Vocês já leram a PEC da morte?
Eu li e faço aqui algumas considerações sobre alguns artigos que me atingem, sem ser um profissional do ramo, só um prejudicado a mais. Posso imaginar outros artigos que atinjam outras pessoas e estender isso ao universo do povo brasileiro e perceber o quanto é nocivo para nós essa PEC. Penso que em um mundo de gente cada vez mais velha deva-se estudar uma forma de adequar receitas e despesas do sistema previdenciário para que o Estado não colapse, mas tem que ser muito bem estudado. Não me parece que com tão pouco tempo de casa esse governo o tenha tido para fazê-lo. Me parece ser a toque de caixa para arrumar uma saída para seus próprios problemas, mais do que arrumar a casa de todos os cidadãos que vivem sob seu arresto.
Vamos ao artigo 201 - § 7º-B:
"- O valor da aposentadoria corresponderá a 51% (cinquenta e um por cento) da média dos salários de contribuição e das remunerações utilizadas como base para as contribuições do segurado aos regimes de previdência de que tratam os arts. 40 e 42 acrescidos de 1 (um) ponto percentual para cada ano de contribuição considerado na concessão da aposentadoria, até o limite de 100% (cem por cento), respeitado o limite máximo do salário de contribuição do regime geral de previdência social, nos termos da lei."
O que significa isso? Que se nos formarmos na faculdade (é o que se pretende de um jovem no futuro melhor que propoem, ou não?) com 21 anos e começarmos a trabalhar imediatamente teremos que colecionar ao longo da vida aqueles 1 (um) ponto percentual para cada ano de contribuição durante 49 anos para junto com os outros 51 e termos os 100% da aposentadoria no fim no nosso aniversário de 70 anos. Aos 70 anos você começa a desfrutar de todo o seu benefício de aposentado com seu cônjuge, aquela algazarra na vida tão sonhada por todos.
Mas, suponhamos que você não viva muitos anos mais. Isso não irá acontecer porque estamos falando de highlanders brasileiros que não sucumbem a qualquer idadezinha.
Porém, vai que aconteça e aí vem outro artigo 201 - § 16:
"- Na concessão do benefício de pensão por morte, cujo valor será equivalente a uma cota familiar de 50% (cinquenta por cento), acrescida de cotas individuais de 10 (dez) pontos percentuais por dependente, até o limite de 100% (cem por cento) do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito, observado o disposto nos §§ 7º-B e 7º-C, não será aplicável o disposto no § 2º deste artigo e será observado o seguinte: ..."
Tradução: seu cônjuge vai ficar com todos os 50% do que você recebia, isso se na hora da morte for seu dependente, que não recolhe e não trabalha, porque ele, cônjuge, não precisaria trabalhar com a fortuna de aposentadoria que você recebia, convenhamos. Ah, tem mais! O acréscimo dos 10 (dez) pontos percentuais por dependente, também, se você for além de highlander um X-man para ter dependentes aos 70 anos. Assim, com metade do ganho, seu conjuge vai poder desfrutar tranquilo seus últimos anos, porque não terá a sua parte dos gastos na farra dessa vida.
E finalizando, nas justificativas do projeto, no título Introdução e questões demográficas nosso ministro Henrique de Campos Meirelles escreve:
"...
4.
Em perspectiva, é importante registrar que a expectativa de sobrevida da população com 65 anos, que era de 12 anos em 1980, aumentou para 18,4 anos em 2015. Nesse sentido, a idade mínima de aposentadoria no Brasil já deveria ter sido atualizada.
..."
Por que 65 anos? Sim, aos 65 anos aumentou, como em todas as faixas etárias, mas se eu chegar lá. Porque eu teria que começar a recolher aos 16 anos para decorrer 49 e chegar aos 65 anos aposentado com 100%. Aos 16 a expectativa de vida é de mais 61, totalizando 77 anos e não 65 + 18,4 = 83,4 anos com ele nos induz a pensar. Se eu não começo cedo eu não termino cedo, certo? A menos que ele queira que eu me aposente antes, sem os 100%, um pé na cova, como diriam. E quem morre antes, no caminho, não conta nessa história? Preciso recolher 49 anos para receber 12, essa é a conta, se começar aos 16 anos.
O que ele escreveu não é a justificativa direta para atualização, mas sim uma falácia, para nos induzir ao erro. Pode-se justificar sim a necessidade, mas não dessa forma. Nos remete a aposentar aos 70 e faz as contas do 65, promete resgate até os 83 quando teremos até os 77.
Oras, a nova lei já é ruim o suficiente para nos prejudicar e tirar nossos direitos já adquiridos, não precisa nos fazer de imbecis toda santa vez. É 7x1 que não acaba mais.
aprendendo
01 abril 2017
28 fevereiro 2017
Green Koo
O mundo parece pender novamente para o Dark Side já a algum tempo. Aqui no nosso cantinho sulista parece que piorou muito. Não se pode mais falar que é contra o racismo, homofobia, misoginia, xenofobia e outros preconceitos hediondos que passa a ser considerado de esquerda e PTista. Obviamente, para qualquer animal que raciocine, não se pode encarar esse modo de pensar uma coisa lógica ou racional, no entanto a cegueira é tamanha que não parece ter remédio. Virou crime inafiançável ser de esquerda e ser de esquerda passou a ser considerado PTista. Torna-se inexoravelmente e imediatamente um ladrão repugnante. Não se consegue mais usar a principal característica humana, a que nos separa de outros animais, que é a capacidade de distinguir, diferenciar, discernir, enfim, pensar, raciocinar. Se bem que não considero isso o nosso forte perante os outros, face a nossa responsabilidade na iminente destruição do planeta, haja vista.
A revista Veja coloca em sua capa um casal de negros, o Oscar premia filme de negros com tema homossexual e pronto: se escancara nas redes sociais todo o ranço, que era antes camuflado, contra a esquerda, a infeliz defensora dos direitos humanos. Como se isso fosse errado e como se fosse coisa de esquerda. Incrível! Sabem o que significa direitos humanos? São os direitos que nós, humanos, temos para nos garantir um nível mínimo de humanidade. Só isso. Se ainda não consegue perceber o que é humanidade, acredito que realmente não pertença a essa raça. Se acha que alguém ser ou pensar diferente de você é coisa estranha, de outra raça, comece a desconfiar que você, talvez, possa ser.
Aqueles seres hipócritas que viviam nas sombras aproveitaram de oportunidade que se apresentou e saíram de suas grotas, revelando-se. Agora xingam, protestam, agridem, reprimem e fazem todas aquelas coisas que sabemos que os inquisidores totalitários gostam de fazer. Eu queria mesmo é que voltassem para lá e continuassem a fingir ser o que não são, já que revelados, mergulhados em sua hipocrisia sem machucar ninguém moralmente ou até fisicamente. Vamos ter que esperar um novo ciclo para a volta do pêndulo. Um pêndulo que parece desequilibrado, demora mais do lado direito que do esquerdo. Há quem prefira viver o lado negro de novo e parece que é modinha novamente.
Paciência. Vamos rir com o cu verde na TV enquanto isso.
A revista Veja coloca em sua capa um casal de negros, o Oscar premia filme de negros com tema homossexual e pronto: se escancara nas redes sociais todo o ranço, que era antes camuflado, contra a esquerda, a infeliz defensora dos direitos humanos. Como se isso fosse errado e como se fosse coisa de esquerda. Incrível! Sabem o que significa direitos humanos? São os direitos que nós, humanos, temos para nos garantir um nível mínimo de humanidade. Só isso. Se ainda não consegue perceber o que é humanidade, acredito que realmente não pertença a essa raça. Se acha que alguém ser ou pensar diferente de você é coisa estranha, de outra raça, comece a desconfiar que você, talvez, possa ser.
Aqueles seres hipócritas que viviam nas sombras aproveitaram de oportunidade que se apresentou e saíram de suas grotas, revelando-se. Agora xingam, protestam, agridem, reprimem e fazem todas aquelas coisas que sabemos que os inquisidores totalitários gostam de fazer. Eu queria mesmo é que voltassem para lá e continuassem a fingir ser o que não são, já que revelados, mergulhados em sua hipocrisia sem machucar ninguém moralmente ou até fisicamente. Vamos ter que esperar um novo ciclo para a volta do pêndulo. Um pêndulo que parece desequilibrado, demora mais do lado direito que do esquerdo. Há quem prefira viver o lado negro de novo e parece que é modinha novamente.
Paciência. Vamos rir com o cu verde na TV enquanto isso.
Voto duplo: uma melhor opção.
Começo aqui uma campanha para a mudança na forma de votar para cargos eletivos em todas as instâncias governamentais: VOTO DUPLO.
Método:
Quando votar, em todas as eleições para todos os cargos, votar em dois candidatos preferidos ao cargo pleiteado. Ex.: dois presidentes, dois deputados, dois prefeitos, dois vereadores, etc.. Não se excluir a possibilidade do voto em branco ou nulo no segundo candidato.
Benefícios:
1) O candidato eleito seria o de consenso sempre. O eleitor poderia ter o segundo em preferência para escolher caso o primeiro não seja o escolhido pela maioria. Assim sempre o candidato que teria a maioria seria passado pelo crivo das preferências opcionais do povo;
2) O candidato teria que voltar sua campanha para mostrar que é a melhor opção e não que outro é pior, pois se o fizesse haveria sempre um outro ainda. Gastaria verba e tempo ineficientemente pois teria que atirar em todos os outros, pois todos passariam a ser o adversário opcional, não somente o segundo. As campanhas voltariam seus objetivos a destacar o melhor e não o pior;
3) Economia enorme financeira / logística / temporal: evitar-se-ia gastos de todos os modos com o segundo turno nas grandes cidades, governadores e ou presidentes;
4) O eleitor não poderia alegar que o candidato eleito não foi o que ele escolhera, ou que foi a oposição que o fizera. Acabaria o voto "útil", pois poderia votar naquele que não votaria para que o primeiro colocado em pesquisas não se elegesse. Acabaria a distorção do candidato sem chances. Seria legitimado pela maioria do "segundo" voto.
5) Aplicação fácil na contagem dos votos. Com formação de ensino médio se conseguiria fazer todas as contas, e muito facilmente alterar os programas computacionais;
6) Fim dos Quocientes Eleitorais e Partidários. Não se justificaria mais, no caso dos cargos legislativos, pois a força dos partidos estariam nos dois votos. Eliminam-se os cálculos mais complicados para o eleitorado. Quem for mais votado assume, não entrariam as aberrações sem voto, pois teriam a chance da segunda opção para fazê-lo.
Riscos:
No caso de candidatos opcionais serem considerado por algum critério "muito fracos", e serem escolhido como segunda opção aos outros fortemente preferidos, poderiam ser eleitos com a minoria da preferência direta. Mesmo assim o eleitor sempre teria a opção do voto branco ou nulo para não escolhê-lo, caso não o considerasse absolutamente uma opção desejada.
Conclusão:
Não imagino argumento contrário suficientemente forte para não aplicação do sistema a não ser a própria inércia do sistema atual. A simplicidade do método e o objetivo claro não deixa dúvidas aparente quanto a ser democraticamente mais equilibrado que o atual.
Método:
Quando votar, em todas as eleições para todos os cargos, votar em dois candidatos preferidos ao cargo pleiteado. Ex.: dois presidentes, dois deputados, dois prefeitos, dois vereadores, etc.. Não se excluir a possibilidade do voto em branco ou nulo no segundo candidato.
Benefícios:
1) O candidato eleito seria o de consenso sempre. O eleitor poderia ter o segundo em preferência para escolher caso o primeiro não seja o escolhido pela maioria. Assim sempre o candidato que teria a maioria seria passado pelo crivo das preferências opcionais do povo;
2) O candidato teria que voltar sua campanha para mostrar que é a melhor opção e não que outro é pior, pois se o fizesse haveria sempre um outro ainda. Gastaria verba e tempo ineficientemente pois teria que atirar em todos os outros, pois todos passariam a ser o adversário opcional, não somente o segundo. As campanhas voltariam seus objetivos a destacar o melhor e não o pior;
3) Economia enorme financeira / logística / temporal: evitar-se-ia gastos de todos os modos com o segundo turno nas grandes cidades, governadores e ou presidentes;
4) O eleitor não poderia alegar que o candidato eleito não foi o que ele escolhera, ou que foi a oposição que o fizera. Acabaria o voto "útil", pois poderia votar naquele que não votaria para que o primeiro colocado em pesquisas não se elegesse. Acabaria a distorção do candidato sem chances. Seria legitimado pela maioria do "segundo" voto.
5) Aplicação fácil na contagem dos votos. Com formação de ensino médio se conseguiria fazer todas as contas, e muito facilmente alterar os programas computacionais;
6) Fim dos Quocientes Eleitorais e Partidários. Não se justificaria mais, no caso dos cargos legislativos, pois a força dos partidos estariam nos dois votos. Eliminam-se os cálculos mais complicados para o eleitorado. Quem for mais votado assume, não entrariam as aberrações sem voto, pois teriam a chance da segunda opção para fazê-lo.
Riscos:
No caso de candidatos opcionais serem considerado por algum critério "muito fracos", e serem escolhido como segunda opção aos outros fortemente preferidos, poderiam ser eleitos com a minoria da preferência direta. Mesmo assim o eleitor sempre teria a opção do voto branco ou nulo para não escolhê-lo, caso não o considerasse absolutamente uma opção desejada.
Conclusão:
Não imagino argumento contrário suficientemente forte para não aplicação do sistema a não ser a própria inércia do sistema atual. A simplicidade do método e o objetivo claro não deixa dúvidas aparente quanto a ser democraticamente mais equilibrado que o atual.
24 setembro 2016
Candidatos que pulam pra outro galho.
Tive a curiosidade, como sempre, de buscar no sítio da internet do TSE as informações sobre os candidatos aos cargos eletivos em Jaú. E como de outras vezes fui procurar pelo em ovo, como diriam os mais próximos. Não sossego. Enfim...
Dos candidatos a vereador (268) que haviam na lista do TSE, 182 se registraram em 61 tipos de ocupações listadas possíveis, mas 86 deles marcaram a ocupação como "outras". Sempre me pergunto que ocupações são essas que não estão naquelas 61. E olha que tentei imaginar várias delas, mas estão lá nas 61. Talvez se tivessem as opções "desocupado" ou "nenhuma" eliminaria boa parte desses "outras". Bom, o cara deve saber explicar no que se ocupa, mas por vias das dúvidas quer trocar essas "outras" por vereador. Ganha bem pra c...
No que se refere as distorções de representatividade adivinha se não se confirmam as óbvias: 80% são brancos e 68% homens. Não há como negar que vão legislar com o peso desses atributos entortando mais ainda essa sociedade já troncha de desigualdade. Casados são 57%, solteiros 30% e outros 13%.
Quanto à formação escolar segue uma tabela que fiz:
Acho até que o espectro da coluna total não é tão ruim.
Entretanto, o que me sufoca é a tabela abaixo.
Dos candidatos a vereador (268) que haviam na lista do TSE, 182 se registraram em 61 tipos de ocupações listadas possíveis, mas 86 deles marcaram a ocupação como "outras". Sempre me pergunto que ocupações são essas que não estão naquelas 61. E olha que tentei imaginar várias delas, mas estão lá nas 61. Talvez se tivessem as opções "desocupado" ou "nenhuma" eliminaria boa parte desses "outras". Bom, o cara deve saber explicar no que se ocupa, mas por vias das dúvidas quer trocar essas "outras" por vereador. Ganha bem pra c...
