essa explicação não deve "entrar em conflito
com outro conhecimento bem estabelecido" (p. 56).
Capítulo 3: Pensando como um Cientista
"A ciência não é a
afirmação de um conjunto de crenças, mas de um processo de inquérito visando a
construção de um corpo de conhecimento testável constantemente aberto a
rejeição ou confirmação" (p. 72). Compreender isto é uma das chaves mais
importantes para rejeitando crenças infundadas e evitando erros mentais.
Ciência prossegue com a compreender que os resultados das reclamações devem ser
reprodutíveis. Este se baseia em "por análise e crítica", que é a
prática de aprovar ideias científicas, teorias, e estudos através de uma
comissão de pessoas com conhecimento em um determinado campo. Através destes
meios, os cientistas frente hipóteses que outros possam testar, criticar,
modificar e retestar. Esse processo geralmente garante o progresso em direção a
maiores graus de confiança nas crenças particulares. Esta prática entra em
conflito com pseudociência, e com a interpretação do público de descobertas
científicas. Em pseudociência, nenhum esforço é feito geralmente para
reproduzir resultados (p. 81 ), e as ideias não são criticadas por estudiosos
em um campo. Em vez disso, hipóteses são aceitas que explicar fenômenos
altamente incomuns, como OVNIs, a explicar equívocos visuais. O público
comumente aceita pseudociência e exagera alegações de que a verdadeira ciência
faz. "Por exemplo, após a pesquisa inicial descobriu que ouvir Mozart
marginalmente melhorava as notas dos alunos em um tipo de teste, e apenas por
um curto período de tempo, os meios de comunicação falavam dos benefícios de
música clássica. Em pouco tempo, as mães de consciência estavam tocando
sinfonias de Mozart aos seus bebês em gestação." Em vez de ser
influenciado por histórias ou estudos individuais, os cientistas (e os com
perspectivas científicas) permanecem "céticos das afirmações
infundadas", insistem em que resultados devem ser testáveis e
reproduzíveis, "tentam falsificar uma reivindicação",
"considerar explicações alternativas" para reivindicações altamente
improváveis , aceitar explicações que não "conflitem com conhecimento bem
estabelecido" e acreditam apenas nas reivindicações que são fundadas em
evidência (p. 82).
Capítulo 4: O Papel da coincidência e Chance
O nosso desejo de
encontrar uma causa, muitas vezes nos leva a ver as explicações onde apenas
existe acaso. Na verdade, que muitas vezes ignoram os efeitos de probabilidade
em favor de altamente explicações causais improváveis . Por exemplo, muitas
pessoas acreditam em ESP mesmo que estudos indiquem que aqueles que professam
poderes do ESP não podem prever melhor do que aqueles que adivinham
aleatoriamente. Jogadores ignoram igualmente o papel da probabilidade quando
eles assumem que eventos aleatórios, mesmo fora no curto prazo (p. 92). E
entusiastas do desporto juram que a "mão quente" é um fenômeno real,
embora estudos indicam que não existe tal fenômeno (p. 94). Os seres humanos
são particularmente culpados de ignorar probabilidade ao atribuir significado
de coincidência e ritual. Muitas vezes as pessoas acreditam que não estão
escondidos poderes ou significado secreto por trás dos eventos que são apenas
coincidências extremas. Mesmo o psicólogo observou Carl Jung propôs uma teoria
da sincronicidade que mantinha que "tais coincidências são obra de alguma
força desconhecida tentando impor a ordem sobre os acontecimentos do
mundo" (p. 96). De fato, notamos essas coincidências e ignorar as
inumeráveis vezes em que tal coincidência ocorre: um fenômeno conhecido como
"seletiva percepção" (p. 97). A superstição é a forma mais extrema de
encontrar significado em coincidência. Aqueles que são supersticiosos costumam
perceber alguma coincidência, como um grande sucesso ou falha na esteira de
alguma ação, não importa o quão independentes. Eles, então, repetir a ação
acreditando que sua repetição trará os mesmos resultados que eles viram na
coincidência anterior de eventos. Skinner e outros afirmam que supersticioso
comportamento resulta de o mesmo tipo de "condicionamento operante"
que vemos entre animais que realizam ações estranhas quando recebem comida
inesperadamente, eles formam uma "crença" condicionada que seu
comportamento corporal traz a recompensa e procuram duplicar a recompensa pelo
comportamento.