No que se refere as distorções de representatividade adivinha se não se confirmam as óbvias: 80% são brancos e 68% homens. Não há como negar que vão legislar com o peso desses atributos entortando mais ainda essa sociedade já troncha de desigualdade. Casados são 57%, solteiros 30% e outros 13%.
Quanto à formação escolar segue uma tabela que fiz:
![]() |
| FORMAÇÃO POR PARTIDO |
A coluna de ponderação calculei da maneira que o peso de cada coluna à direita é a soma dos pesos das duas anteriores à esquerda (Fibonacci) e a ordem descendente das linhas é por quantidade de candidatos por partido. Essa ponderação não relativiza partido contra partido, a quantidade de candidatos por partido difere muito, mas considera dentro de cada um sua formação acadêmica. Analisem com suas idiossincrasias, tão em moda no país que nos encontramos, imponderadamente dividido nas suas próprias.
Entretanto, o que me sufoca é a tabela abaixo.
Dos 17 vereadores candidatos à reeleição 10 trocaram de partido, inclusive o candidato a prefeito!!! Praticamente 60% deles. O que isso significa?
Responderei a mim mesmo como prática de meditação a respeito de ir até uma urna (lixo) e votar (será que vou?) num camarada. É só um exercício de pensar sobre.
Significa, penso, que partidos que aceitam isso e candidatos que pulam de galho em galho não tem ideologia. Acho até que nem sabem o que é ideologia, pois se soubessem não fariam isso. Não têm programa de governo, ou se têm, nem fazem ideia do que isso representa e, pior, não seguem. Ou é tão amplo que pode-se fazer qualquer negócio. Acho que nem leem o tal programa, se é que funcionalmente saberiam seguir e interpretar o que está escrito nesses programas. Tenho dúvida, não afirmaria isso. Não têm noção do que o partido propõe como grupo político. Cada um faz o que lhe dá na telha. O único compromisso aparente é com a cobiça pelo cargo e pelo salário. Tanto que não desistem de seus aumentos e valores muito acima do que a iniciativa privada pagaria para tamanha ineficiência dos serviços que prestam.
Agora mudam de partido porque os seus anteriores se comprometeram com uma imagem que no momento não lhes convém ou beneficia para o pleito, é isso? Largam os galhos totalmente embosteados com a caca que fizeram e vazam. Tivesse um outro partido se dado bem, correriam feito um bando de macacos para o outro galho. Uma imensa vergonha, coisa que não têm o menor comprometimento com nada para fazer o que fazem. E justificam da forma que lhe vier à cabeça no momento em que são questionados. De uma simples resposta medíocre à mais estapafúrdia colocação ilógica e ideológica. Uma verdadeira salada de frutas podres. Se na próxima eleição os membros dos partidos para onde debandaram se comprometerem com alguma falcatrua, ou seja, eles próprios, arrumarão outros galhos para novamente pularem. Feito parasitas que sugam o hospedeiro até a morte e depois arrumam outro. Experimente perguntar por que mudaram. Verás que um filho teu foge à luta SIM, igual um veado corre da onça. Falta-lhes escrúpulos, falta-lhes vergonha.
Me pergunto, esses caras agora estão limpos? Pagaram os pecados dos partidos abandonados? Expurgaram suas almas (se é que têm) como se tivessem sido perdoados em uma confissão comunitária para começarem a pecar novamente? Podem ser considerados probos por isso?
Juro que não é pessoal o que escrevo, nem li os nomes dos envolvidos. Nem os conheço pessoalmente, somente fiz um exercício filosófico a respeito dessa debandada. isso é um fenômeno que acontece pelo país todo. Generalizei, mas é óbvio que pode não se aplicar a todos ou a nenhum, mas que me incomoda como eleitor essa atitude, incomoda.
Responderei a mim mesmo como prática de meditação a respeito de ir até uma urna (lixo) e votar (será que vou?) num camarada. É só um exercício de pensar sobre.
Significa, penso, que partidos que aceitam isso e candidatos que pulam de galho em galho não tem ideologia. Acho até que nem sabem o que é ideologia, pois se soubessem não fariam isso. Não têm programa de governo, ou se têm, nem fazem ideia do que isso representa e, pior, não seguem. Ou é tão amplo que pode-se fazer qualquer negócio. Acho que nem leem o tal programa, se é que funcionalmente saberiam seguir e interpretar o que está escrito nesses programas. Tenho dúvida, não afirmaria isso. Não têm noção do que o partido propõe como grupo político. Cada um faz o que lhe dá na telha. O único compromisso aparente é com a cobiça pelo cargo e pelo salário. Tanto que não desistem de seus aumentos e valores muito acima do que a iniciativa privada pagaria para tamanha ineficiência dos serviços que prestam.
Agora mudam de partido porque os seus anteriores se comprometeram com uma imagem que no momento não lhes convém ou beneficia para o pleito, é isso? Largam os galhos totalmente embosteados com a caca que fizeram e vazam. Tivesse um outro partido se dado bem, correriam feito um bando de macacos para o outro galho. Uma imensa vergonha, coisa que não têm o menor comprometimento com nada para fazer o que fazem. E justificam da forma que lhe vier à cabeça no momento em que são questionados. De uma simples resposta medíocre à mais estapafúrdia colocação ilógica e ideológica. Uma verdadeira salada de frutas podres. Se na próxima eleição os membros dos partidos para onde debandaram se comprometerem com alguma falcatrua, ou seja, eles próprios, arrumarão outros galhos para novamente pularem. Feito parasitas que sugam o hospedeiro até a morte e depois arrumam outro. Experimente perguntar por que mudaram. Verás que um filho teu foge à luta SIM, igual um veado corre da onça. Falta-lhes escrúpulos, falta-lhes vergonha.
Me pergunto, esses caras agora estão limpos? Pagaram os pecados dos partidos abandonados? Expurgaram suas almas (se é que têm) como se tivessem sido perdoados em uma confissão comunitária para começarem a pecar novamente? Podem ser considerados probos por isso?
Juro que não é pessoal o que escrevo, nem li os nomes dos envolvidos. Nem os conheço pessoalmente, somente fiz um exercício filosófico a respeito dessa debandada. isso é um fenômeno que acontece pelo país todo. Generalizei, mas é óbvio que pode não se aplicar a todos ou a nenhum, mas que me incomoda como eleitor essa atitude, incomoda.
12 setembro 2016
11 setembro 2016
Dividir e controlar é o que importa.
Temos vivido uma crise institucional que se alastra por toda a sociedade que jamais tivemos tão intensa. E o que a faz assim são as formas de comunicação atuais, famigeradas redes sociais virtuais.
Essa crise interessa muito a grupos que não não são os que se digladiam entre si. Por falta de uma visão mais aberta o povo resolveu atacar a si próprio e dividiu-se para ficar trocando farpas de todo quanto é modo, servindo-se principalmente das redes para isso. Dividem-se famílias, colegas, empresas, instituições, e tudo o que se possa dividir. Procuram-se razões de todos os modos para justificar sua posição contra a do outro. Vê-se e ouve-se de tudo, de coisas extremamente coerentes aos mais exagerados disparates. Enfim dividido está e ponto.
A questão é que essa divisão é virtual e só é se torna real por estímulo de quem interessa em que assim permaneça. A divisão é alimentada por quem quer ficar fora do foco e reinar sem ser incomodado, pelo menos com uma intensidade menor do que deveria ser. Estamos aqui embaixo discutindo coisas já discutidas, plenamente resolvidas e que deveriam ser executadas pelo governo em seus três poderes, no entanto alimentam o povo com futricas sobre tudo isso de novo, e de novo, e de novo até esgotar. Então colocam uma nova questão já resolvida no meio da confusão para que ela cresça. E assim vai.
Chega. É hora de acordar. Somos um povo só. Já sabemos disso. Se estivermos unidos voltamos a nossa vista para quem realmente precisa ser vigiado: os poderes estabelecidos. Queremos a mesma coisa, os dois lados. Se perguntarmos o que as pessoas querem elas dirão a mesma coisa. Por que então estão brigando? Porque estão vendadas, cegas de ódio e paixão estimuladas. Isso não é racional.
O dinheiro é quem manda na parada e assim os caras do dinheiro lhe servem. Políticos, imprensa, bancos e agora os provedores e servidores de internet são seus maiores seguidores. Sempre foram. Rezam nessa cartilha e fazem de tudo para que o povo também o faça. Então não sejamos ingênuos em pensar que seja o acaso é que nos fornece os temas para a divisão do povo. Eles são pensados pelo dinheiro. Não sejamos ingênuos em pensar que realçar nossas diferenças ideológicas para provocar divisão cai do céu.
Ser mais de esquerda ou de direita, assim como optar por um lado pra torcer é coisa pessoal, não coletiva. É questão de preferência, de escolha individual, e isso não é coisa que se discuta. Pode-se tentar justificar seu modo de pensar, mas não impor. Se colocamos nossa paixão em fazer com que o outro prefira a mesma coisa não vai dar certo. E é justamente o que os donos do dinheiro fazem, estimulam esse conflito inconciliável. Não há saída pra isso a não ser uma guerra em sua última instância. mesmo assim serve ao dinheiro belicista.
A democracia nasceu procurando uma solução para os conflitos, achar uma forma de se governar que seja menos frustrante possível. Fazer pela maioria, contemplando as minorias. Isso já foi resolvido e pensado. Estamos querendo reinventar a roda? O governo tem que governar e é com ele que temos que conversar. Tem que fazer aquilo que nós todos queremos e que queremos igualmente, ambos os "lados" (virtuais).
Paremos com essa divisão, paremos com esse conflito, porque em nome desse conflito eles acabam nos ditando como fazer as coisas e não nós a eles. Nos prendem, nos batem e nos fazer calar para que não causemos aborrecimento à coletividade. Que coletividade é essa? A deles, lógico. Não poderemos nos distanciar de seus interesses e portanto fazem-nos ficar enclausurados em nossas diferenças para manter o controle. Dosam as notícias, colocam os temas em nossas bocas e acabamos nos deixando levar por emoções pessoais facilmente manipuladas e conduzidas a onde querem chegar.
Estamos discutindo com o governo onde tem empregado seus esforços para nos garantir maior bem estar? Estamos cobrando deles melhor forma de fazer isso? NÃO. Estamos aqui embaixo embasbacados em ofender um ao outro e despedaçar nossas amizades e relações pessoais. Quando achamos que é uma questão de corruptos, não é. É mais pra cima, vem muito de cima. Eles também são frutos do interesse do dinheiro. É sempre mais em cima.
Enfim, chega
SOMOS DIFERENTES E ISSO NÃO IMPORTA. O QUE IMPORTA É QUE SOMOS IGUAIS.
Essa crise interessa muito a grupos que não não são os que se digladiam entre si. Por falta de uma visão mais aberta o povo resolveu atacar a si próprio e dividiu-se para ficar trocando farpas de todo quanto é modo, servindo-se principalmente das redes para isso. Dividem-se famílias, colegas, empresas, instituições, e tudo o que se possa dividir. Procuram-se razões de todos os modos para justificar sua posição contra a do outro. Vê-se e ouve-se de tudo, de coisas extremamente coerentes aos mais exagerados disparates. Enfim dividido está e ponto.
A questão é que essa divisão é virtual e só é se torna real por estímulo de quem interessa em que assim permaneça. A divisão é alimentada por quem quer ficar fora do foco e reinar sem ser incomodado, pelo menos com uma intensidade menor do que deveria ser. Estamos aqui embaixo discutindo coisas já discutidas, plenamente resolvidas e que deveriam ser executadas pelo governo em seus três poderes, no entanto alimentam o povo com futricas sobre tudo isso de novo, e de novo, e de novo até esgotar. Então colocam uma nova questão já resolvida no meio da confusão para que ela cresça. E assim vai.
Chega. É hora de acordar. Somos um povo só. Já sabemos disso. Se estivermos unidos voltamos a nossa vista para quem realmente precisa ser vigiado: os poderes estabelecidos. Queremos a mesma coisa, os dois lados. Se perguntarmos o que as pessoas querem elas dirão a mesma coisa. Por que então estão brigando? Porque estão vendadas, cegas de ódio e paixão estimuladas. Isso não é racional.
O dinheiro é quem manda na parada e assim os caras do dinheiro lhe servem. Políticos, imprensa, bancos e agora os provedores e servidores de internet são seus maiores seguidores. Sempre foram. Rezam nessa cartilha e fazem de tudo para que o povo também o faça. Então não sejamos ingênuos em pensar que seja o acaso é que nos fornece os temas para a divisão do povo. Eles são pensados pelo dinheiro. Não sejamos ingênuos em pensar que realçar nossas diferenças ideológicas para provocar divisão cai do céu.
Ser mais de esquerda ou de direita, assim como optar por um lado pra torcer é coisa pessoal, não coletiva. É questão de preferência, de escolha individual, e isso não é coisa que se discuta. Pode-se tentar justificar seu modo de pensar, mas não impor. Se colocamos nossa paixão em fazer com que o outro prefira a mesma coisa não vai dar certo. E é justamente o que os donos do dinheiro fazem, estimulam esse conflito inconciliável. Não há saída pra isso a não ser uma guerra em sua última instância. mesmo assim serve ao dinheiro belicista.
A democracia nasceu procurando uma solução para os conflitos, achar uma forma de se governar que seja menos frustrante possível. Fazer pela maioria, contemplando as minorias. Isso já foi resolvido e pensado. Estamos querendo reinventar a roda? O governo tem que governar e é com ele que temos que conversar. Tem que fazer aquilo que nós todos queremos e que queremos igualmente, ambos os "lados" (virtuais).
Paremos com essa divisão, paremos com esse conflito, porque em nome desse conflito eles acabam nos ditando como fazer as coisas e não nós a eles. Nos prendem, nos batem e nos fazer calar para que não causemos aborrecimento à coletividade. Que coletividade é essa? A deles, lógico. Não poderemos nos distanciar de seus interesses e portanto fazem-nos ficar enclausurados em nossas diferenças para manter o controle. Dosam as notícias, colocam os temas em nossas bocas e acabamos nos deixando levar por emoções pessoais facilmente manipuladas e conduzidas a onde querem chegar.
Estamos discutindo com o governo onde tem empregado seus esforços para nos garantir maior bem estar? Estamos cobrando deles melhor forma de fazer isso? NÃO. Estamos aqui embaixo embasbacados em ofender um ao outro e despedaçar nossas amizades e relações pessoais. Quando achamos que é uma questão de corruptos, não é. É mais pra cima, vem muito de cima. Eles também são frutos do interesse do dinheiro. É sempre mais em cima.
Enfim, chega
SOMOS DIFERENTES E ISSO NÃO IMPORTA. O QUE IMPORTA É QUE SOMOS IGUAIS.
24 agosto 2016
21 agosto 2016
31 julho 2016
23 julho 2016
14 maio 2016
O demo que mora em mim.
O demo que mora em mim é o demo crático. Com tudo o que temos passado no Brasil ponho-me a policiar meus pensamentos e concluo que para viver nesse mundo haveria de ser de outro mundo. Ter amigos sem dar muito significado às suas ideologias para poder mantê-los nas conversas insignificantes e rir. E acho que isso sirva pra eles também quanto a mim. Enfim, pra ser feliz há que ser um burro surdo e passivo, ou fingir ser.
Acho que nem sempre fui de esquerda, ou nem sabia se isso existia quando jovem, ou nem importava pra mim, mas hoje que me importo, se fosse me rotular, me rotularia um "do contra". Com o significado de esquerda popular, do menor. Não aquela esquerda intelectualizada das universidades. Aquela de boteco.
E assim pensando acho que o que temos no momento é uma ridicularização maior que todas do regime institucional, se é que tinha, pelo visto não. Ouço e leio que o Brasil é instável constitucionalmente, mas creio que é justamente o oposto. Sua mudança ou desobediência à constituição não muda. É muito seguro dizer que um regime de governo não se mantenha por muito tempo, pois a regra é subvertê-lo assim que uma classe dominante perca suas regalias e reaja para mudá-la. Não precisa justificativa, não gosta e pronto.
E agora novamente mudou e "temos um longo passado pela frente" como disse Millor.
A esquerda brasileira, a que foi ao poder, foi safada em seus vários sentidos. A princípio safada no sentido de dissimulada para obter adeptos, depois no trono no sentido furtivo de se livrar dos compromissos, ai no sentido de trair seus adeptos e depois no sentido de furtar e se locupletar. Tornam-se de direita no pior de seus atributos. Essa esquerda não é a minha certamente.
Após a ditadura de 64 a esperança da esquerda foi depositada em FHC, que se tornou neoliberal de direita e Lula, um egoico, que praticaram tal caminho e acabaram decepcionando ao final. O que se passa agora é um fortalecimento dos pensamentos de direita beirando o extremo fascismo em parte de seus sequazes e um total desmantelamento da esquerda sem ninguém que se apresente para representar uma facção limpa. Esse crescimento foi estimulado muito pelo fracasso "esquerdista" em executar seus planos e se corromper com o poder.
O Partido do Trabalhadores, que encarnou o papel da esquerda nos últimos anos, tem sua base nas classes trabalhadoras, mais baixas e muito espalhada pela sociedade, diferentemente da direita. Assim que foi ao poder levou consigo, como dívida e compromisso, essa galera para os cargos possíveis nas diversas hierarquias públicas, pois não pode, ou não quis escolher o melhor na diversidade restante dos partidos e sim somente em quem os apoiou. E se deu muito mal com isso, pois a incompetência e os mal elementos infiltrados no seu meio se aproveitaram da oportunidade para meter os pés pelas mãos e estragar com tudo construído a duras penas.
Assim, os da direita vem à tona, como sempre desde nossas origens no descobrimento, com suas proposta e a sociedade reage os apoiando como uma massa movida por meios de comunicação favoráveis à mudança por seus próprios interesses particulares como já havia feito antes. E essa mudança se faz, como disse, da forma como convier aos seus propósitos sem se importar se democrático ou não, mantendo a regularidade em subverter.
Não creio que isso mude para que eu possa ver tamanha a imensidão e profundeza dessa ideologia impregnada na alma brasileira de achar tudo normal. Achar ponderável o imponderável. Negociar o inegociável. A liberdade custa muito caro e é rara na natureza. Dá a impressão de ser farta quando se tem, mas é como a água. Quando lhe falta é que se consegue dimensionar o alcance de sua importância para a qualidade e conforto em nossas vidas.
O Brasil deveria ter como sua única prioridade acabar com a desigualdade e esse caminho fica à esquerda. Ela, a desigualdade, destrói tudo o que se planeja para uma sociedade que quer ser melhor. Ela guarda no seu bojo a ignorância e não permite acesso ao saber, ao discernir, ao escolher melhor, ao decidir seu futuro. Essa desigualdade não acaba em passe de mágica, seu fim precisa ser estabelecido nas mentes dos brasileiros antes de tudo e precisa ser fomentado por quem está no poder, e o pensamento de direita em seu cerne não pensa assim, não trás isso consigo. Isso não vejo e, talvez, não veja (sem trocadilhos). Colocaram uma enorme placa "proibido conversão à esquerda" logo a frente de nosso caminho.
Acho que nem sempre fui de esquerda, ou nem sabia se isso existia quando jovem, ou nem importava pra mim, mas hoje que me importo, se fosse me rotular, me rotularia um "do contra". Com o significado de esquerda popular, do menor. Não aquela esquerda intelectualizada das universidades. Aquela de boteco.
E assim pensando acho que o que temos no momento é uma ridicularização maior que todas do regime institucional, se é que tinha, pelo visto não. Ouço e leio que o Brasil é instável constitucionalmente, mas creio que é justamente o oposto. Sua mudança ou desobediência à constituição não muda. É muito seguro dizer que um regime de governo não se mantenha por muito tempo, pois a regra é subvertê-lo assim que uma classe dominante perca suas regalias e reaja para mudá-la. Não precisa justificativa, não gosta e pronto.
E agora novamente mudou e "temos um longo passado pela frente" como disse Millor.
A esquerda brasileira, a que foi ao poder, foi safada em seus vários sentidos. A princípio safada no sentido de dissimulada para obter adeptos, depois no trono no sentido furtivo de se livrar dos compromissos, ai no sentido de trair seus adeptos e depois no sentido de furtar e se locupletar. Tornam-se de direita no pior de seus atributos. Essa esquerda não é a minha certamente.
Após a ditadura de 64 a esperança da esquerda foi depositada em FHC, que se tornou neoliberal de direita e Lula, um egoico, que praticaram tal caminho e acabaram decepcionando ao final. O que se passa agora é um fortalecimento dos pensamentos de direita beirando o extremo fascismo em parte de seus sequazes e um total desmantelamento da esquerda sem ninguém que se apresente para representar uma facção limpa. Esse crescimento foi estimulado muito pelo fracasso "esquerdista" em executar seus planos e se corromper com o poder.
O Partido do Trabalhadores, que encarnou o papel da esquerda nos últimos anos, tem sua base nas classes trabalhadoras, mais baixas e muito espalhada pela sociedade, diferentemente da direita. Assim que foi ao poder levou consigo, como dívida e compromisso, essa galera para os cargos possíveis nas diversas hierarquias públicas, pois não pode, ou não quis escolher o melhor na diversidade restante dos partidos e sim somente em quem os apoiou. E se deu muito mal com isso, pois a incompetência e os mal elementos infiltrados no seu meio se aproveitaram da oportunidade para meter os pés pelas mãos e estragar com tudo construído a duras penas.
Assim, os da direita vem à tona, como sempre desde nossas origens no descobrimento, com suas proposta e a sociedade reage os apoiando como uma massa movida por meios de comunicação favoráveis à mudança por seus próprios interesses particulares como já havia feito antes. E essa mudança se faz, como disse, da forma como convier aos seus propósitos sem se importar se democrático ou não, mantendo a regularidade em subverter.
Não creio que isso mude para que eu possa ver tamanha a imensidão e profundeza dessa ideologia impregnada na alma brasileira de achar tudo normal. Achar ponderável o imponderável. Negociar o inegociável. A liberdade custa muito caro e é rara na natureza. Dá a impressão de ser farta quando se tem, mas é como a água. Quando lhe falta é que se consegue dimensionar o alcance de sua importância para a qualidade e conforto em nossas vidas.
O Brasil deveria ter como sua única prioridade acabar com a desigualdade e esse caminho fica à esquerda. Ela, a desigualdade, destrói tudo o que se planeja para uma sociedade que quer ser melhor. Ela guarda no seu bojo a ignorância e não permite acesso ao saber, ao discernir, ao escolher melhor, ao decidir seu futuro. Essa desigualdade não acaba em passe de mágica, seu fim precisa ser estabelecido nas mentes dos brasileiros antes de tudo e precisa ser fomentado por quem está no poder, e o pensamento de direita em seu cerne não pensa assim, não trás isso consigo. Isso não vejo e, talvez, não veja (sem trocadilhos). Colocaram uma enorme placa "proibido conversão à esquerda" logo a frente de nosso caminho.
31 março 2016
PELA LEGALIDADE, Wagner Moura
PELA LEGALIDADE,
Wagner Moura
Folha de S Paulo
Ser legalista não é o mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção.
Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.
Tenho feito inúmeras críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.
O esfacelamento das ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.
É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Um golpe clássico.
O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.
Você que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro. Em nome da moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda. A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em 1964.
Arrepio-me sempre que escuto alguém dizer que precisamos “limpar” o Brasil. A ideia estúpida de que, “limpando” o país de um partido político, a corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higienizadores se considerarem acima da lei por fazerem parte de uma “nobre cruzada pela moralidade”.
Você que, por ser contra a corrupção, quer um país governado por Michel Temer deve saber que o processo de impeachment foi aceito por conta das chamadas pedaladas fiscais, e não pelo escândalo da Petrobras. Um impeachment sem crime de responsabilidade provado contra a presidente é inconstitucional.
O nome de Dilma Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por puro revide político, é teatro do absurdo.
O fato de o ministro do STF Gilmar Mendes promover em Lisboa um seminário com lideranças oposicionistas, como os senadores Aécio Neves e José Serra, é, no mínimo, estranho. A foto do juiz Moro com o tucano João Doria em evento empresarial é, no mínimo, inapropriada.
E se você também achar que há algo de tendencioso no reino das investigações, não significa que você necessariamente seja governista, muito menos apoiador de corruptos. Embora a TV não mostre, há muitos fazendo as mesmas perguntas que você.
Wagner Moura
Folha de S Paulo
Ser legalista não é o mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção.
Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.
Tenho feito inúmeras críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.
O esfacelamento das ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.
É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Um golpe clássico.
O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.
Você que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro. Em nome da moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda. A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em 1964.
Arrepio-me sempre que escuto alguém dizer que precisamos “limpar” o Brasil. A ideia estúpida de que, “limpando” o país de um partido político, a corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higienizadores se considerarem acima da lei por fazerem parte de uma “nobre cruzada pela moralidade”.
Você que, por ser contra a corrupção, quer um país governado por Michel Temer deve saber que o processo de impeachment foi aceito por conta das chamadas pedaladas fiscais, e não pelo escândalo da Petrobras. Um impeachment sem crime de responsabilidade provado contra a presidente é inconstitucional.
O nome de Dilma Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por puro revide político, é teatro do absurdo.
O fato de o ministro do STF Gilmar Mendes promover em Lisboa um seminário com lideranças oposicionistas, como os senadores Aécio Neves e José Serra, é, no mínimo, estranho. A foto do juiz Moro com o tucano João Doria em evento empresarial é, no mínimo, inapropriada.
E se você também achar que há algo de tendencioso no reino das investigações, não significa que você necessariamente seja governista, muito menos apoiador de corruptos. Embora a TV não mostre, há muitos fazendo as mesmas perguntas que você.
23 março 2016
Os ratos e dono da casa
Numa vila morava um homem que construíra uma casa após uma longa luta com os loteadores locais. Com o tempo percebeu que a região toda estava infestada de ratos, inclusive sua casa. O loteador que lhe cedeu o terreno para a casa aconselhou-lhe que ateasse fogo aos ratos. O homem simples achou que isso poderia queimar-lhe a casa toda, mas como os ratos não saiam nem com veneno, seguiu o conselho do loteador, aparentemente mais sábio, formado em faculdade, vestia-se melhor, tinha reputação junto a comunidade e com a imprensa local, que vivia alardeando suas benfeitorias. Não deu outra, senão queimar a casa toda. Perdeu o controle do fogo e danou-se.
Como não viu outro jeito, acabou cedendo às pressões do loteador, que locava casas, para que lhe alugasse uma casa e morasse lá provisoriamente até que pudesse reconquistar um espaço novamente. Vendeu o terreno e entregou ao loteador como garantia dos aluguéis. Afinal de contas era a regra do locador.
Passado um tempo percebeu que a casa alugada, também tinha ratos. Procurou o locador e reclamou. Disse que atearia fogo como tinha feito em sua própria casa a conselho do próprio locador. Entretanto o locador lhe disse para não fazer isso, pois a casa já não era dele. Ratos tinha por todo canto na vila e isso não acabaria com eles. Que aprendesse a conviver com ele em silêncio, pois se ele reclamasse de novo o poria para fora. Isso causaria um dano à sua imagem como pessoa "ilibada" que era. Que alimentasse os ratos em seu ninho e assim eles ficariam lá sem que ninguém soubesse por mais 500 anos e não fariam "mal maior".
Entenderam?
Como não viu outro jeito, acabou cedendo às pressões do loteador, que locava casas, para que lhe alugasse uma casa e morasse lá provisoriamente até que pudesse reconquistar um espaço novamente. Vendeu o terreno e entregou ao loteador como garantia dos aluguéis. Afinal de contas era a regra do locador.
Passado um tempo percebeu que a casa alugada, também tinha ratos. Procurou o locador e reclamou. Disse que atearia fogo como tinha feito em sua própria casa a conselho do próprio locador. Entretanto o locador lhe disse para não fazer isso, pois a casa já não era dele. Ratos tinha por todo canto na vila e isso não acabaria com eles. Que aprendesse a conviver com ele em silêncio, pois se ele reclamasse de novo o poria para fora. Isso causaria um dano à sua imagem como pessoa "ilibada" que era. Que alimentasse os ratos em seu ninho e assim eles ficariam lá sem que ninguém soubesse por mais 500 anos e não fariam "mal maior".
Entenderam?
15 março 2016
Atrás da banda só não vai quem?
Pensa um pouco...
Quando jovem saí da Barra para buscar uma oportunidade de vida melhor em São Paulo. O contexto histórico político em janeiro de 1974, quando lá cheguei era de uma ditadura militar instalada muito dura e estava saindo da presidência o Médici entrando o Geisel, em março daquele ano. Fora outros incidentes que participei e presenciei durante esse período, existe um muito marcante em minha vida em que fui abordado pela ROTA, polícia política da época para pegar "subversivos", enfiado dentro de um camburão e enviado a uma delegacia pra prestar depoimento e sem direito que me garantisse a volta pra casa. Tinha 20 anos na época. Essa ditadura tinha se instalado no país em 64 quando, particularmente, minha família passava pela pior situação financeira que passamos. Foi-nos "vendida", ao povo, a ideia de que o país caminhava para o buraco e que era necessária uma intervenção na política. Isso patrocinado pelos EUA e os pelos meios de comunicação da época (Estadão, Globo, Editora Abril, etc..), os mesmos de hoje. Talvez, a maior parte do povo acreditou nisso. Assim, aprendi que uma mentira é tão repetida que você acaba acreditando que seja uma verdade. O tempo me ensinou. Quase cheguei a acreditar, não tivesse vivido em SP na época. E olha que foi com o Geisel, muito mais "doce" que o Médici.
Nas últimas eleições para presidente votei, após ter votado no FHC anteriormente, que se dizia de esquerda e acabou entregando, ou privatizando como eles disseram, o país inteiro, exceto a Petrobras e o Banco do Brasil, nas seguintes pessoas:
* 2002 votei no Ciro Gomes. Tinha Enéas, Garotinho, Roseana, Lula (61,27%) e Serra (38,72%)
* 2006 votei no Cristovam Buarque. Tinha Eloisa Helena, outros, Lula (60,83%) e Alckimin (39,17%)
* 2010 votei na Marina Silva. Tinha outros, Dilma (56,05%) e Serra (43,95%)
* 2014 votei na Luciana Genro. Tinha Marina, outros, Dilma (51,64%) e Aécio (48,36%)
PT não era primeira opção. Acabei por votar nos candidatos do PT no segundo turno como alternativa ao que entendi como coerente aos meus princípios. Não sou PTista, mas preferencialmente voto mais a esquerda, embora já tenha sido incoerente às vezes em meus votos em eleições menores.
Porque eu não fui à manifestação e não a apoio:
- entendo que essa manifestação se originou em oposicionistas, também corruptos suspeitos, envolvidos em processos e até condenados, juntos com Globo, Estadão, Abril, etc.. Os mesmos apoiadores daquela ditadura. Os vendedores de ideias, aquela ideia que ainda permanece em suas vísceras;
- considero uma manifestação política partidária, discriminatória e sectária contra a corrupção somente de alguns. A corrupção dos favoráveis à manifestação não é contestada, questionada, às vezes nem mencionada. Corrupção é corrupção, não tem lado.