Capítulo 5: ver coisas que não existem
Nossas percepções são
muitas vezes guiados por nossas expectativas. De fato, "a investigação tem
descobriu que dois fatores influenciam significativamente o modo como
percebemos o mundo, vemos o que podemos esperar para ver e nós vemos o que
queremos ver" (p. 102). Este desejo de veja o que esperamos resultados em
ilusões perceptivas e avaliativas. Por exemplo, muitas pessoas relatam que a
luz em um quarto piscou quando eles foram informados de que seria, embora isso
não aconteceu (pág. 103 ). Mesmo árbitros de futebol profissional foi mostrado
chamar mais sanções contra equipes que vestem de preto do que outras
equipes (p. 105) por causa da conexão
que alguns fazem entre "a cor preta e do mal." Mesmo as equipes que
mudaram as cores do preto ao azul no meio da temporada foram penalizados mais,
enquanto vestindo preto! Essa tendência de fazer associações amplas baseadas em
avaliações limitadas é conhecida como o "efeito halo" (p. 104). É
comum supor que as pessoas atraentes são mais felizes, por exemplo, e que eles
são melhores trabalhadores. E nós ainda julgar o qualidade do trabalho com base
no desempenho passado, como podemos ver no exemplo do famoso autor Jerzy
Kosinski, cujo romance foi aceito e elogiado quando seu nome foi ligado a ele e
rejeitado (mesmo pelo editor original) quando seu nome foi removido dele e
reapresentado. Também atribuímos qualidades mais positivas para nós mesmos (p.
109), (a tendência que muitas vezes é chamado de Efeito Wobegon Lake). "A
grande maioria de nós pensa que somos mais inteligente, mais imparcial e menos
preconceituosa do que a média das pessoas." Isto é verdade para todas as
esferas da vida de estudantes a taxistas. Além disso, estendemos essas
qualidades positivas para aqueles com os quais nos sentimos afinidade, como o
nosso preferido candidatos políticos (p. 106). Mas nós não apenas nos enganamos
no julgamento de traços de personalidade: podemos muitas vezes criar percepções
visuais que simplesmente não existem. Um "fenômeno humano comum
perceptual, chamada pareidolia" (p. 109) descreve a tendência de ver
imagens em "estímulos ambíguos." Por exemplo, as pessoas podem
facilmente ver o rosto de Satanás em uma nuvem negra que emana do World Trade
Center antes de seu colapso em 9/11, e milhares de pessoas veem a imagem da
Virgem Maria em coisas cotidianas como sorvete com manchas, manchas escuras
sobre tortilhas queimadas, sinais da estrada, e pontos de ferrugem (p. 107).
Dada esta tendência de ilusão perceptiva voluntária, não é surpreendente que as
alucinações são comuns. De fato, "cerca de 10 a 25% de pessoas normais já
experimentaram pelo menos uma alucinação vívida em suas vidas" (p. 110).
Essas alucinações parecem reais, mas na verdade são simplesmente internas do
cérebro funcionamento. De fato, "há circuitos no cérebro que estão
envolvidas com os religião e outras experiências sobrenaturais, que podem ser
ativados por estímulos externos ou ataques" (p. 110). Essas alucinações
podem ser causadas por uma condição permanente conhecida como síndrome de Charles Bonnet.
Estes incríveis e debilitantes resultados em pessoas vendo "policiais em
miniatura" ou "dragões, anjos resplandecentes, animais de circo e
elfos" (p. 114). Um homem ainda experimentou a metade superior de seu
visual campo como normal, e a metade inferior como sendo alucinado. Nem todas
as alucinações emanam de neurologia com defeito: alguns vêm de um fenômeno
social chamado de "histeria em massa". Histeria em massa que acontece
quando relatórios individuais alguma experiência aterrorizante e outros que
aprendem dele relatar o mesma. Por exemplo, quando uma mulher relatou que um
homem entrou em seu alojamento a noite e baseados nela, 29 pessoas relataram a
mesma coisa acontecendo, enquanto o polícia apareceu nenhuma evidência para
corroborar as histórias (p. 112). Casos como essas culturas cruz, de
avistamentos de criaturas tipo Pé Grande a relatos de público arrasadores.
"Dadas as nossas percepções equivocadas, não podemos sempre confiar que os
nossos sentidos estão dando nos uma leitura precisa da realidade, que é a
principal razão por que não podemos confiar em evidência anedótica ao avaliar a
veracidade de uma afirmação" (p. 117). Devemos, em verdade, aceitar
explicações que não necessitam de usar a nossa imaginação ou os que coincidem
com o nosso forte desejo de confirmar nossas crenças pré-existentes.
Capítulo 6: Vendo As associações que não estão lá
"Estudos demonstram
que, se pensarmos duas variáveis estão relacionadas, vamos muitas vezes ver uma ligação, independentemente
das provas. Isto é o que é conhecido como ilusória correlação - vemos
associações que na verdade, não existem" (p. 125). Enquanto indivíduos são
culpados de encontrar essas associações na vida cotidiana, indústrias inteiras
profissionais de formação são tão bem. Por exemplo, os analistas técnicos
ganhar a vida prever os movimentos de ações com base em padrões percebidos em
gráficos que, de fato, não existem. De fato, "mapeamento tem sido mostrado
para ser inúteis" (pág. 122). Psicologia é igualmente culpado: por meio de
testes, como o Rorschach e os testes Draw- a- pessoa, psicólogos, psiquiatras e
terapeutas tirar conclusões sobre as condições dos pacientes apesar do facto de
que os testes nunca correlacionado com todas as condições conhecidas. Estudos
indicam que " terapeutas estão vendo associações entre as respostas e
doenças ou traços de personalidade, porque eles esperam para vê-los, não porque
existir "(p. 125). Talvez o melhor exemplo de encontrar associações
inexistentes vem de grafologia. Um total de " 85 por cento das maiores
empresas da Europa " ter usado a grafologia em avaliações de pessoal,
apesar do fato de que " a investigação tem demonstraram que a grafologia é
completamente inútil "(p. 126). Estas tendências erradas pode ser
superado, tendo em conta " Informações negativas. " Por exemplo, os
estudos que procuraram estabelecer uma correlação entre o consumo de açúcar e
hiperatividade em crianças descobriu que cinco das seis crianças demonstraram
comportamento hiperativo depois de comer açúcar. esta alta percentual levou os
pesquisadores a concluir que o consumo de açúcar provocou hiperatividade. Na
verdade, mais pesquisas indicaram que cinco dos seis filhos que fazer Não coma
açúcar mostraram comportamento hiperativo (p. 127). Esta tendência para evitar
as lições de informações negativas pode levar a mais erros, como a celebração
de uma causa de uma correlação. Por exemplo, um estudo encontrou uma correlação
entre o aluno autoestima e sucesso. Educadores imediatamente assumiu que a autoestima positiva causada sucesso e programas destinados a aumentar a
estima, na esperança de melhorar a realização (p. 129). No entanto, é
igualmente provável que a alta realização leva a autoestima elevada, fazendo
com que o ex- inútil conclusão. Um terceiro erro em perceber associações
inexistentes surge de viés de seleção (p. 130). Isso acontece quando os
pesquisadores basear conclusões sobre inadequada estatística populações ou
quando eles se comparam ao contrário de dados estatísticos. Por exemplo, alguns
pesquisadores concluíram que gastar mais dinheiro em educação foi uma má idéia
porque os alunos em Mississippi ( onde a despesa foi baixa ) superou os alunos
em Califórnia (onde a despesa foi alta ) em testes SAT. Na verdade, apenas uma
pequena, selecione por cento da população do ensino médio Mississippi tomou o
SAT, enquanto uma grande porcentagem dos estudantes da Califórnia fez isso (p.
131). Comparando-se o top 4 % dos estudantes de cada estado teria rendido a
conclusões diferentes.