Pessoalmente acho que é incontestável o modus operandi da oposição onde detém o poder e pode atuar, a grande interessada na desestabilização do governo eleito. Usa e abusa claramente de atitudes totalitárias, antidemocráticas. Ninguém mexe, ninguém entra. Veja o governo de SP. É a mesma filosofia aplicada em 64 há décadas no trono, mais branda.
Por que considero assim?
- As PMs de SP e PR sob ordens de governos oposicionistas batem em manifestante contrários à sua administração. Apanham estudantes, professores, e quem ficar à frente por ser contra a posição dos governadores. Parece-me familiar.
- Governo de SP só libera catraca dos meios de transportes públicos para manifestação a favor de seus interesses, deixando de receber dinheiro que não é seu, e não faz isso em outras que são do contra. Isso é governo democrático? Ou abuso de poder?
- Nunca essa oposição deixou a PF invadir a casa de qualquer dos seus aliados quando estavam no poder. Jamais se verá isso.
- Alguém, de família notoriamente oposicionista, cresceu nesse meio, seria tão puro e isento dessa influência como o salvador que imaginam. Cruzando águias nascem pombinhas?
- Em vez de intimação para depor se ordena uma condução coercitiva a um ex-presidente (foda-se a imagem da república) . Qual o propósito disso senão político. O indiciado já havia prestado vários depoimentos por intimação sem faltar a nenhuma. Porque não conduz PMDBistas, PSDBistas, etc.? É juiz ou justiceiro?
- Não revelam ou expõem publicamente os delatados que não sejam contrários aos desejos oposicionistas. Há delações de outros que não do PT, porque não conduzem esses?
- Por suposição de crime (e não que eles não existam) a PF faz invasão de propriedade particular à procura de provas. Isso é subversão dos direitos de qualquer cidadão, acredito. Primeiro condenam, depois provam.
- MPSP decreta prisão preventiva de um ex-presidente da república sem fundamento legal, imaginem o que fariam contra nós, meros mortais.
É certo que possam dizer que esse governo também o faz ou fez. E se sim erra. Enfim, são atitudes que demonstram a forma de agir e revelam como pensam o Direito quando estão no poder. Não estou preocupado com Lula, tem muitos advogados, se vai ser preso, espancado, morto ou seja lá o que for. Estou preocupado com o que isso mostra e o que significa. Estou preocupado com os filhos dos meus filhos. De tudo o que se fala da ruindade do PT, há um aspecto que não se pode questionar, é o de que poderia ter agido com o poder na mão do modo como o outro lado sempre agiu e não fez. Invadindo, prendendo, conduzindo e batendo. Entretanto só tem gente presa de seu lado. O outro é santo. Quanto à roubalheira, há ladrões em todos os níveis e partidos espalhados pelo país todo e sempre houve. Não há qualificação de maior ou menor ladrão. É ladrão e ponto. Deve ser julgado em tribunais imparciais e, se condenado, preso. Tanto petistas quanto outros.
Então, o que representa uma manifestação de gente paulista, branca, com dinheiro pra ir ao restaurante depois? Nada além de uma fração da população inteira, mas paulista, branca, com dinheiro pra ir ao restaurante depois. Contudo já serve. Serve para a Globo se utilizar das imagens para gastar um minuto na abertura de seu Fantástico com os gritos de "fora Dilma" como tanto quer. Já vi esse filme. Março de 1964, manifestação das mulheres paulistas chamada de Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Ora bolas, Deus? Liberdade? Sabemos no que deu isso. Mesmo argumento, mesmo jeito de fazer, utilizando da credulidade do povo para subverter a ordem institucional e conseguir o que quer. E todos argumentam com frases formatadas pelos mesmos meios de comunicação de sempre: Globo, Estadão, Editora Abril, Folha, etc.. Ler artigos de jornais isentos do exterior sobre essa operação seria interessante. Não chamarei isso de golpe, pois alguns rebaterão que também é um argumento formatado pelo PT. Mas que é, é. Me serve também. Repito, mesmo filme com novos atores.
Sinto o pêndulo para a direita retornando no mundo. Vejam o que pode acontecer com Trump nos EUA. Crescerá a xenofobia (principalmente com latinos, orientais e africanos) e se acirrará os preconceitos de gênero, de raça, econômico e religioso na maior nação do planeta. Isso não é insignificante, não é pouco.
Na Polônia, um governo autoritário subiu ao poder na eleição do ano passado com uma propaganda parecida. Um garoto foi preso esses dias por postar nas redes sociais um filme em que o chefe de estado rouba uma flor em um túmulo que visitava, no entanto, é porque o filme é rodado invertido no tempo e provoca essa impressão. Mas autoritarismo é autoritarismo. Está preso.
Portanto, tento tomar cuidado com o que escolho, a forma com que escolho e como os conduzo ao poder. Sempre a liberdade e a democracia é a melhor opção. É melhor um governo que erre e você possa processá-lo do que outro em que lhe prendem sem direito a julgamento. É difícil engolir a opinião dos outros contrária à sua, mas é muito melhor do que não poder falar e ouvir. Democracia é um regime duro de engolir, mas é o melhor que se tem. E não me digam que sou PTista, esse argumento não me serve, é encomendado. Sei o que penso e penso assim desde entrei no camburão com um cagaço do cacete de não voltar a ver minha família e namorada.
Não se deixar levar pelo que os outros pensam ou induzem você a pensar é uma virtude. Pensar com seus mais profundos sentidos de unicidade das coisas. Somos uma coisa única, não temos diferença. Somos o que são o mais insignificante ser existente no universo. Somos um elo de corrente. Não se deixar levar pelas circunstâncias, pela perspectiva fechada do olhar de um momento ruim. Abrir o olhar para corrigir o que está errado, trocar a moeda, não para mudar seu lado. Perder a perspectiva desse olhar levou nosso mundo a lugares obscuros mais que uma vez. Resgatá-lo depois é muito mais doloroso. Estamos em uma democracia, não a joguemos fora.
Quando jovem saí da Barra para buscar uma oportunidade de vida melhor em São Paulo. O contexto histórico político em janeiro de 1974, quando lá cheguei era de uma ditadura militar instalada muito dura e estava saindo da presidência o Médici entrando o Geisel, em março daquele ano. Fora outros incidentes que participei e presenciei durante esse período, existe um muito marcante em minha vida em que fui abordado pela ROTA, polícia política da época para pegar "subversivos", enfiado dentro de um camburão e enviado a uma delegacia pra prestar depoimento e sem direito que me garantisse a volta pra casa. Tinha 20 anos na época. Essa ditadura tinha se instalado no país em 64 quando, particularmente, minha família passava pela pior situação financeira que passamos. Foi-nos "vendida", ao povo, a ideia de que o país caminhava para o buraco e que era necessária uma intervenção na política. Isso patrocinado pelos EUA e os pelos meios de comunicação da época (Estadão, Globo, Editora Abril, etc..), os mesmos de hoje. Talvez, a maior parte do povo acreditou nisso. Assim, aprendi que uma mentira é tão repetida que você acaba acreditando que seja uma verdade. O tempo me ensinou. Quase cheguei a acreditar, não tivesse vivido em SP na época. E olha que foi com o Geisel, muito mais "doce" que o Médici.
Nas últimas eleições para presidente votei, após ter votado no FHC anteriormente, que se dizia de esquerda e acabou entregando, ou privatizando como eles disseram, o país inteiro, exceto a Petrobras e o Banco do Brasil, nas seguintes pessoas:
* 2002 votei no Ciro Gomes. Tinha Enéas, Garotinho, Roseana, Lula (61,27%) e Serra (38,72%)
* 2006 votei no Cristovam Buarque. Tinha Eloisa Helena, outros, Lula (60,83%) e Alckimin (39,17%)
* 2010 votei na Marina Silva. Tinha outros, Dilma (56,05%) e Serra (43,95%)
* 2014 votei na Luciana Genro. Tinha Marina, outros, Dilma (51,64%) e Aécio (48,36%)
PT não era primeira opção. Acabei por votar nos candidatos do PT no segundo turno como alternativa ao que entendi como coerente aos meus princípios. Não sou PTista, mas preferencialmente voto mais a esquerda, embora já tenha sido incoerente às vezes em meus votos em eleições menores.
Porque eu não fui à manifestação e não a apoio:
- entendo que essa manifestação se originou em oposicionistas, também corruptos suspeitos, envolvidos em processos e até condenados, juntos com Globo, Estadão, Abril, etc.. Os mesmos apoiadores daquela ditadura. Os vendedores de ideias, aquela ideia que ainda permanece em suas vísceras;
- considero uma manifestação política partidária, discriminatória e sectária contra a corrupção somente de alguns. A corrupção dos favoráveis à manifestação não é contestada, questionada, às vezes nem mencionada. Corrupção é corrupção, não tem lado.
Pessoalmente acho que é incontestável o modus operandi da oposição onde detém o poder e pode atuar, a grande interessada na desestabilização do governo eleito. Usa e abusa claramente de atitudes totalitárias, antidemocráticas. Ninguém mexe, ninguém entra. Veja o governo de SP. É a mesma filosofia aplicada em 64 há décadas no trono, mais branda.
Por que considero assim?
- As PMs de SP e PR sob ordens de governos oposicionistas batem em manifestante contrários à sua administração. Apanham estudantes, professores, e quem ficar à frente por ser contra a posição dos governadores. Parece-me familiar.
- Governo de SP só libera catraca dos meios de transportes públicos para manifestação a favor de seus interesses, deixando de receber dinheiro que não é seu, e não faz isso em outras que são do contra. Isso é governo democrático? Ou abuso de poder?
- Nunca essa oposição deixou a PF invadir a casa de qualquer dos seus aliados quando estavam no poder. Jamais se verá isso.
- Alguém, de família notoriamente oposicionista, cresceu nesse meio, seria tão puro e isento dessa influência como o salvador que imaginam. Cruzando águias nascem pombinhas?
- Em vez de intimação para depor se ordena uma condução coercitiva a um ex-presidente (foda-se a imagem da república) . Qual o propósito disso senão político. O indiciado já havia prestado vários depoimentos por intimação sem faltar a nenhuma. Porque não conduz PMDBistas, PSDBistas, etc.? É juiz ou justiceiro?
- Não revelam ou expõem publicamente os delatados que não sejam contrários aos desejos oposicionistas. Há delações de outros que não do PT, porque não conduzem esses?
- Por suposição de crime (e não que eles não existam) a PF faz invasão de propriedade particular à procura de provas. Isso é subversão dos direitos de qualquer cidadão, acredito. Primeiro condenam, depois provam.
- MPSP decreta prisão preventiva de um ex-presidente da república sem fundamento legal, imaginem o que fariam contra nós, meros mortais.
É certo que possam dizer que esse governo também o faz ou fez. E se sim erra. Enfim, são atitudes que demonstram a forma de agir e revelam como pensam o Direito quando estão no poder. Não estou preocupado com Lula, tem muitos advogados, se vai ser preso, espancado, morto ou seja lá o que for. Estou preocupado com o que isso mostra e o que significa. Estou preocupado com os filhos dos meus filhos. De tudo o que se fala da ruindade do PT, há um aspecto que não se pode questionar, é o de que poderia ter agido com o poder na mão do modo como o outro lado sempre agiu e não fez. Invadindo, prendendo, conduzindo e batendo. Entretanto só tem gente presa de seu lado. O outro é santo. Quanto à roubalheira, há ladrões em todos os níveis e partidos espalhados pelo país todo e sempre houve. Não há qualificação de maior ou menor ladrão. É ladrão e ponto. Deve ser julgado em tribunais imparciais e, se condenado, preso. Tanto petistas quanto outros.
Então, o que representa uma manifestação de gente paulista, branca, com dinheiro pra ir ao restaurante depois? Nada além de uma fração da população inteira, mas paulista, branca, com dinheiro pra ir ao restaurante depois. Contudo já serve. Serve para a Globo se utilizar das imagens para gastar um minuto na abertura de seu Fantástico com os gritos de "fora Dilma" como tanto quer. Já vi esse filme. Março de 1964, manifestação das mulheres paulistas chamada de Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Ora bolas, Deus? Liberdade? Sabemos no que deu isso. Mesmo argumento, mesmo jeito de fazer, utilizando da credulidade do povo para subverter a ordem institucional e conseguir o que quer. E todos argumentam com frases formatadas pelos mesmos meios de comunicação de sempre: Globo, Estadão, Editora Abril, Folha, etc.. Ler artigos de jornais isentos do exterior sobre essa operação seria interessante. Não chamarei isso de golpe, pois alguns rebaterão que também é um argumento formatado pelo PT. Mas que é, é. Me serve também. Repito, mesmo filme com novos atores.
Sinto o pêndulo para a direita retornando no mundo. Vejam o que pode acontecer com Trump nos EUA. Crescerá a xenofobia (principalmente com latinos, orientais e africanos) e se acirrará os preconceitos de gênero, de raça, econômico e religioso na maior nação do planeta. Isso não é insignificante, não é pouco.
Na Polônia, um governo autoritário subiu ao poder na eleição do ano passado com uma propaganda parecida. Um garoto foi preso esses dias por postar nas redes sociais um filme em que o chefe de estado rouba uma flor em um túmulo que visitava, no entanto, é porque o filme é rodado invertido no tempo e provoca essa impressão. Mas autoritarismo é autoritarismo. Está preso.
Portanto, tento tomar cuidado com o que escolho, a forma com que escolho e como os conduzo ao poder. Sempre a liberdade e a democracia é a melhor opção. É melhor um governo que erre e você possa processá-lo do que outro em que lhe prendem sem direito a julgamento. É difícil engolir a opinião dos outros contrária à sua, mas é muito melhor do que não poder falar e ouvir. Democracia é um regime duro de engolir, mas é o melhor que se tem. E não me digam que sou PTista, esse argumento não me serve, é encomendado. Sei o que penso e penso assim desde entrei no camburão com um cagaço do cacete de não voltar a ver minha família e namorada.
Não se deixar levar pelo que os outros pensam ou induzem você a pensar é uma virtude. Pensar com seus mais profundos sentidos de unicidade das coisas. Somos uma coisa única, não temos diferença. Somos o que são o mais insignificante ser existente no universo. Somos um elo de corrente. Não se deixar levar pelas circunstâncias, pela perspectiva fechada do olhar de um momento ruim. Abrir o olhar para corrigir o que está errado, trocar a moeda, não para mudar seu lado. Perder a perspectiva desse olhar levou nosso mundo a lugares obscuros mais que uma vez. Resgatá-lo depois é muito mais doloroso. Estamos em uma democracia, não a joguemos fora.
20 novembro 2015
da ingovernabilidade geral com o ctrl-c ctrl-v
A internet ganhou. Fim de papo. O Obama já havia sido eleito pelo Twitter, só isso. O maior mandatário do maior país do mundo, pelo menos por enquanto, eleito pela net. Já era uma coisa muito forte pra se pensar no que vem por aí. E pra nós, moradores e frequentadores do terceiro mundo, ela, a rede, chega massacrando. Num país onde a educação, ou a falta dela, se nota a cada segundo, a rapidez de proliferação de ideias repetidas nela e por ela, a rede, é coisa insuportável. Se essas ideias não vêm de um lugar de estudos, lugar de ciência, lugar de cultura, o que parece ser muito provável pela falta de educação referida, deve ser uma ideia no mínimo questionável, muito provavelmente duvidosa sob seus aspectos inteligentes. Então, porque repetí-la? Mas algo acontece nos nossos corações que quando cruzamos a avenida do Face, do Twitter, do Instagram, do Whatsapp ficamos com uma vontade insaciável de parecer informados, cultos, inteligentes e aí vai: ctrl-c ctrl-v. Ou se preferir: "encaminhar", "curtir"'. Pronto sou um cara integrado, sou culto, sou foda. Nem ao menos temos a sensatez de ler, refletir, entender e validar o que está alí. O mais importante é parecer que sou um cara da turma, "tô dentro".