Capítulo 7: Prevendo o imprevisível
Por milhares de anos, as
pessoas têm procurado para prever o futuro, presumivelmente porque prever o
futuro " nos dá uma melhor sensação de controle " (p. 154).
Estratégias para fazê-lo incluem tudo, desde ler entranhas de animais ao
avançado simulações de computador do tempo. E, no entanto, os estudos de
previsão indicam que em quase todas as áreas que preocupam - de nossas vidas pessoais
para o estoque de previsão de mercado continua a ser impossível. Apesar da evidência
de que a previsão é impossível, continuamos usando " Videntes e astrólogos
", tentando prever o mercado de ações, fazendo com que a longo prazo
previsões económicas, previsão do tempo, e profetizando que o social eo futuro
tecnológico será semelhante. "Há mais de dez mil profissionais astrólogos
nos Estados Unidos hoje "(p. 137 ), centenas de milhares de analistas de
investimentos, gestores de carteira de ações e numerosos gurus do mercado,
numerosos analistas econômicos profissionais, e toda uma indústria de tempo meteorologistas.
Nenhuma dessas pessoas tem algum sucesso em fazer previsões de que supera
palpites aleatórios. Videntes e astrólogos sucesso por duas razões: a
credulidade humana e ao ambigüidade de suas previsões. Muitas pessoas, mesmo as
grandes corporações e polícia departamentos de conta que predizer o futuro é
possível. Isso pode ser porque meteorologistas enfatizar as coincidências de
suas previsões corretas e ignorar a sua falhas. Ou, pode ser que as profecias
são suficientemente ambígua para ser convincente, como foi o caso quando 68%
das pessoas entrevistadas achavam que a vaga profetizar por Nostradamus previu
com precisão de 9/11, enquanto que um número quase igual pensei que a mesma
profecia precisamente descrito outro histórico importante eventos, como a
Segunda Guerra Mundial (p. 134-135 ). Os gerentes de investimento, gestores de
fundos e do mercado de ações "gurus" permanecem igualmente
convincente para o público, apesar dos resultados claramente inadequados.
estudos indicam que os analistas de ações suceder à taxa que pura aleatoriedade
poderia prever. Especialista Burton Malkiel, que estuda as previsões de
mercado, afirma que " os poucos exemplos de desempenho consistentemente
superior não ocorreram com maior freqüência do que Pode-se esperar por acaso
"(p. 142). William Sherden, em seu livro The Fortune Vendedores conclui o
mesmo: os gestores de investimentos bem sucedidos em taxas que poderiam ser
acompanhado por previsão aleatória. O mesmo é verdadeiro de analistas
econômicos, como podemos ver a partir de estudos que concluem que " os
economistas não podem sequer prever os principais pontos de viragem na nossa
economia "(p. 148). De fato, " quarenta e seis de quarenta e oito
previsões não prever o nosso eventos, incluindo recessões e períodos de
crescimento enorme. Talvez em um esforço para superar suas falhas, os
meteorologistas têm desenvolvido computador altamente complexo simulação e
modelagem de software. Infelizmente, estes modelos, apesar de sua complexidade,
não pode superar modelos simplificados ( p, 149). Pura e simplesmente, " o
problema com macro [ econômico ] previsão é que ninguém pode fazê-lo "(p.
149). Os seres humanos, é claro, são igualmente investido na previsão social,
que deixa como mal como previsão econômica faz ( p. 153). Exemplos não faltam:
tecnológica desenvolvimentos que inesperadamente melhorou de vida, produtos de
consumo, que pareciam dirigiu-se para a glória e terminou em desastre, e
previsões catastróficas que apareceram preciso de todos os sinais, mas que agora
seria ridicularizado. A resposta pode muito bem ser a desistir de tentar prever
o futuro estado de altamente sistemas complexos como a economia, a política
global, e que o tempo, porque " o Quanto mais cedo percebemos que muitas
coisas em nosso ambiente são essencialmente imprevisível, quanto mais cedo nós
vamos ser capazes de tomar decisões mais informadas sobre o que acreditam e
como usar os nossos recursos "(p. 154).
Capítulo 8: Buscando Confirmar
Exemplos de
"tendência natural para confirmar" dos seres humanos são abundantes:
o almirante Kimmel e Pearl Harbor, os julgamentos sobre debates presidenciais,
crentes em ESP, e Interpretação do presidente Bush de provas antes da guerra no
Iraque (p. 155). Numerosos estudos indicam que essas notícias sobre eventos de
alto perfil não são extremas exemplos de julgamento e desastrosas pobres
resultados: eles tipificam a tendência humana a aceitar " pelo valor de
face " que a informação que está de acordo com nossa crença e rejeitar que
discorda (p. 156). Na verdade, as pessoas não medem esforços para justificar a
crença continuada em face de evidências contraditórias. Isto porque a maioria
das nossas crenças não vêm de "A evidência empírica ou raciocínio lógico.
" Em vez disso, estamos muito influenciado por um número de problemas
emocionais, tais como as influências familiares, " a pressão dos colegas,
educação, e experiência de vida "(p. 157). O resultado é que as pessoas se
enganam de forma consistente buscando confirmação e descontando evidência contrária:
os alunos pensam testes são justo quando eles realizam bem e que eles não são
justas quando não o fazem ; professores acha que " os sucessos dos alunos
são devido a suas habilidades de ensino ", enquanto a falta de motivação
explica seus fracassos ; jogadores atribuem suas vitórias a habilidade e sua
prejuízos à má sorte (p. 158). Além disso, nossa propensão cognitiva para
confirmação é tão forte que "nós confirmar mesmo se não temos uma crença
prévia ou explicação ", simplesmente a formação de um hipótese em nosso
próprio país é um incentivo suficiente para nos inspirar a defendê-la. Por
exemplo, estudos mostram que os examinadores de polígrafo especialistas irá
confirmar a culpa se disse que alguém é suspeito de ser culpado (p. 161). Essa
tendência se espalha para assuntos importantes como resultados do júri: os
jurados vão entregar as sanções mais duras quando lhe pediram para considerar
crimes piores primeiro e penalidades menores quando solicitado a considerar
menor crimes primeira (p. 161). Esta necessidade de estar certo está tão
profundamente enraizada na natureza humana que as pessoas preferem respostas
"sim" para "não" respostas, mesmo que as respostas a
fornecer mesma informação (p. 165). A melhor maneira de superar a tendência natural
para o viés de confirmação é desenvolver estratégias conscientemente
desconfirmação. Isto não é uma tarefa fácil, uma vez que ver a partir do fato
de que 70 % das pessoas que são orientados a procurar desconfirmação ignorar o
conselhos e continuar a procurar confirmação. De fato, 80% dos formados "
matemática psicólogos "não pode resolver problemas simples que requerem
desconfirmação, contando em vez disso, confirmando estratégias para resolver
problemas que só podem ser resolvidos através de desconfirmação (p. 164). Simplificando
", para determinar se uma hipótese passível verdade, devemos tentar provar
falsa "(p. 163).
Capítulo 9: Como nós simplificamos
Porque quase todas as
decisões racionais exigem enormes quantidades de informações, os seres humanos
recorrem a atalhos mentais chamados heurísticas para tomar decisões. Esses
atalhos mentais são frequentemente útil na prestação de respostas adequadas, no
entanto, porque eles são atalhos, eles também podem nos levar ao erro. Por
exemplo, as pessoas costumam tipos de personalidade associados com profissões
ou pensar que as causas se assemelham efeitos. Existem várias razões para esses
erros generalizados. Em primeiro lugar, mesmo profissionais "ignorar as
taxas básicas". (Isto significa que, quando a determinação do possibilidade
de um evento, que não levam em consideração a probabilidade de que o evento
dentro de uma população global ). Em segundo lugar, nós comumente desconsiderar
"regressão à quer dizer", o que significa a tendência para sistemas
estocásticos para retornar à sua média ao longo do tempo, em vez de continuar
em algum extremo temporária. Em terceiro lugar, nós ignoramos tamanho da
amostra, o que significa que nós não consideramos que um pequeno número de
casos de resultados probabilísticos resultar mais frequentemente em grandes
variações da norma. Em quarto lugar, que muitas vezes são vítimas da falácia da
conjunção: a crença equivocada de que a probabilidade de dois eventos é maior
do que a probabilidade de um. Isto implica que, ao adicionar detalhe para as nossas
previsões, a probabilidade de sua correção diminui. Em quinto lugar, tendem a
estereótipo: a atribuir características de indivíduos com base em suposta as
características de um grupo. Na verdade, a variação no grupo é normalmente
distribuído para quase todos os grupos grandes. Em sexto lugar, muitas vezes
usamos " a disponibilidade heurística " para chegar conclusões:
" quando se utiliza esta heurística, a frequência estimada ou
probabilidade de um evento é julgada pela facilidade com que eventos similares
pode ser trazido à mente "(p. 176 ). Os meios de comunicação são muitas
vezes cúmplice enfatizando o inusitado, disponibilizando imagens e histórias
que são atípicos, mas que as pessoas vêm para pensar em como comum. Finalmente,
nossas estimativas são influenciados por " ancoragem e ajuste " (p.