Infelizmente uma má notícia: isso faz parecer que essa pessoa é um estúpido maior do que é realmente, em tese. Isso um macaco ou um papagaio faz muito melhor. Com maior habilidade e naturalmente, sem teclado. O que nos distinguia dos animais até a chegada da net era a nossa capacidade de refletir. A reflexão nos levava a lugares, talvez, melhores. Talvez, porque nos levou a desenvolver a net. Um paradoxo. Esse comportamento de repetir as coisas tem transformado a sociedade num tribunal a céu aberto e a balança torna-se muito instável. Qualquer deslize que caia na rede é julgado e condenado em minutos. Fim dele.
Assim, caro Obama, da mesma forma como ela lhe elegeu está lhe tirando o sono. Não haverá homem, instituição que resistirá a esse tribunal que se transformou o mundo. Censura é saída? Ou é a entrada em um grande obscurantismo medieval? Como sair dessa se a insensatez perdeu o freio? Em nosso país tudo é culpa de uma pessoa que está sendo julgada em todos os quinhões do reino. Culpada ou não de certas coisas, é impossível ela se mover para o bem ou para o mal. Dá-se a impressão de que morta a Inês, tudo será resolvido em um passe mágico. Uma ilusão absurda em que ninguém mais infere na consequência desses atos. Automatic mode on. Chaos mode on.
Além do mais as regras a serem obedecidas e politicamente corretas passaram de um ou dois artigos para centenas deles, com parágrafos, cláusulas, itens e emendas. Quem consegue cumprir? Quem consegue escapar? Para errar ficou molinho. É só tentar fazer algo e pimba. Errou. Vai pra rede de julgamentos e está pronto o veredito: "culpado".
A ingovernabilidade do mundo é só uma questão de tempo. Pelos menos democraticamente. Isso é um beco que nos leva a regimes de exceção, com salvadores da pátria e ditadores ideológicos, militares, religiosos e o escambal. Nos leva a um túnel escuro e sombrio sem saber seu comprimento.
Para se reestabelecer uma certa ordem se deveria educar as pessoas fortemente. Fazê-las pensar. Não me parece ser o caminho que seguimos. Quem está com o osso não quer largar e quem quer chegar a algum lugar só visa o osso. É o mundo do ter e do parecer ser. Fim dele para as pessoas de bem.
Infelizmente uma má notícia: isso faz parecer que essa pessoa é um estúpido maior do que é realmente, em tese. Isso um macaco ou um papagaio faz muito melhor. Com maior habilidade e naturalmente, sem teclado. O que nos distinguia dos animais até a chegada da net era a nossa capacidade de refletir. A reflexão nos levava a lugares, talvez, melhores. Talvez, porque nos levou a desenvolver a net. Um paradoxo. Esse comportamento de repetir as coisas tem transformado a sociedade num tribunal a céu aberto e a balança torna-se muito instável. Qualquer deslize que caia na rede é julgado e condenado em minutos. Fim dele.
Assim, caro Obama, da mesma forma como ela lhe elegeu está lhe tirando o sono. Não haverá homem, instituição que resistirá a esse tribunal que se transformou o mundo. Censura é saída? Ou é a entrada em um grande obscurantismo medieval? Como sair dessa se a insensatez perdeu o freio? Em nosso país tudo é culpa de uma pessoa que está sendo julgada em todos os quinhões do reino. Culpada ou não de certas coisas, é impossível ela se mover para o bem ou para o mal. Dá-se a impressão de que morta a Inês, tudo será resolvido em um passe mágico. Uma ilusão absurda em que ninguém mais infere na consequência desses atos. Automatic mode on. Chaos mode on.
Além do mais as regras a serem obedecidas e politicamente corretas passaram de um ou dois artigos para centenas deles, com parágrafos, cláusulas, itens e emendas. Quem consegue cumprir? Quem consegue escapar? Para errar ficou molinho. É só tentar fazer algo e pimba. Errou. Vai pra rede de julgamentos e está pronto o veredito: "culpado".
A ingovernabilidade do mundo é só uma questão de tempo. Pelos menos democraticamente. Isso é um beco que nos leva a regimes de exceção, com salvadores da pátria e ditadores ideológicos, militares, religiosos e o escambal. Nos leva a um túnel escuro e sombrio sem saber seu comprimento.
Para se reestabelecer uma certa ordem se deveria educar as pessoas fortemente. Fazê-las pensar. Não me parece ser o caminho que seguimos. Quem está com o osso não quer largar e quem quer chegar a algum lugar só visa o osso. É o mundo do ter e do parecer ser. Fim dele para as pessoas de bem.
08 novembro 2015
O terceiro setor, a esmola e os políticos.
Começo aqui dizendo que este meu comentário não é lição de moral, muito pelo contrário, é um desabafo e confissão da própria mesquinhez, mas não antes de esclarecer um pensamento.
Outrora tinha-se a ideia de que a classe dos cobradores de impostos estava entre as piores, ou era a pior, entretanto, a concorrência do mundo moderno por esse regozijo alterou um pouco essa classificação. Hoje temos a noção de que os cobradores de impostos levam o fruto de seus objetivos aos mandatários do poder e esses, sim, têm a obrigação de distribuir essa renda da melhor maneira possível de forma a equilibrar a sociedade vítima de suas naturais, ou não, distorções.
Os poderosos de antes eram mais identificáveis, pois eram normalmente indivíduos revestidos da faculdade de mandar sozinhos em uma parte do mundo. Atualmente, esses mandatários não são mais indivíduos e, com a democracia instalada em boa parte do mundo, agora são coletivos de pessoas que repartem com seus pares as várias jurisdicões de poder. Assim, descobriram eles o privilégio de sua não identificação, devido a confusão de jurisdições criadas. Ninguém identifica quem manda e, portanto, podem abusar dos privilégios sem que ninguém saiba, ou pelos menos por um tempo, distribuindo a renda que os cobradores de impostos lhe trouxeram da maneira que bem entendem, ou pelos menos por um tempo. Assim, essa classe, denominada política, no meu modo de ver, roubou o título dos cobradores de impostos, que por sinal, também, mudaram de nome para melhor parecerem.
Dentre a classe política podemos escolher quem é o pior e habitualmente se escolhe o mandatário maior para representar a classe: o presidente. Contudo eu escolho o menor, pois ele é o mais próximo de ver a desigualdade em andamento. Fica mais próximo ao povo, faz mais parte dele e, todavia, pratica a política da escassez, da desigualdade e da discórdia. Claro, nem todos são assim, mas eu aponto para o cargo de vereador. Falo daquele vereador ruim, improbo, imoral e antiético. Se eu escrevesse a Bíblia hoje trocaria os cobradores de impostos por esses vereadores no texto. Fácil assim.
O desequilíbrio gerado e mal gerido pelos políticos não corrijem, e até criam, as distorções provocadas pela má distribuição de renda e fez, não de hoje, com que pessoas filantropas tentassem a sua maneira reestabelecer ou compensar algumas disparidades da sociedade. Fundaram creches, asilos, abrigos, etc., assim criando o que modernamente chamamos de terceiro setor. Por força do hábito em melhorar as coisas esses, filantropos, forçaram aqueles, políticos, para que constituissem leis que garantissem ao povo seus direitos essenciais como nascer, viver, morrer, morar, estudar, ter saúde, enfim, terem assistência do governo em seus direitos básicos para que os impostos arrecadados fossem distribuídos a esses setores essenciais por força da lei.
Pois bem, ainda hoje, em plena idade de alta tecnologia, os políticos insistem em ser o piores. Lutam e relutam quando o dinheiro tem que ir para esses setores. Usam de todos os recursos legais ou escusos, obscuros em como ficar com o dinheiro para ser empregado em seus desejos, as vezes os mais fúteis possíveis. Aí entra aquela figura política a que me referi e, em vez de apoiar o povo, apoia os desejos de seus comparsas.
Assim o terceiro setor, por desunião ou fraqueza de seus colaboradores, ou ignorância de seus direitos continua interminavelmente a passar o chapéu pela sociedade para arrecadar dinheiro extra para continuar a assistir os serviços sociais desprovidos e desamparados à margem do olhar público. Um dinheiro extra, porque o não extra já está com o mandatário que não entrega, ou obstina-se a isso. Portanto, enquanto o terceiro setor não se unir, fortalecer e se capacitar continuará assim existindo em seu contra-senso. Contra-senso, porquanto seu fortalecimento será sua própria extinção, visto que o poder público cumpriria suas obrigações e não seria necessária sua existência.
E por que minha confissão de mesquinhez? Porque, por esse princípio citado, sou contra o passar chapéu, sou contra a esmola, é obrigação governalmental cuidar do povo em suas necessidades básicas. É constitucional.
Estou conversando com um amigo e passa um pedinte, morador de rua, e pede-me uma ajuda para comprar uma salsicha para seu cachorro. Nisso sobe aos meus pensamentos os princípios citados e meu julgamento sobre o sujeito e se sua aplicação do dinheiro, se realmente a dita e não a "marvada" pinga. Puro preconceito repugnante que tanto combato, mas acabo praticando em me levando por ele. Dei-lhe umas moedas insignificantes que tinha no bolso, contrariando tudo, princípios e preconceito. Pensei em lhe dar mais, tinha, mas a burra incoerência de minha humanidade não permitiu. Eis que ele passa de volta alimentando o pobre cão faminto com uma salsicha conseguida no açougue ali perto. Picava aos poucos entre seus dedos sujos de terra e dava ao cachorro que felizes sorriam um ao outro. Me senti um verme, um vereador.
Outrora tinha-se a ideia de que a classe dos cobradores de impostos estava entre as piores, ou era a pior, entretanto, a concorrência do mundo moderno por esse regozijo alterou um pouco essa classificação. Hoje temos a noção de que os cobradores de impostos levam o fruto de seus objetivos aos mandatários do poder e esses, sim, têm a obrigação de distribuir essa renda da melhor maneira possível de forma a equilibrar a sociedade vítima de suas naturais, ou não, distorções.
Os poderosos de antes eram mais identificáveis, pois eram normalmente indivíduos revestidos da faculdade de mandar sozinhos em uma parte do mundo. Atualmente, esses mandatários não são mais indivíduos e, com a democracia instalada em boa parte do mundo, agora são coletivos de pessoas que repartem com seus pares as várias jurisdicões de poder. Assim, descobriram eles o privilégio de sua não identificação, devido a confusão de jurisdições criadas. Ninguém identifica quem manda e, portanto, podem abusar dos privilégios sem que ninguém saiba, ou pelos menos por um tempo, distribuindo a renda que os cobradores de impostos lhe trouxeram da maneira que bem entendem, ou pelos menos por um tempo. Assim, essa classe, denominada política, no meu modo de ver, roubou o título dos cobradores de impostos, que por sinal, também, mudaram de nome para melhor parecerem.
Dentre a classe política podemos escolher quem é o pior e habitualmente se escolhe o mandatário maior para representar a classe: o presidente. Contudo eu escolho o menor, pois ele é o mais próximo de ver a desigualdade em andamento. Fica mais próximo ao povo, faz mais parte dele e, todavia, pratica a política da escassez, da desigualdade e da discórdia. Claro, nem todos são assim, mas eu aponto para o cargo de vereador. Falo daquele vereador ruim, improbo, imoral e antiético. Se eu escrevesse a Bíblia hoje trocaria os cobradores de impostos por esses vereadores no texto. Fácil assim.
O desequilíbrio gerado e mal gerido pelos políticos não corrijem, e até criam, as distorções provocadas pela má distribuição de renda e fez, não de hoje, com que pessoas filantropas tentassem a sua maneira reestabelecer ou compensar algumas disparidades da sociedade. Fundaram creches, asilos, abrigos, etc., assim criando o que modernamente chamamos de terceiro setor. Por força do hábito em melhorar as coisas esses, filantropos, forçaram aqueles, políticos, para que constituissem leis que garantissem ao povo seus direitos essenciais como nascer, viver, morrer, morar, estudar, ter saúde, enfim, terem assistência do governo em seus direitos básicos para que os impostos arrecadados fossem distribuídos a esses setores essenciais por força da lei.
Pois bem, ainda hoje, em plena idade de alta tecnologia, os políticos insistem em ser o piores. Lutam e relutam quando o dinheiro tem que ir para esses setores. Usam de todos os recursos legais ou escusos, obscuros em como ficar com o dinheiro para ser empregado em seus desejos, as vezes os mais fúteis possíveis. Aí entra aquela figura política a que me referi e, em vez de apoiar o povo, apoia os desejos de seus comparsas.
Assim o terceiro setor, por desunião ou fraqueza de seus colaboradores, ou ignorância de seus direitos continua interminavelmente a passar o chapéu pela sociedade para arrecadar dinheiro extra para continuar a assistir os serviços sociais desprovidos e desamparados à margem do olhar público. Um dinheiro extra, porque o não extra já está com o mandatário que não entrega, ou obstina-se a isso. Portanto, enquanto o terceiro setor não se unir, fortalecer e se capacitar continuará assim existindo em seu contra-senso. Contra-senso, porquanto seu fortalecimento será sua própria extinção, visto que o poder público cumpriria suas obrigações e não seria necessária sua existência.
E por que minha confissão de mesquinhez? Porque, por esse princípio citado, sou contra o passar chapéu, sou contra a esmola, é obrigação governalmental cuidar do povo em suas necessidades básicas. É constitucional.
Estou conversando com um amigo e passa um pedinte, morador de rua, e pede-me uma ajuda para comprar uma salsicha para seu cachorro. Nisso sobe aos meus pensamentos os princípios citados e meu julgamento sobre o sujeito e se sua aplicação do dinheiro, se realmente a dita e não a "marvada" pinga. Puro preconceito repugnante que tanto combato, mas acabo praticando em me levando por ele. Dei-lhe umas moedas insignificantes que tinha no bolso, contrariando tudo, princípios e preconceito. Pensei em lhe dar mais, tinha, mas a burra incoerência de minha humanidade não permitiu. Eis que ele passa de volta alimentando o pobre cão faminto com uma salsicha conseguida no açougue ali perto. Picava aos poucos entre seus dedos sujos de terra e dava ao cachorro que felizes sorriam um ao outro. Me senti um verme, um vereador.
16 outubro 2015
12 outubro 2015
26 julho 2015
A impossibilidade humana
Há dias vimos assistindo e lendo matérias sobre as novas descobertas acerca do universo. Achado planeta similar à Terra em posição a outro sol, com tamanho parecido, longínquo e com possibilidades existência de vida. Nosso mais distante planeta-anão solar, Plutão, e sua foto inusitada que demora horas para ser recebida à velocidade da luz e reproduzida por uma tecnologia super sofisticada de imagens virtuais possíveis. Imaginem o quão imenso é o espaço onde existem esses astros. A luz do Sol demora oito minutos pra chegar aqui. Desse planeta a luz demora 1400 anos. Teotihuacan no México (século VI), com uma população de mais de 125 mil pessoas, ainda era a sexta maior cidade do mundo na época em que luz saiu daquele planeta.
Continuamos procurando uma prova de que não estamos só. Uma coisa paradoxal. Procuramos por vida quando já temos ao nosso lado.
Se você sozinho, após 1400 anos viajando à velocidade da luz, chegasse num planeta desses e encontrasse um formiga sob seus pés a esmagaria? Jogaria o lixo da nave na água que encontrasse por lá? Por que fazemos isso aqui? Não existe no universo um lugar onde haja coisas como nós temos por aqui. Seres "inteligentes" como nós então é uma impossibilidade. Somos um impossibilidade. É uma chance tão remota quanto a quantidade de zeros que você conseguiria escrever sem parar durante toda a sua vida. E olha, é de todos nós nesse planeta escrevendo zeros juntos.
No entanto preferimos acharmos tempo para o ódio, o extermínio, a extinção, o mau trato ambiental. Se você entende o mínimo de economia calcule qual seria o custo do prejuízo dessa extinção para a recolocação de seres iguais a serem encontrados no universo para substituí-los. Não só nós, as moscas também. Um único ser que seja. Um vírus. Não achamos nada disso em lugar algum a não ser do nosso lado. Tão perto.
O que faltou no projeto humano para entendermos isso? Para enxergarmos no próximo uma raridade dessas. E nem estou falando do ponto de vista religioso, de uma criatura de Deus. Falo de uma probabilidade matemática infinitesimal.
Precisamos urgentemente nos dar o devido valor dessa raridade. Sabe-se lá quantos quilates de pureza. Joia rara e improvável.
ACORDA HOMEM, ESTÁ NA HORA DE CELEBRAR A VIDA.
Continuamos procurando uma prova de que não estamos só. Uma coisa paradoxal. Procuramos por vida quando já temos ao nosso lado.
Se você sozinho, após 1400 anos viajando à velocidade da luz, chegasse num planeta desses e encontrasse um formiga sob seus pés a esmagaria? Jogaria o lixo da nave na água que encontrasse por lá? Por que fazemos isso aqui? Não existe no universo um lugar onde haja coisas como nós temos por aqui. Seres "inteligentes" como nós então é uma impossibilidade. Somos um impossibilidade. É uma chance tão remota quanto a quantidade de zeros que você conseguiria escrever sem parar durante toda a sua vida. E olha, é de todos nós nesse planeta escrevendo zeros juntos.
No entanto preferimos acharmos tempo para o ódio, o extermínio, a extinção, o mau trato ambiental. Se você entende o mínimo de economia calcule qual seria o custo do prejuízo dessa extinção para a recolocação de seres iguais a serem encontrados no universo para substituí-los. Não só nós, as moscas também. Um único ser que seja. Um vírus. Não achamos nada disso em lugar algum a não ser do nosso lado. Tão perto.
O que faltou no projeto humano para entendermos isso? Para enxergarmos no próximo uma raridade dessas. E nem estou falando do ponto de vista religioso, de uma criatura de Deus. Falo de uma probabilidade matemática infinitesimal.
Precisamos urgentemente nos dar o devido valor dessa raridade. Sabe-se lá quantos quilates de pureza. Joia rara e improvável.
ACORDA HOMEM, ESTÁ NA HORA DE CELEBRAR A VIDA.
30 frases de Buda
1. “A raiz do sofrimento é o apego.”
2. “Abandone a raiva, abandone o orgulho, e liberte-se da escravidão mundana. Nenhuma tristeza pode acontecer com aqueles que nunca tentam possuir gente e coisas como o seu próprio eu.”
3. “A pureza e a impureza dependem de si; ninguém pode purificar o outro.”
4. “A nossa vida é formada pela nossa mente; somos o que pensamos.”
5. “Aquele que se conquista é maior do que o outro que conquista mil vezes mil homens no campo de batalha.”
6. “Se você não encontra ninguém que o apoie no caminho espiritual, ande sozinho. Não há nenhuma companhia com um imaturo.”
7. “Não há nenhum medo naquele cuja mente não é cheia de desejos.”
8. “Se algo valer a pena faça-o, faça-o com todo o seu coração.”
9. “Você mesmo deve esforçar-se. Os Buddhas só apontam o caminho.”
10. “Aqueles que destruíram as raízes do ciúme têm a paz da mente sempre.”
11. “Não há nenhuma impureza maior do que a ignorância.”
12. “O mundo sofre por morte e decadência. Mas os sábios não se afligem, tendo encontrado a natureza do mundo.”
13. “Cada um não é sábio porque fala muito. São sábios quem são pacientes, e livres de ódio e medo.”
14. “Seja quem for que não chameja em alguém que é vitórias zangadas uma batalha muito para ganhar.”
15. “Não é nobre quem prejudica seres vivos. São nobres quem não prejudica ninguém.”
16. “Guarde os seus pensamentos, palavras, e feitos. Essas três disciplinas vão apressar-lhe ao longo do caminho à sabedoria pura.”
17. “Deve você aceitar o que um crítico sábio indica em suas faltas, segue-o como uma guia ao tesouro oculto.”
18. “Não dê a sua atenção ao que os outros fazem ou não conseguem fazer; dê-o ao que você faz ou não consegue fazer.”
19. “Quando você está vivendo na escuridão, por que não procura a luz?”
20. “Olhando depois você mesmo, você olha depois de outros. Olhando depois de outros, você olha depois você mesmo.”
21. “Faça a sua mente pura como um prateiro tira a impureza de prata, pouco a pouco, instante a instante.”
22. “Não tente construir a sua felicidade na infelicidade dos outros. Você será cairá em uma rede do ódio.”
23. “Os sábios são disciplinados em corpo, discurso, e mente. Eles são bem controlados de fato.”
24. “Ilumine a lâmpada dentro de si; esforce-se muito por alcançar a sabedoria.”
25. “Resolutamente treine-se a alcançar a paz.”
26. “A meditação traz a sabedoria; falta de ignorância de folhas de meditação. Saiba bem o que o leva a expedir e o que o retém, e escolher o caminho que leva à sabedoria.”
27. “Dê, mesmo se você só tiver um pouco.”
28. “Tão como uma rocha sólida não é sacudida pela tempestade, ainda assim os sábios não são afetados por louvor ou culpa.”
29. “Não desperdice um momento, já que os momentos desperdiçados lhe levam abaixo.”
30. “Se você esquecer a alegria da vida e for pego nos prazeres do mundo, você invejará aqueles que puseram a meditação em primeiro.”
fonte: http://goo.gl/RJMSvQ
2. “Abandone a raiva, abandone o orgulho, e liberte-se da escravidão mundana. Nenhuma tristeza pode acontecer com aqueles que nunca tentam possuir gente e coisas como o seu próprio eu.”
3. “A pureza e a impureza dependem de si; ninguém pode purificar o outro.”
4. “A nossa vida é formada pela nossa mente; somos o que pensamos.”
5. “Aquele que se conquista é maior do que o outro que conquista mil vezes mil homens no campo de batalha.”
6. “Se você não encontra ninguém que o apoie no caminho espiritual, ande sozinho. Não há nenhuma companhia com um imaturo.”
7. “Não há nenhum medo naquele cuja mente não é cheia de desejos.”
8. “Se algo valer a pena faça-o, faça-o com todo o seu coração.”
9. “Você mesmo deve esforçar-se. Os Buddhas só apontam o caminho.”
10. “Aqueles que destruíram as raízes do ciúme têm a paz da mente sempre.”
11. “Não há nenhuma impureza maior do que a ignorância.”
12. “O mundo sofre por morte e decadência. Mas os sábios não se afligem, tendo encontrado a natureza do mundo.”
13. “Cada um não é sábio porque fala muito. São sábios quem são pacientes, e livres de ódio e medo.”
14. “Seja quem for que não chameja em alguém que é vitórias zangadas uma batalha muito para ganhar.”
15. “Não é nobre quem prejudica seres vivos. São nobres quem não prejudica ninguém.”
16. “Guarde os seus pensamentos, palavras, e feitos. Essas três disciplinas vão apressar-lhe ao longo do caminho à sabedoria pura.”
17. “Deve você aceitar o que um crítico sábio indica em suas faltas, segue-o como uma guia ao tesouro oculto.”
18. “Não dê a sua atenção ao que os outros fazem ou não conseguem fazer; dê-o ao que você faz ou não consegue fazer.”
19. “Quando você está vivendo na escuridão, por que não procura a luz?”
20. “Olhando depois você mesmo, você olha depois de outros. Olhando depois de outros, você olha depois você mesmo.”
21. “Faça a sua mente pura como um prateiro tira a impureza de prata, pouco a pouco, instante a instante.”
22. “Não tente construir a sua felicidade na infelicidade dos outros. Você será cairá em uma rede do ódio.”
23. “Os sábios são disciplinados em corpo, discurso, e mente. Eles são bem controlados de fato.”
24. “Ilumine a lâmpada dentro de si; esforce-se muito por alcançar a sabedoria.”
25. “Resolutamente treine-se a alcançar a paz.”
26. “A meditação traz a sabedoria; falta de ignorância de folhas de meditação. Saiba bem o que o leva a expedir e o que o retém, e escolher o caminho que leva à sabedoria.”
27. “Dê, mesmo se você só tiver um pouco.”
28. “Tão como uma rocha sólida não é sacudida pela tempestade, ainda assim os sábios não são afetados por louvor ou culpa.”
29. “Não desperdice um momento, já que os momentos desperdiçados lhe levam abaixo.”
30. “Se você esquecer a alegria da vida e for pego nos prazeres do mundo, você invejará aqueles que puseram a meditação em primeiro.”
fonte: http://goo.gl/RJMSvQ
11 julho 2015
06 julho 2015
Acelerando...
Há milhões de anos pusemos o pé no acelerador com o Homo Erectus. Descobrimos o fogo e como produzi-lo. Perdemos os pelos há um milhão de anos. Há centenas de milhares de anos começamos a controlá-lo e a cozinhar, e inventamos as ferramentas. Começamos a ter o controle sobre os outros animais. Começamos a cobrir o corpo e construir abrigos com couro e a evolução dos piolhos nos dizem isso, segundo cientistas, há 170 mil anos na Idade do Gelo, faz sentido, já como Homo Sapiens. Mulheres começaram a tecer há 30 mil anos. Há alguns milhares de anos, seis ou sete, aprendemos a semear e a controlar a agricultura, pelas mulheres provavelmente, homens caçavam e mulheres colhiam. Apareceram o linho e a seda.
Há 2500 anos apareceram a filosofia e os pensadores.
Há novecentos anos chineses inventaram o papel e a estampagem. Há setecentos anos as roupas passaram a ser adaptadas ao corpo com costuras, curvas, rendas e botões. Há 650 anos coreanos imprimiram o primeiro livro e Gutenberg reinventou a tipografia moderna oito décadas depois para o ocidente.
Há 500 anos navegantes descobridores ibéricos encontram o Novo Mundo e seus povos.
A três séculos Isaac Newton estabelece as bases da física moderna. Há 250 anos acontece a Revolução Industrial com James Watt inventando o motor a vapor. A sua cidade, Manchester - Inglaterra, cresce de 20 a 160 mil habitantes em uma década. A máquina a vapor, com trens e navios, começa a diminuir distâncias. A força animal é substituída pela mecânica e as ferramentas pelas máquinas. Aparecem os resíduos sólidos acrescidos aos putrescíveis anteriores. O petróleo torna-se valioso. O crescimento populacional e urbano dispara.
Há duzentos anos avistou-se e encontramos a Antártica.
O telefone inventado por volta de 155 anos pelo italiano Antonio Meucci, que o chamou "telégrafo falante". Há 120 anos Edson cria a General Electric, torna-se a maior empresa do planeta, e difunde a eletricidade e a iluminação. Começa a eletromecânica, os arranha-céus e o elevador de Otis. Com Hertz e Marconi surge o rádio.
Holerite cria a empresa e Watson, em 1924, muda seu nome para IBM, primeira em informática no mundo. Há 100 anos Einstein, com sua teoria da relatividade, e Planck, Bohr, Rutherford, Heisenberg, Feynman, Schrödinger transformam o modo de se ver o mundo com a física quântica e de partículas. Surge a televisão e desenvolve-se ao longo do século.
Durante o século XX explodem as ciências biológicas, psíquicas e humanas. Surgem a psicanálise com Freud e a penicilina com Fleming. Inicia-se a migração urbana. Surgem as metrópoles e a bomba atômica. As aeronaves e os foguetes. Desenvolve-se a capacidade de uso não energético do petróleo, surgem os polímeros sintéticos que inauguraram uma nova classe de resíduos sólidos. Intensifica-se o uso de fertilizantes químicos.
Cresce muito a poluição ambiental com os resíduos em grande escala durante o século.
O primeiro computador eletromecânico foi construído por Konrad Zuse em 1936, engenheiro alemão. Começam a surgir as linguagens de programação. ENIAC foi o primeiro computador a válvula construido uma década depois pelo exército americano e anunciado após a Segunda Guerra.
Começa a eletrônica e a telecomunicação.
Há 68 anos é criado o transistor nos laboratórios Bell. Surge a Xerox e a copiadora. Há 60 anos nasce a internet e televisão colorida. A Sony lança a TV com transistor, antes valvulada e a Matsushita a miniaturiza com tela plana.
Alunizamos há 46 anos com Armstrong. Há 40 anos aparecem as poderosas do software Apple e Microsoft com Steve Jobs e Bill Gates. A Apple anuncia o primeiro microcomputador pessoal. A Motorola apresenta seu aparelho de telefonia celular móvel. Em 1981 a parceria IBM - Microsoft lança o sistema operacional de discos MS-DOS. Aparece o computador portátil (notebook) Osborne 1. Há trinta anos é lançado o Windows pela MS.
Há 34 anos foi conseguida a primeira planta geneticamente modificada. A Biotecnologia ganha força.
Há duas décadas e meia é lançada a internet e começam a surgir as mega empresas virtuais Google, Orkut, Youtube, Instagram, Twitter, Facebook e Whatsapp. O surgimento do smartphone tem 23 anos, com o Simon, da IBM e uma década depois aparecem o Nokia e o Handspring (Palm). Depois o Blackberry e o iPaq da HP.
Nasce há 18 anos a primeira ovelha clonada de nome Dolly.
Decodificação do genoma humano completa 10 anos. Há dez anos a população urbana passa a rural. Surgem os drones. Os androides e robôs super inteligentes.
Acredito que perdemos os freios. À frente uma falésia sem fim.
Há 2500 anos apareceram a filosofia e os pensadores.
Há novecentos anos chineses inventaram o papel e a estampagem. Há setecentos anos as roupas passaram a ser adaptadas ao corpo com costuras, curvas, rendas e botões. Há 650 anos coreanos imprimiram o primeiro livro e Gutenberg reinventou a tipografia moderna oito décadas depois para o ocidente.
Há 500 anos navegantes descobridores ibéricos encontram o Novo Mundo e seus povos.
A três séculos Isaac Newton estabelece as bases da física moderna. Há 250 anos acontece a Revolução Industrial com James Watt inventando o motor a vapor. A sua cidade, Manchester - Inglaterra, cresce de 20 a 160 mil habitantes em uma década. A máquina a vapor, com trens e navios, começa a diminuir distâncias. A força animal é substituída pela mecânica e as ferramentas pelas máquinas. Aparecem os resíduos sólidos acrescidos aos putrescíveis anteriores. O petróleo torna-se valioso. O crescimento populacional e urbano dispara.
Há duzentos anos avistou-se e encontramos a Antártica.
O telefone inventado por volta de 155 anos pelo italiano Antonio Meucci, que o chamou "telégrafo falante". Há 120 anos Edson cria a General Electric, torna-se a maior empresa do planeta, e difunde a eletricidade e a iluminação. Começa a eletromecânica, os arranha-céus e o elevador de Otis. Com Hertz e Marconi surge o rádio.