180 ), que descreve a nossa tendência de fazer estimativas mais perto de algum
ponto arbitrário simplesmente porque alguém sugere que ponto para começar, não
importa o quão irrelevante é.
Capítulo 10: Enquadramento e outros senões na decisão
As decisões são muitas
vezes influenciadas por coisas que não estão relacionados com a decisão em si,
como a língua em que a questão é apresentada. Por exemplo, pessoas vão escolher
uma opção colocada em uma linguagem positiva e rejeitar um em negativo língua,
mesmo que os resultados são idênticos. Isto pode estar enraizada em nosso forte
aversão a perda ( p " aversão à perda ". 186), o que os sociólogos
juiz pela nossa vontade de aceitar pequenos ganhos e os sacrifícios, por vezes
extremas que fazemos para evitar a perda. Este, por sua vez, está relacionada
com um " fenómeno conhecido como a dotação efeito ", que descreve a
nossa tendência a supervalorizar o que já possuímos (p. 186). Também tendem a
manter contas mentais (p. 187 ) de dinheiro, o que nos leva gastar o dinheiro
rapidamente que eu venho fácil e subestimam o custo de crédito ( p. 189).
Alguns de nossos mais graves erros mentais envolvem excesso de confiança e
intuição (que provavelmente está relacionado ao excesso de confiança ). "A
pesquisa tem consistentemente demonstrou que estamos excessivamente confiantes
nos julgamentos que fazemos "(p. 193). isto é verdade para as pessoas
comuns, bem como de " médicos, advogados, analistas de segurança, e
engenheiros "(p. 193 ) e estudantes de pós-graduação. Na verdade, não é
" pouca ou nenhuma relação entre a nossa confiança e precisão "(p.
194). Isso tem sido, infelizmente, comprovada a ser verdade mesmo de médicos
que " diagnosticar danos cerebrais... câncer ou pneumonia " (p. 194).
Esta tendência para o excesso de confiança só pode, provavelmente, ser
combatida por alternativas, considerando que poucas pessoas fazem. Este excesso
de confiança é talvez o mais evidente em nossos julgamentos intuitivos. nós
fazer previsões com base em entrevistas e experiência pessoal, embora usando
estatísticas é muito mais eficaz na tomada de decisões e previsões. estudos de
admissões da faculdade e processos de liberdade condicional da prisão
revelaram, por exemplo, que medidas estatísticas simples são muito melhor do
que em fazer julgamentos pessoais previsões sobre o aluno e parolee sucesso,
mesmo quando esses julgamentos são feito por pessoas altamente experientes. De
fato, em todas as questões do comportamento humano, diretrizes estatísticos
simples são muito melhores do que as avaliações individuais (p. 200 ).