Holerite cria a empresa e Watson, em 1924, muda seu nome para IBM, primeira em informática no mundo. Há 100 anos Einstein, com sua teoria da relatividade, e Planck, Bohr, Rutherford, Heisenberg, Feynman, Schrödinger transformam o modo de se ver o mundo com a física quântica e de partículas. Surge a televisão e desenvolve-se ao longo do século.
Durante o século XX explodem as ciências biológicas, psíquicas e humanas. Surgem a psicanálise com Freud e a penicilina com Fleming. Inicia-se a migração urbana. Surgem as metrópoles e a bomba atômica. As aeronaves e os foguetes. Desenvolve-se a capacidade de uso não energético do petróleo, surgem os polímeros sintéticos que inauguraram uma nova classe de resíduos sólidos. Intensifica-se o uso de fertilizantes químicos.
Cresce muito a poluição ambiental com os resíduos em grande escala durante o século.
O primeiro computador eletromecânico foi construído por Konrad Zuse em 1936, engenheiro alemão. Começam a surgir as linguagens de programação. ENIAC foi o primeiro computador a válvula construido uma década depois pelo exército americano e anunciado após a Segunda Guerra.
Começa a eletrônica e a telecomunicação.
Há 68 anos é criado o transistor nos laboratórios Bell. Surge a Xerox e a copiadora. Há 60 anos nasce a internet e televisão colorida. A Sony lança a TV com transistor, antes valvulada e a Matsushita a miniaturiza com tela plana.
Alunizamos há 46 anos com Armstrong. Há 40 anos aparecem as poderosas do software Apple e Microsoft com Steve Jobs e Bill Gates. A Apple anuncia o primeiro microcomputador pessoal. A Motorola apresenta seu aparelho de telefonia celular móvel. Em 1981 a parceria IBM - Microsoft lança o sistema operacional de discos MS-DOS. Aparece o computador portátil (notebook) Osborne 1. Há trinta anos é lançado o Windows pela MS.
Há 34 anos foi conseguida a primeira planta geneticamente modificada. A Biotecnologia ganha força.
Há duas décadas e meia é lançada a internet e começam a surgir as mega empresas virtuais Google, Orkut, Youtube, Instagram, Twitter, Facebook e Whatsapp. O surgimento do smartphone tem 23 anos, com o Simon, da IBM e uma década depois aparecem o Nokia e o Handspring (Palm). Depois o Blackberry e o iPaq da HP.
Nasce há 18 anos a primeira ovelha clonada de nome Dolly.
Decodificação do genoma humano completa 10 anos. Há dez anos a população urbana passa a rural. Surgem os drones. Os androides e robôs super inteligentes.
Acredito que perdemos os freios. À frente uma falésia sem fim.
03 julho 2015
O tempo não volta
Imaginem fazer o tempo retroceder. Físicos garantem que qualquer acontecimento do nosso cotidiano poderia ser revertido, a qualquer momento. Por que as coisas não se revertem? Por que o futuro é totalmente diferente do passado?
Newton mergulhou nos estudos. Foi aí que ele criou suas famosas três leis da dinâmica, entre elas a conhecida máxima de que para cada ação há uma reação oposta da mesma intensidade. As leis de Newton conseguem descrever o mundo de maneira espantosa. Mas elas têm uma estranha característica: funcionam tão bem de trás para a frente quanto de frente para trás. Obviamente, isso está errado, mas quase todas as teorias formuladas por físicos desde Newton têm o mesmo problema. “As leis fundamentais da Física não distinguem entre o passado e o futuro”, define Sean Carroll, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.
A primeira pessoa a encarar esse problema seriamente foi o físico austríaco Ludwig Boltzmann, que viveu na segunda metade do século 19. Naquela época, muitas das ideias que hoje sabemos serem verdadeiras ainda estavam sendo discutidas, inclusive a de que tudo é feito de minúsculas partículas chamadas átomos. Boltzmann estava convencido de que os átomos existiam. Mesmo tendo sido desprezado pela comunidade científica da época, ele defendia uma relação entre o aquecimento de materiais e a passagem do tempo. Na época, os físicos desenvolveram a teoria da termodinâmica, que descreve o comportamento do calor. Contrariamente a seus colegas, Boltzmann acreditava que o aquecimento era provocado por uma movimentação aleatória de átomos, e que a termodinâmica poderia ser explicada assim. O austríaco partiu de um estranho conceito: a entropia.
Pela termodinâmica, todos os objetos do mundo têm uma certa quantidade de entropia associada a ele, e quando algo acontece, essa quantidade aumenta. Por exemplo, ao colocarmos cubos de gelo em um copo d’água, a entropia dentro do copo aumenta. O aumento da entropia é diferente de tudo o mais na Física: é um processo que ocorre em apenas uma direção. Para explicar isso, Boltzmann descobriu que a entropia mede o número de maneiras pelas quais os átomos podem se rearranjar, assim como a energia que eles carregam. Ou seja, a entropia aumenta quando os átomos ficam mais desordenados. Por isso, o gelo derrete na água. Há muito mais formas para as moléculas se rearranjarem no estado líquido do que no estado sólido.
Segundo Boltzmann, a entropia está relacionada com possibilidades. Objetos com baixa entropia são arrumados e, portanto, com menos probabilidade de existir ou permanecer como estão. Objetos com alta entropia são desordenados, o que os torna mais passíveis de existir. Essa teoria pode ser um pouco deprimente, principalmente se você é do tipo organizado. Mas as ideias de Boltzmann parecem ter um lado positivo: elas conseguem explicar a direção do tempo. Basicamente, se o universo como um todo se desloca de uma baixa entropia para uma alta entropia, nunca poderemos ver os acontecimentos se reverterem. Nunca veremos um ovo se “desquebrar” porque existem várias maneiras para rearranjar os pedaços dele, e todas elas levam a um ovo rachado em vez de um ovo intacto. A definição de entropia de Boltzmann explica até por que podemos nos lembrar do passado mas não podemos adivinhar o futuro. Para ele, o futuro é diferente do passado simplesmente porque a entropia aumenta. Como forma de endossar sua teoria, o físico também desenvolveu a hipótese do passado, segundo a qual, em algum ponto em um passado distante, o universo estava em um estado de baixa entropia.
Mas se um estado de baixa entropia é pouco provável, como o universo permaneceu assim por um certo tempo? Bem, isso Boltzmann nunca conseguiu explicar. Mas cientistas que o sucederam fizeram descobertas que sugerem uma resposta. Para começar, no século 20 aprendemos que o universo teve um início, quando era uma partícula incrivelmente quente e densa que rapidamente se expandiu e se resfriou, formando tudo o que existe hoje. Esta rápida expansão é o que conhecemos como o Big Bang. É verdade que uma enorme explosão cósmica não parece algo com uma baixa entropia. Mas, aparentemente, esse conceito é ligeiramente diferente quando há um excesso de matéria.
Imagine uma vasta região vazia do espaço, no meio da qual está uma nuvem de gás com a massa do Sol. A gravidade mantém o gás unido, de maneira a compactá-lo e acabar formando uma estrela. Como isso é possível, se a entropia só aumenta? A resposta é simples: a gravidade afeta a entropia. No caso de objetos verdadeiramente gigantescos, ser grumoso tem mais entropia do que ser denso e uniforme. Ou seja, um universo com galáxias, estrelas e planetas tem uma entropia mais alta do que um universo cheio de gases quentes e densos. Para entender melhor o Big Bang, Sean Carroll e seus ex-alunos propuseram um modelo pelo qual “universos bebês” estão constantemente surgindo do nada, separando-se de seu “universo-mãe” e se expandindo para se tornarem universos como os nossos. E é a entropia desse “universo de universos” que sempre será grande, apesar de cada parte ter uma baixa entropia. Se isso for verdade, o universo só parece ter uma baixa entropia porque não podemos ver tudo o que está à sua volta. Isso também valeria para a direção do tempo.
A Física moderna se baseia em duas grandes teorias. A mecânica quântica explica o comportamento de pequenos objetos, como os átomos, enquanto a relatividade descreve coisas grandes, como as estrelas. Para descrever o universo em sua origem, é preciso combinar as duas teorias para formar uma “teoria de tudo”. Essa máxima será a chave para entendermos a seta do tempo. “Descobrir essa teoria vai nos ajudar a compreender como a natureza construiu o espaço e o tempo”, diz Marina Cortês, física na Universidade de Edinburgo, na Escócia.
Por enquanto, a mais promissora teoria de tudo é aquela que diz que todas as partículas subatômicas são compostas de minúsculos cordões. Essa teoria também defende que o espaço tem mais do que três dimensões e que nós vivemos em uma espécie de ‘multiverso’, onde as leis da física são diferentes em cada universo. Agora, Cortês está trabalhando em teorias alternativas a essa que possam incorporar a seta do tempo em um nível fundamental. Ela sugere que o universo é feito de uma série de eventos únicos, que nunca se repetem. Cada conjunto de eventos só pode influenciar os eventos do conjunto seguinte. Assim, se forma uma direção para o tempo. “O tempo não é uma ilusão. Ele existe e está realmente avançando”, explica a cientista. Seja qual for a maneira de explicar a direção do tempo, ela sempre estará ligada àquele estado de baixa entropia do princípio do universo.
Este artigo é uma condensação de outro, escrito por Adam Becker da BBC Future
http://bbc.in/1GUDkDn
Newton mergulhou nos estudos. Foi aí que ele criou suas famosas três leis da dinâmica, entre elas a conhecida máxima de que para cada ação há uma reação oposta da mesma intensidade. As leis de Newton conseguem descrever o mundo de maneira espantosa. Mas elas têm uma estranha característica: funcionam tão bem de trás para a frente quanto de frente para trás. Obviamente, isso está errado, mas quase todas as teorias formuladas por físicos desde Newton têm o mesmo problema. “As leis fundamentais da Física não distinguem entre o passado e o futuro”, define Sean Carroll, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.
A primeira pessoa a encarar esse problema seriamente foi o físico austríaco Ludwig Boltzmann, que viveu na segunda metade do século 19. Naquela época, muitas das ideias que hoje sabemos serem verdadeiras ainda estavam sendo discutidas, inclusive a de que tudo é feito de minúsculas partículas chamadas átomos. Boltzmann estava convencido de que os átomos existiam. Mesmo tendo sido desprezado pela comunidade científica da época, ele defendia uma relação entre o aquecimento de materiais e a passagem do tempo. Na época, os físicos desenvolveram a teoria da termodinâmica, que descreve o comportamento do calor. Contrariamente a seus colegas, Boltzmann acreditava que o aquecimento era provocado por uma movimentação aleatória de átomos, e que a termodinâmica poderia ser explicada assim. O austríaco partiu de um estranho conceito: a entropia.
Pela termodinâmica, todos os objetos do mundo têm uma certa quantidade de entropia associada a ele, e quando algo acontece, essa quantidade aumenta. Por exemplo, ao colocarmos cubos de gelo em um copo d’água, a entropia dentro do copo aumenta. O aumento da entropia é diferente de tudo o mais na Física: é um processo que ocorre em apenas uma direção. Para explicar isso, Boltzmann descobriu que a entropia mede o número de maneiras pelas quais os átomos podem se rearranjar, assim como a energia que eles carregam. Ou seja, a entropia aumenta quando os átomos ficam mais desordenados. Por isso, o gelo derrete na água. Há muito mais formas para as moléculas se rearranjarem no estado líquido do que no estado sólido.
Segundo Boltzmann, a entropia está relacionada com possibilidades. Objetos com baixa entropia são arrumados e, portanto, com menos probabilidade de existir ou permanecer como estão. Objetos com alta entropia são desordenados, o que os torna mais passíveis de existir. Essa teoria pode ser um pouco deprimente, principalmente se você é do tipo organizado. Mas as ideias de Boltzmann parecem ter um lado positivo: elas conseguem explicar a direção do tempo. Basicamente, se o universo como um todo se desloca de uma baixa entropia para uma alta entropia, nunca poderemos ver os acontecimentos se reverterem. Nunca veremos um ovo se “desquebrar” porque existem várias maneiras para rearranjar os pedaços dele, e todas elas levam a um ovo rachado em vez de um ovo intacto. A definição de entropia de Boltzmann explica até por que podemos nos lembrar do passado mas não podemos adivinhar o futuro. Para ele, o futuro é diferente do passado simplesmente porque a entropia aumenta. Como forma de endossar sua teoria, o físico também desenvolveu a hipótese do passado, segundo a qual, em algum ponto em um passado distante, o universo estava em um estado de baixa entropia.
Mas se um estado de baixa entropia é pouco provável, como o universo permaneceu assim por um certo tempo? Bem, isso Boltzmann nunca conseguiu explicar. Mas cientistas que o sucederam fizeram descobertas que sugerem uma resposta. Para começar, no século 20 aprendemos que o universo teve um início, quando era uma partícula incrivelmente quente e densa que rapidamente se expandiu e se resfriou, formando tudo o que existe hoje. Esta rápida expansão é o que conhecemos como o Big Bang. É verdade que uma enorme explosão cósmica não parece algo com uma baixa entropia. Mas, aparentemente, esse conceito é ligeiramente diferente quando há um excesso de matéria.
Imagine uma vasta região vazia do espaço, no meio da qual está uma nuvem de gás com a massa do Sol. A gravidade mantém o gás unido, de maneira a compactá-lo e acabar formando uma estrela. Como isso é possível, se a entropia só aumenta? A resposta é simples: a gravidade afeta a entropia. No caso de objetos verdadeiramente gigantescos, ser grumoso tem mais entropia do que ser denso e uniforme. Ou seja, um universo com galáxias, estrelas e planetas tem uma entropia mais alta do que um universo cheio de gases quentes e densos. Para entender melhor o Big Bang, Sean Carroll e seus ex-alunos propuseram um modelo pelo qual “universos bebês” estão constantemente surgindo do nada, separando-se de seu “universo-mãe” e se expandindo para se tornarem universos como os nossos. E é a entropia desse “universo de universos” que sempre será grande, apesar de cada parte ter uma baixa entropia. Se isso for verdade, o universo só parece ter uma baixa entropia porque não podemos ver tudo o que está à sua volta. Isso também valeria para a direção do tempo.
A Física moderna se baseia em duas grandes teorias. A mecânica quântica explica o comportamento de pequenos objetos, como os átomos, enquanto a relatividade descreve coisas grandes, como as estrelas. Para descrever o universo em sua origem, é preciso combinar as duas teorias para formar uma “teoria de tudo”. Essa máxima será a chave para entendermos a seta do tempo. “Descobrir essa teoria vai nos ajudar a compreender como a natureza construiu o espaço e o tempo”, diz Marina Cortês, física na Universidade de Edinburgo, na Escócia.
Por enquanto, a mais promissora teoria de tudo é aquela que diz que todas as partículas subatômicas são compostas de minúsculos cordões. Essa teoria também defende que o espaço tem mais do que três dimensões e que nós vivemos em uma espécie de ‘multiverso’, onde as leis da física são diferentes em cada universo. Agora, Cortês está trabalhando em teorias alternativas a essa que possam incorporar a seta do tempo em um nível fundamental. Ela sugere que o universo é feito de uma série de eventos únicos, que nunca se repetem. Cada conjunto de eventos só pode influenciar os eventos do conjunto seguinte. Assim, se forma uma direção para o tempo. “O tempo não é uma ilusão. Ele existe e está realmente avançando”, explica a cientista. Seja qual for a maneira de explicar a direção do tempo, ela sempre estará ligada àquele estado de baixa entropia do princípio do universo.
Este artigo é uma condensação de outro, escrito por Adam Becker da BBC Future
http://bbc.in/1GUDkDn
29 junho 2015
27 junho 2015
26 junho 2015
Acho que o projeto "homem" danou-se.
Sou, antes de ser qualquer coisa, matemático. Nasci com esse 'defeito'. Assim, por extensão, gosto de ciência, tecnologia, física, lógica, lógico! Adoraria viver no futuro como vivo cheio de novidades mais futuristas ainda. Fico maravilhado com as técnicas mais sofisticadas que se apresentam a cada dia, e esperaria viver muito, porque nessa velocidade que as coisas se apresentam hoje vou beirar o infinito de coisas que adorarei ver. Estou feliz com isso, com essa face do mundo.
No começo do mundo civilizado era pena de morte duvidar de um dogma religioso estabelecido. O homem ainda continua insistindo em viver às voltas com a ideia do pecado. Com o defeito de nascença de enxergar o lado ruim, praticar o lado ruim, se locupletar pelo lado ruim, viver o lado ruim. O pecado ainda predomina como tema de conversas. Não conseguimos nos libertar dessa coisa. Viver com essa sombra do mal. Por isso há margem para o aparecimento de tanta religiões, um toco pra se agarrar na correnteza que solapa a vida do planeta. Como se ele, o toco, fosse a salvação. A ignorância de nosso verdadeiro destino, nossa verdadeira missão nos deixa cegos. Discute-se corrupção e sexo ainda no mundo do século 21. Faz mais de 40 séculos que discutimos isso. No começo usávamos pau, hoje usamos laser pra matar. Continuamos a matar. Antes matávamos pra comer, hoje matamos pra extinguir. Estamos ficando sozinhos. Se matássemos uns aos outros estaria tudo bem, mas matamos tudo. Qualquer coisa que se movimente, tenha olhinhos, perninhas, asinhas de preferência. Agora a ciência já nos dá um prazo de 4 gerações para nos extinguirmos ao continuarmos como estamos. Menos mal para os animais sobreviventes, que serão poucas espécies. Mas ainda assim a vida se salvará. Deus morrerá, por ora, mas renascerá daqui a milhões de anos com outra espécie que se achará o máximo de novo à sua imagem e semelhança. Ah! Lembrei. A vida é Deus e vice-versa. Deus está no homem, mas o homem não o é por inteiro. Que semelhança é essa da porra que temos com Deus?
Meu sonho daquela face linda do mundo morrerá comigo. Não tem volta. Fim.
http://bit.ly/1LLHcLf
http://abr.ai/1LLHeTr
http://bit.ly/1LLHfXf
No começo do mundo civilizado era pena de morte duvidar de um dogma religioso estabelecido. O homem ainda continua insistindo em viver às voltas com a ideia do pecado. Com o defeito de nascença de enxergar o lado ruim, praticar o lado ruim, se locupletar pelo lado ruim, viver o lado ruim. O pecado ainda predomina como tema de conversas. Não conseguimos nos libertar dessa coisa. Viver com essa sombra do mal. Por isso há margem para o aparecimento de tanta religiões, um toco pra se agarrar na correnteza que solapa a vida do planeta. Como se ele, o toco, fosse a salvação. A ignorância de nosso verdadeiro destino, nossa verdadeira missão nos deixa cegos. Discute-se corrupção e sexo ainda no mundo do século 21. Faz mais de 40 séculos que discutimos isso. No começo usávamos pau, hoje usamos laser pra matar. Continuamos a matar. Antes matávamos pra comer, hoje matamos pra extinguir. Estamos ficando sozinhos. Se matássemos uns aos outros estaria tudo bem, mas matamos tudo. Qualquer coisa que se movimente, tenha olhinhos, perninhas, asinhas de preferência. Agora a ciência já nos dá um prazo de 4 gerações para nos extinguirmos ao continuarmos como estamos. Menos mal para os animais sobreviventes, que serão poucas espécies. Mas ainda assim a vida se salvará. Deus morrerá, por ora, mas renascerá daqui a milhões de anos com outra espécie que se achará o máximo de novo à sua imagem e semelhança. Ah! Lembrei. A vida é Deus e vice-versa. Deus está no homem, mas o homem não o é por inteiro. Que semelhança é essa da porra que temos com Deus?
Meu sonho daquela face linda do mundo morrerá comigo. Não tem volta. Fim.
http://bit.ly/1LLHcLf
http://abr.ai/1LLHeTr
http://bit.ly/1LLHfXf
22 junho 2015
16 março 2015
recompense-se
Dê uma folga às atividades diretamente relacionadas com os seus objetivos.
Ponha a conversa em dia com um familiar ou amigo!
Compre um livro ou uma revista. Folheie ou leia. Descanse.
Peça uma massagem à sua cara-metade.
Tome um longo e sossegado banho de imersão.
Faça uma sesta.
Veja o seu programa de televisão preferido.
Tire um dia de férias e passe-o na cama ou no sofá vendo TV.
Visite um jardim zoológico.
Almoce com os amigos.
Vá à cabeleireira, nem que seja apenas para lavar e secar o cabelo.
Vá a uma discoteca.
Vá até à praia, seja verão, seja inverno.
Visite um museu.
Vá passear no centro da sua cidade.
Compre um ramo de flores.
Mande vir uma pizza ou vá buscar comida ao seu restaurante preferido.
Faça um bolo ou muffins de chocolate e delicie-se!
Prepare um cocktail para saborear antes do jantar.
Prepare um batido com gelado e fruta fresca.
Compre morangos, derreta uma pasta de chocolate e “lambuze-se”!
Desfrute de um lanche na sua padaria ou pastelaria preferida.
Desfrute de uma xícara de chá ou de café na varanda ou jardim.
Tome um café da manhã na cama.
Abra uma garrafa de vinho no jantar.
Não faça absolutamente nada!
veja em: http://goo.gl/D2rKGS
Ponha a conversa em dia com um familiar ou amigo!
Compre um livro ou uma revista. Folheie ou leia. Descanse.
Peça uma massagem à sua cara-metade.
Tome um longo e sossegado banho de imersão.
Faça uma sesta.
Veja o seu programa de televisão preferido.
Tire um dia de férias e passe-o na cama ou no sofá vendo TV.
Visite um jardim zoológico.
Almoce com os amigos.
Vá à cabeleireira, nem que seja apenas para lavar e secar o cabelo.
Vá a uma discoteca.
Vá até à praia, seja verão, seja inverno.
Visite um museu.
Vá passear no centro da sua cidade.
Compre um ramo de flores.
Mande vir uma pizza ou vá buscar comida ao seu restaurante preferido.
Faça um bolo ou muffins de chocolate e delicie-se!
Prepare um cocktail para saborear antes do jantar.
Prepare um batido com gelado e fruta fresca.
Compre morangos, derreta uma pasta de chocolate e “lambuze-se”!
Desfrute de um lanche na sua padaria ou pastelaria preferida.
Desfrute de uma xícara de chá ou de café na varanda ou jardim.
Tome um café da manhã na cama.
Abra uma garrafa de vinho no jantar.
Não faça absolutamente nada!
veja em: http://goo.gl/D2rKGS
11 março 2015
pra ser feliz
Li, sintetizei e repasso:
correr riscosser voluntarioso
ser curioso
aventurar-se
não prender-se a detalhes
ser menos analítico
dar menos importância
torcer pelo outro
ser alturísta
ser generoso
mostrar seus sentimentos
tolerar o desconforto
soltar suas emoções
encurtar a curtição
sacrificar prazeres imediatos
06 março 2015
percepção e tomada de decisão
Professora
Taís Brenner Oesterreich
Percepção
•
Processo pelo qual os indivíduos
processam interpretam e organizam suas impressões sensoriais com a finalidade
de dar sentido ao ambiente.
•
O que uma pessoa percebe pode ser diferente da realidade objetiva.
Por que a percepção é importante para o estudo
do Comportamento Organizacional?
•
Porque o comportamento das pessoas baseia-se na sua percepção da realidade, e
não da realidade em si.
•
O mundo como é percebido, é o mundo importante para o
comportamento.
O
comportamento das pessoas baseia-se na sua percepção da realidade e não da
realidade em si.
Observador
• Nossa atenção parece ser influenciada pelos nossos interesses.
• Nossos
interesses pessoais diferem consideravelmente, o que um indivíduo percebe em uma
situação, pode ser totalmente diferente da percepção do outro.
• As
expectativas também podem distorcer a percepção. Faz
com que vejamos aquilo que esperamos ver.
O Alvo
• As
características do alvo observado também afeta a percepção. Ex: pessoas
atraentes, sons, movimentos.
• Como os
alvos não são observados isoladamente a sua relação com o cenário influencia a
percepção.
• O que
percebemos vai depender de como separamos a figura de seu cenário geral.
A Situação
• Os elementos
que fazem parte do ambiente influenciam a nossa percepção. Ex: Trajes de gala
para ir trabalhar.
• Você
reparará mais nas atitudes dos seus subordinados quando o gerente geral estiver
na cidade.
A Teoria Da Atribuição
• Quando
observamos o comportamento, tentamos determinar se suas causas são internas ou
externas.
Causas Internas
Causas Internas
• São aqueles vistos como sob o controle do indivíduo. Ex:
Chegou atrasado porque ficou na farra.
• Considerado
como comportamento usual.
Causas Externas
Causas Externas
• Aqueles que
são resultantes de estímulo de fora. A pessoa é vista
como se tivesse sido
forçada àquele comportamento por causa daquela situação. Ex: Chegou
atrasado, teve problemas no trânsito.
A teoria explica a forma como julgamos
diferentemente as pessoas dependendo do sentido
que atribuímos ao comportamento. Esta determinação depende de três fatores: Diferenciação, consenso e
coerência.
• Diferenciação é
quando o indivíduo mostra ou não comportamentos diferentes em situações
diversas. Caso o comportamento seja usual, será julgado como de causa interna.
• Consenso é quando todas as pessoas que enfrentam uma determinada situação respondem de maneira semelhante. Ex: Atrasado. Quando todos os funcionários que fazem o mesmo caminho estão atrasados também.
• Consenso é quando todas as pessoas que enfrentam uma determinada situação respondem de maneira semelhante. Ex: Atrasado. Quando todos os funcionários que fazem o mesmo caminho estão atrasados também.
•
Coerência é quando o observador busca
coerência nas ações. A pessoa reage sempre da mesma forma? Quanto mais coerente
o comportamento, mais inclinado fica o observador a atribuí-lo a causas
internas.
Erro Fundamental de
atribuição
•
A tendência de subestimar a
influência de fatores externos e de superestimar os fatores internos no
julgamento do comportamento alheio. Ex: gerente de vendas atribui o fraco desempenho
da equipe à preguiça dos vendedores e não a um produto concorrente.
Viés de
autoconveniência
•
A tendência das pessoas
atribuírem seu próprio sucesso a fatores internos e colocarem a
culpa dos fracassos em fatores externos.
Simplificações
usadas no julgamento das outras pessoas
Percepção seletiva
•
As pessoas interpretam seletivamente o que veem, com base em seus próprios
interesses, experiências passadas e atitudes.
•
A seletividade nos permite uma leitura rápida dos outros e das situações com o
risco de errarmos.
Efeito Halo
•
Quando construímos uma impressão
geral sobre uma pessoa com base em uma única característica.
Efeitos de contraste
•
A avaliação das características de uma pessoa é afetada pela comparação com
outras pessoas encontradas recentemente, que têm essas mesmas
características avaliadas como melhores ou como piores. Ex. A avaliação de qualquer candidato pode sofrer
distorções por causa da sua posição na ordem de chamada. Pode ser beneficiado
se o candidato anterior for medíocre, ou prejudicado se o antecessor for
brilhante.
Projeção
•
Atribuição de características próprias de um indivíduo a
outras pessoas.
•
Os executivos ao fazerem a projeção comprometem sua capacidade de reagir às
diferenças
individuais. Tendem a ver as pessoas mais
homogêneas do que realmente são.
Estereotipagem
•
Julgamento de uma pessoa com base na percepção sobre o grupo do qual ela faz
parte.
•
Os muito ricos
•
Os pobres
•
Os médicos
•
Os economistas
Generalização
•
É um meio de simplificar o mundo
complexo e nos permitir manter a coerência.
“Todos os atletas são trabalhadores”
“Os homens não prestam”
“Mulheres são complicadas”
“Chefes novos são problemáticos”
Entrevista de Seleção
•
As evidências indicam que os
entrevistadores fazem julgamentos de percepção frequentemente errôneos.
•
As informações negativas
colhidas no começo têm um peso muito maior do que as obtidas depois.
•
A avaliação de um mesmo
candidato, feita por dois avaliadores, pode ter inúmeras variações.
Profecia auto-realizada
ou efeito pigmaleão
•
Quando uma pessoa tem uma percepção distorcida de outra a expectativa
resultante é que a segunda pessoa se comporte de maneira coerente com essa
percepção.
•
Se um executivo espera grandes feitos de seus subordinados provavelmente eles
não o decepcionarão. O reverso também é verdadeiro.
Limitação da
Racionalidade
•
Quando enfrentamos um problema complexo, tendemos a reagir reduzindo-o a um
nível em que possa ser mais facilmente compreendido. Isso acontece porque a
nossa capacidade limitada de processamento de informações torna impossível
assimilar e compreender todos os dados necessários para a otimização.
Viés do Excesso de
confiança
•
Já se disse que “nenhum problema de julgamentos e
tomada de decisões é mais catastrófico do que o excesso de confiança”.
Viés de Ancoragem
•
O viés da ancoragem é a tendência de nos fixarmos em uma informação como ponto de partida. Uma
vez fixado este ponto, temos dificuldade de ajuste diante de informações
posteriores.
•
Nossa mente tende a dar uma ênfase desproporcional à primeira informação que
recebemos.
Viés de Confirmação
•
O viés da confirmação representa um tipo específico de
percepção seletiva. Buscamos informações que corroboram nossas escolhas
anteriores e desprezamos aquelas que as contestam. Também tendemos a aceitar
prontamente as informações que confirmam nossos pontos de vista preconcebidos e somos críticos ou
céticos com aquelas que contrariam esses pontos de vista.
Viés da Disponibilidade
•
Para minimizar o esforço e
evitar dilemas, as pessoas tendem a se valer excessivamente da própria
experiência, de seus impulsos e de regras de “senso comum” convenientes no
momento.
•
A tendência das pessoas julgarem
as coisas com base nas informações mais facilmente disponíveis.
•
Eventos que despertam emoções, particularmente vividos ou que ocorrem mais
recentemente tendem a estarem mais disponíveis em nossa memória.
•
O viés da Disponibilidade pode
explicar porque os executivos, quando fazem as suas avaliações anuais, costumam
dar mais peso aos comportamentos mais recentes de seus funcionários do que aqueles
de vários meses atrás.
Viés da
Representatividade
•
Milhões de meninos brasileiros
sonham em jogar futebol na Seleção Brasileira. Na verdade eles têm muito mais
probabilidade de se tornarem médicos do que jogadores da seleção, mas estão
sofrendo do viés da representatividade.
•
Conceito: Avaliação da
probabilidade de uma ocorrência, com base em analogias e observações de
situações idênticas onde elas não existem.
Escalada do
Comprometimento
•
Outro viés que ameaça as decisões é o apego a uma decisão anterior, a despeito de informações
negativas. Ex. Perder dinheiro em um negócio
porque você se determinou a provar que a sua decisão original estava certa,
continuou colocando recursos em uma causa perdida desde o início.
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