Capítulo 11: Memórias defeituosas
A maioria das pessoas tem
a impressão de que a memória humana funciona como computador memória: tudo é
gravado em algum lugar e de recolhimento é simplesmente uma questão de
"Encontrar " a memória (p. 202). Na verdade, a memória não é quase
que preciso. Em vez disso, memória é mais como uma reconstrução: uma mistura do
que aconteceu, do que é acontecendo, e as expectativas sobre o que deve
acontecer sob determinadas condições. Estas expectativas podem ser
influenciadas pelas nossas expectativas pessoais, atual experiências e
solicitações de outros (como as sugestões e as principais questões). Os casos
mais chocantes de falsas memórias vêm de casos de "recuperado memória"
em que as pessoas " lembrar " detalhes de abuso passado sob a
influência de hipnose e questionamento psicológico. Estes, muitas vezes
acontecem quando os psicólogos se convencido de que um paciente reprime uma
memória ruim, porque o trauma emocional foi intenso (p. 205). Apesar do facto
de os investigadores provaram que falsas memórias podem ser facilmente induzida
(mesmo de crimes hediondos ), muitos continuam acreditando na veracidade das
memórias recuperadas. Algumas pessoas ainda estão na prisão por causa de falsas
memórias inspiradas em interrogatório psicológico que leva a respostas desejadas.
Mas mesmo aqueles que não estão sujeitos a perguntas direcionadas sob tentando
circunstâncias psicológicas pode criar " inteiramente falsas
memórias" através de simples questionamentos e solicitações para se
lembrar (p. 208). Memórias podem ser ainda mais manipulado por palavras simples,
como no caso de pessoas que "lembrado" detalhes mais violentas sobre
um acidente de carro, quando questionado sobre os carros que " caiu"
do que aqueles que foram questionados sobre os mesmos carros que "
batido" (p. 209 ). Apesar de nossa confiança no que vemos, nossos olhos
muitas vezes pode nos enganar. Numerosos estudos de testemunhas oculares
revelam repetidas discrepâncias entre o que as pessoas afirmam ter visto eo que
eles realmente viram. Parte do problema decorre do fato de que nossas mentes
naturalmente formarem imagens generalizadas de rostos em um impressionista em
vez de uma forma precisa (p. 213). Consequentemente, mesmo pessoas que são
extremamente confiantes de que eles viram uma determinada pessoa fazer um ato
específico em um momento preciso muitas vezes são mal enganados. O problema com
este mal-entendido é que os tribunais e júris tomarem depoimentos de
testemunhas oculares muito a sério, como vemos o estudo que mostrou que um
único testemunho ocular aumentou a taxa de convicção de 18% a 72 %, num caso em
que todas as outras informações eram idênticas (p. 212). Obviamente, as
oportunidades de memórias defeituosas a surgir são numerosas, ainda que
raramente estejam dispostos a aceitar que as nossas memórias errar.
Capítulo 12: A influência de outros
Décadas atrás, o
psicólogo Stanley Milgram demonstrou o poder das figuras de autoridade em seus
experimentos que mostraram que as pessoas iriam obedecer à autoridade mesmo
quando isso significava infligir dor a outras pessoas. Numerosos estudos
subsequentes têm corroborado seus resultados, indicando que “as nossas crenças
e ações podem ser significativamente influenciado por figuras de
autoridade" (p. 218). Mas também pode ser influenciado pelos seus pares ou
estranhos: a pesquisa indica que as pessoas "podem fazer julgamentos
errados, mesmo para tarefas óbvias, só porque os outros fazem o mesmo
juízo" ( p. 220). Em particular, se nos encontramos de tomar uma decisão
em um grupo que apresenta unanimidade, temos uma forte tendência a seguir a
opinião do grupo, não importa a quão obviamente errada que é. Esse tipo de
pensamento ganhou seu próprio título: o pensamento de grupo. Mas o pensamento
das pessoas é influenciado não apenas quando eles estão realmente em grupos. Por
exemplo, as pessoas comumente fogem da responsabilidade, se eles acham que há
alguém que pode fazer o trabalho exigido, por exemplo, quando muitas pessoas
fazem não chamar a polícia quando um crime está sendo cometido, porque eles
pensam que os outros fazem (p. 222). Da mesma forma, eles não vão colocar
diante de seu melhor esforço quando sabem que irá julgá-los e vai aumentar seus
esforços e atenção ao detalhe quando o fazem não sei quem vai julgar o seu
trabalho.
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